Discutir ações de ministérios pode edificar ou não Discutir ações de ministérios pode edificar ou não

13 de nov. de 2012 |


Independente do assunto, uma discussão é sempre algo interessante. Quando se trata de algo relacionado à religião, então, logo se torna um prato cheio para todos que adoram dar seus pitacos. Discutir sobre o que acontece dentro das igrejas


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A tua fé te salvou

12 de nov. de 2012 |


A nossa fé nos salva constantemente. Crer sem ver, sem provas ou motivos, nos faz ter plena convicção de algo, independente da situação. A fé é inspirada por Deus e não pelas circunstâncias. Precisamos ter fé e fazer valer essa fé.

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Jó, silêncio e esperança

7 de nov. de 2012 |


“Depois os três se assentaram no chão com ele, durante sete dias e sete noites. Ninguém lhe disse uma palavra, pois viam como era grande o seu sofrimento.” - (Jó 2.13)

A história de Jó é muito intrigante! Ela começa nos ensinando, claramente, que todos sofrem. Mesmo aquela pessoa mais íntegra e reta está sujeita a sofrer.


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De Pai pra filho

5 de nov. de 2012 |


No último dia 29/10 assisti ao filme “Gonzaga - de pai para filho”, de Breno Silveira. O filme é uma biografia de Luiz Gonzaga e seu filho, Gonzaguinha, e tem como mote principal o conturbado relacionamento entre os dois. Gosto muito de filmes biográficos e este, em especial, despertou meu interesse por se tratarem de dois personagens que me são muito caros. De um lado, temos Luiz Gonzaga, considerado o Rei do Baião, peça fundamental da cultura nordestina e brasileira; do outro, temos Gonzaguinha, que, por mais que eu não ache um grande cantor, é um dos maiores compositores que o Brasil já conheceu. É autor de uma das músicas mais lindas que ouvi, de nome “Sangrando”.

No ano de 1981, temos Gonzaguinha, genialmente interpretado por Júlio Almeida, no ápice de sua carreira musical e, em contrapartida, Luiz Gonzaga já sofrendo com o ostracismo do mercado musical e a solidão. Por solicitação da ex-madrasta, o filho vai ao encontro do Pai no interior de Pernambuco, pai este com quem teve pouca vivência na infância e adolescência; e este encontro dá origem a uma franca conversa em que ambos se confrontam. Este diálogo dá direção ao filme. Um pai criativo, porém ríspido e com pouco estudo, que fez de tudo para dar sustento ao filho; um filho carente da atenção e do carinho e reconhecimento do pai.

Coincidentemente, assistir a este filme seria um programa familiar para meu último dia de férias, mas por intercorrências, nem minha esposa, nem minha mãe puderam comparecer. Fui somente com meu pai. E eu e meu pai, ali, juntos, assistindo a esta grande história, tornou inevitável a comparação quase paradoxal que, por muitas vezes, me trouxe o choro à garganta: enquanto via a história de um filho que tem pouquíssimas influências de seu pai, eu creio que meu pai seja a maior influência que tenho. Foi por vê-lo sentado em sua cama, dedilhando seu violão, que me interessei por tocar este instrumento; foi ouvindo seus discos dos Arautos do Rei, Nelson Gonçalves, Dilermando Reis, fados portugueses, Paul Mauriat, Vencedores por Cristo, entre outros, que formei minha identidade musical. Além do mais, temos inúmeras semelhanças: o jeito sereno de lidar com as coisas, o perfil de poucas palavras que nos permite ser bem sucintos e diretos quando precisamos usá-las, um pouco de cabeça-dura e, por fim, a semelhança física. Isto permite, sem que nenhum dos dois mencione uma única palavra, que um saiba quase tudo o que o outro está pensando, só por uma troca de olhares. Alguns chegam a dizer que eu e meu pai somos um só, de tanto que carrego sua personalidade.

O paralelo traçado entre a relação dos dois artistas e a minha relação com meu pai é bem parecido com a nossa relação com Deus. O texto de João 10.30 apresenta Jesus dizendo: ” Eu e meu Pai somos um”. E se a palavra diz que temos que ser semelhantes a Jesus, temos que buscar ser um com Deus. Pessoalmente, ser um com Deus é muito mais forte do que compartilhar as ideologias divinas, concordar com seus preceitos e suas premissas; é carregar o caráter de Deus em sua personalidade e ter Deus refletido no seu rosto, ter o Espírito Santo circulando em seu sangue. É fazer com que Deus transpareça em você, bastando somente que você respire. Nesta relação agapal temos um Pai totalmente disponível para demonstrar Seu amor e Sua vontade e, baseados nisto, sermos filhos “gonzaguinhas” ou filhos genuínos é uma escolha exclusiva nossa.

Lembrem-se: Deus tem planos para cada um de nós, mas cabe somente a nós o cumprimento deles em nossas vidas; cabe a nós receber a herança bendita vinda dos céus, cabe a nós tentar entender o que Deus tem preparado, “de pai para filho”,  para cada um de nós.










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A idolatria nossa de cada dia...

2 de nov. de 2012 |


Sempre pensei que a idolatria evangélica tinha como alvo nomes, ou seja, pessoas. Porém, com o tempo, novos nomes surgem, e o alvo da idolatria muda consequentemente. Então, penso que talvez a idolatria não fique restrita a nomes, mas a coisas num sentindo muito mais amplo.

Um exemplo? Música.

Muita gente idolatra a música. Dizem que a música tem poder de curar, libertar, salvar, etc. Porém, diversos textos bíblicos, atribuem estas habilidades a palavra/pregação/Jesus.

Talvez a idolatria seja direcionada ao efeito que a música causa nas pessoas, e por isso, como a música que emociona está ligada a um nome/pessoa, por tabela aquele nome/pessoa passa também a ser idolatrado.

Tem alguns temas que se tentarmos pensar fora da caixa, muita gente fica mordida, chateada, e como normalmente estas pessoas que só conseguem pensar dentro da caixa, não tem argumentos, partem pra agressão.

Então, observar um pastor televisivo pregando asneira e falar contra isso é tocar no ungido de Deus, logo, dentro desta visão, pecado mortal. Afinal, AI DAQUELES...

Dizer que a música é usada para fins lucrativos e dominativos, é pecado também... é errado. Por quê? Por que uma coisa que faz tão bem, emociona tanto a tantas pessoas, não pode ter fins mercadológicos ou de dominação em massa.

Sabe, realmente é muito complicado lidar com tanta idolatria... mas a pior idolatria é uma que ouvi recentemente dois amigos pregando e falando a respeito, a idolatria à nossa própria imagem.

Em busca de se mostrar mais santo, correto, com mais razão, com mais conhecimento - mesmo quando a realidade é absolutamente o contrário disso - muita gente perde enormes chances de aprender algo novo, pois, afinal, a imagem que criaram ao longo dos anos é algo que tem que permanecer intacta.

Ah, e dizedores de "não julgueis pra não ser julgado" dirão "não julgueis pra não ser julgado"...







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5 mentiras que a "igreja" me contou. #05

1 de nov. de 2012 |


A vida cristã e a loucura evangélica

Um antigo ditado popular diz que "de médico e louco todo mundo tem um pouco". Recentemente, este tema da loucura, especialmente no meio evangélico, veio à tona e recheou de comentários e protestos as redes sociais e até mesmo os telejornais. Em nome de um evangelho descolado e moderno, alguns arriscam, segundo eles próprios, a cometer loucuras em nome de Jesus. A autorização, de acordo com os descolados, para este comportamento de demência, pois esta é a definição de loucura, está em 1 Coríntios, capítulo 1.

Será que Paulo quis dizer aos Coríntios que qualquer tipo de loucura em nome do evangelho seria tolerada, desde que o slogan “Jesus” estivesse presente? Uma análise do contexto histórico e cultural nos ajudará a esclarecer esta loucura.

Primeiramente, devemos saber que a cidade de Corinto ficava na Grécia. Sim, claro que isso é importante! Você deve se lembrar de que a Grécia foi o berço da filosofia ocidental e se considerava   a mãe de toda sabedoria naquela época. Outra questão muito importante é que os gregos consideravam uma loucura certos ensinamentos cristãos, tais como a ressurreição, por exemplo. Então Paulo, inteligentemente, serve-se da ironia para tratar, logo no início da sua carta aos gregos, sobre a sabedoria humana e a sabedoria divina. Sim, isso mesmo! Este texto está apoiado em uma ironia.

Note como o apóstolo Paulo contrapõe os termos “loucura da mensagem da cruz” no v. 18, com a destruição da “sabedoria” dos sábios, no v. 19, pois os gregos se julgavam muito sábios em virtude de sua filosofia, que, a propósito, significa "amigo da sabedoria". Paulo se vale de seus estudos e conhecimentos dos estilos literários para confrontar a pretensa sabedoria grega com a verdade do evangelho. Ou seja, Paulo não estava autorizando nenhum tipo de loucura quando escreveu aos coríntios, mas apenas enfatizando, por meio da ironia, que a sabedoria deles, diante de Deus, era uma loucura!

Portanto, fundamentar alguma atitude de loucura em prol de parecer descolado e moderno para aqueles que ainda não são cristãos, especialmente utilizando um texto irônico, é uma loucura própria daqueles que não entenderam completamente a verdadeira loucura do evangelho.

Alexandre Milhoranza
Alexandre Milhoranza - Convidado Especial
Alexandre Milhoranza é analista de sistemas e estudante de teologia. Muito bem casado com a Ana Claudia e pai da Bárbara e do Eduardo, seus mini filósofos de plantão.
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Este texto faz parte da série '5 mentiras que a "igreja" me contou'. Desenvolvida especialmente por Alexandre Milhoranza para o #JuveMetodista BLOG.

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31 de Outubro - Reforma Protestante

31 de out. de 2012 |


Hoje, 31 de outubro, as igrejas protestantes, particularmente as históricas, comemoram o Dia da Reforma Protestante.

E, ainda que o nosso blog não seja denominacional ou teológico, acho importante lembrarmos esse dia, porque ele deu origem, não só às denominações conhecidas hoje em dia, como também serviu para que o verdadeiro cristianismo voltasse a ser pregado e vivido, trazendo à tona novamente os valores bíblicos que estavam sendo esquecidos pelos cristãos daquela época.

Não vamos aqui fazer um estudo sobre a Reforma, mesmo porque ela já faz parte de qualquer currículo escolar, nem aqui seria o fórum adequado para isso... mas queremos simplesmente lembrar os feitos de grandes homens (e mulheres) que ajudaram a construir a História e se fizeram mártires em nome de uma ideologia, de uma crença... em nome de Jesus.

A bíblia diz, na carta aos hebreus, que temos ao nosso redor uma grande nuvem de testemunhas, falando dos antigos profetas e personagens que ajudaram o povo de Deus no seu projeto de caminhada libertadora. E, certamente, homens como Martinho Lutero, João Calvino, John Huss, John Wesley, e muitos outros, fazem parte desta nuvem de testemunhas, porque também eles enfrentaram a igreja institucionalizada do seu tempo, lutaram contra a comercialização da fé, através da venda de indulgências pela Igreja Católica Romana, aceitaram a perseguição, a prisão e até mesmo a morte pela causa de Cristo, a fim de que o Evangelho pudesse voltar a ser pregado a todos, de forma clara e simples, sem a tutela da Igreja de Roma que se dizia a única capaz de interpretar as Escrituras.

Esses homens lutaram por coisas que faziam parte da genuína pregação do Evangelho, como o sacerdócio universal de todos os crentes, a salvação pela Graça mediante a fé, a importância da santificação, etc; Eles conseguiram que a Bíblia fosse traduzida do Latim, ao qual o povo simples não tinha acesso, para praticamente todas as línguas nas quais ela é publicada hoje em dia. Insistiram, ainda, na suficiência das Escrituras para alcançarmos a salvação, salvação essa que só é obtida pela Graça, através da Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, não por obras, novenas ou promessas.

Hoje em dia as pessoas se convertem, se batizam, tornam-se membros de uma Igreja, mas não mudam de vida. O problema é que, onde não há uma Teologia forte, também a ética enfraquece, porque a Teologia é mãe da Ética. Nós, cristãos reformados, precisamos fundamentar a nossa ética nas Sagradas Escrituras. Não podemos ser chamados de evangélicos se a nossa conduta não condiz com o que pregamos e nega o cristianismo que dizemos abraçar. A Igreja reformada precisa, ainda, ter um profundo compromisso com a missão, entendendo que o seu campo missionário, a sua paróquia, é o mundo, como dizia John Wesley. A igreja reformada não se desvia do seu chamado, nem se deixa distrair com outras coisas, com "modismos".

Então, amados, que os reformadores nos sirvam de exemplo, sempre. Que saibamos valorizar e honrar aqueles que deram a própria vida em favor de Cristo, para que hoje nós tivéssemos acesso à verdade pura e simples, contida na Palavra de Deus. Que a nossa geração se conscientize de que a Reforma não foi somente um movimento religioso, que foi importante numa determinada época, mas que ela precisa ser uma constante em nossa vida. Um dos lemas da Reforma, atribuído a Calvino, nos alerta: "Igreja reformada, sempre reformando". Ou seja, a reforma não é uma coisa estática, mas dinâmica! E esta reforma não deve ser entendida como uma renovação do conteúdo da fé, mas sim uma restauração do entendimento desse conteúdo, uma atualização na forma de vivermos e entendermos a fé cristã, voltando ao costume de ler a Palavra e dela extrair as nossas referências, compreendendo o que, de fato, Cristo nos legou.

Que este seja, ainda nos dias de hoje, o nosso lema. Reformemos o nosso coração e mente, para que não nos amoldemos a este século, corrompido e corrupto. Que não nos acomodemos com o que os reformadores conseguiram, mas que sigamos em busca de uma nova reforma, não somente em nossas igrejas, mas em nossas atitudes, em nossos corações, em nossas vidas!

Lisieux Souza
Pastora, mãe da Anna Elisa e Revisora do Juvemetodista BLOG. 
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"Mimimi" gospel na internet

30 de out. de 2012 |


Ultimamente estamos tão fervorosos, não? Quem acompanha os noticiários ou as redes sociais pode perceber que, volta e meia, aparece um protesto dos cristãos. Primeiro foi aquele contra um possível filme de Renato Aragão, conhecido como Didi Mocó Sonrisal Colesterol, o qual traria a história que Didi seria um segundo filho de Deus e completaria uma fantasiosa missão que Jesus não completou. Agora, a bola da vez são as manifestações contra a novela Salve Jorge, exibida na TV Globo, às 21 horas. 

Sei lá, mas olho esses protestos com um tanto de ressalvas.Tudo bem que temos que defender o evangelho da cruz, lutar por justiça e não nos acomodarmos neste mundo. Mas, imaginem se formos protestar sobre cada manifestação não cristã, que passa na TV. Não iríamos fazer outra coisa. Também acredito que algumas novelas que nem falam sobre religião, BBB e alguns filmes agridem muito mais a vida cristã e, disso, ninguém reclama.

Recentemente, vivemos um fenômeno da telenovela no país, uma trama que girava em torno de vingança. Nos corredores da vida e dentro das próprias igrejas, ouvíamos comentários sobre os personagens principais e, às vezes, até a torcida pela vingança de um personagem em especial. Na bíblia está bem claro que a vingança pertence a Deus... e muitos aí, torcendo por vingança na novela, em uma época em que a vida imita a arte, muito mais do que o contrário. Neste caso, já vejo motivo suficiente para um grande protesto contra tal novela; entretanto, passou. Por que? 

Provavelmente porque estamos desatentos, canalizando nossas forças para o lugar errado. Há tempos não vejo filme do Didi e nunca assisti esta novela de Jorge, mas penso que sou muito mais útil orando, trabalhando na minha igreja local e dando meu testemunho nos locais por onde passo. Mas, ficar atrás do meu computador, de "mimimi" nas redes sociais, é muito mais cômodo, né!? 

Sou de uma geração conectada e não descarto o uso das redes sociais para protestos. Mas gostaria de ver toda essa energia voltada assim, fervorosamente, para uma panfletagem para um culto, para um evangelismo, um louvorzão, entre outras centenas de atividades e não para "mimimi" na internet.

Filipe Souza
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Cristão, jornalista e observador. Quero apenas aprender com tudo que acontece ao meu redor e poder compartilhar isso com as pessoas. É isso!
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Somos todos Guarani-Kaiowá

29 de out. de 2012 |


Talvez tenha começado com os gritos em Paris, em maio de 1968, quando Daniel Cohn Bendit, um dos líderes estudantis do movimento, judeu e alemão, foi expulso da França: somos todos judeus alemães! Cohn Bendit afirmou numa entrevista a France Press, em 2008, que para ele essa era a imagem de 68 que persistia, "o espírito de solidariedade multirracial da época... estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está."

A mim me parece que esse slogan teve tanto impacto, também, porque não havia tanto tempo que a segunda guerra e o avassalador holocausto judeu tinham terminado. Ou seja, somos todos judeus, esses mesmos que estiveram completamente desamparados e abandonados por todos alguns poucos anos antes. Conhecer a atrocidade que levou ao fim de milhares de comunidades e assassinou seis milhões de indivíduos é fundamental para entender o que é o mundo hoje. É como se as fronteiras do aceitável tivessem se alargado para permitir que tais situações ocorressem e que a própria concepção de humanidade fosse revisitada para abarcar o inominável, o inaceitável, o inexplicável, mas ainda assim, real.

De lá para cá, inúmeras foram as situações onde tal alargamento da concepção de humanidade foi útil... se não, como conceber o massacre de Ruanda, por exemplo? E agora, diante de nós, na mídia, nas nossas redes sociais, se delineia mais uma dessas situações: a declaração de morte coletiva de um grupo Guarani Kaiowá. 170 indios, dos quais 70 crianças, que pedem à justiça brasileira que sua morte seja decretada e que tratores sejam enviados para enterrarem os corpos. Chegaram a esse extremo depois que o estado brasileiro falhou fragorosamente em garantir os direitos desse povo, assegurando a ele condições de viver. Hoje a média de suicídios entre os Guarani Kaiowá é de uma pessoa a cada seis dias. Os homicídios também são frequentes. Tudo fruto da completa falta de perspectiva de um povo que vive num pequeno fragmento do que era sua terra, cercado de pistoleiros e completamente desprotegido. Para uma ótima análise do caso, vale a pena ler a coluna de Eliane Brum.

Retomando as palavras de Cohn Bendit: "estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está." Mas, aqui parece que o final da frase não é esse e sim: ... e, de repente, está sim... sozinho, abandonado...

A campanha "somos todos Guarani Kaiowá" traz, talvez, a esperança que o final da frase volte para o original e que o povo Guarani Kaiowá consiga uma empatia e uma mobilização da acomodada sociedade brasileira para mudar seu destino. Se não, toca a alargar ainda mais a concepção de humano, para que abarque mais um genocídio inominável.

Por Nurit Bensusan
Originalmente publicado em Nosso Planeta, O Globo

Tive acesso a este texto através do Facebook da Sand de Jesus, e pensei em compartilhar com vocês! Apoiar o direito destas pessoas é ter, entre muitas outras coisas, sede de justiça.  

Luiz Fernando Pimentel
Equipe #JuveMetodistaBLOG

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Admoestações

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Às vezes, enquanto leio a Bíblia, me assusto ao pensar em como temos vivido. São tantas admoestações do próprio Jesus a respeito da vida, riquíssimas em sabedoria, que ignoramos, quase sempre. São verdades e dicas que temos em nossas mãos, mas não no coração. Calamos todos esses ensinamentos na maior parte do tempo.

Como quando Jesus diz que voltará à Terra tão rapidamente e inesperadamente, assim como um relâmpago que corta o céu de uma extremidade a outra (Lc 17:24).

Minha intenção não é deixá-los paranoicos. Obviamente, não vamos respirar pensando: “É agora!”. Quero apenas chamar-lhes a atenção para uma questão que busco sempre levar comigo:

"Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece". (Tiago 4.14)

É isso aí! O tempo passa, nossa vida vai chegando ao fim e nem sempre estamos preparados. Deixamos de encarar a brevidade disso tudo e vivemos como se o mundo não fosse acabar esse ano (não que vá)!

Amigos, sabemos e cremos que somente Jesus nos oferece o caminho de salvação. Nós o temos como garantia de que muita agonia que nos mata hoje, nos dará a honra de vivermos para sempre. Consideremos o amor de Deus por nós, através da nossa obediência e estudo de seus ensinamentos.








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Confiar e crer

26 de out. de 2012 |

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Como que eu faço pra ter fé?

Foi essa a pergunta que eu fiz pro meu irmão, há umas semanas.

Esse último mês foi um tanto quanto atribulado. Muitas decisões, indecisões, mudanças, medos vieram de caminhão pra serem despejados diretamente em mim. Casamento se aproximando, mudança de Estado, escolhas, acontecimentos, tudo de uma vez, fizeram com que eu entrasse em ponto tal de ansiedade que todo o meu corpo “desconfigurou”. Nunca havia vivido nada assim. Sempre fui ansiosa, mas nada que me tirasse o sono ou me deixasse doente. Mas tanta coisa de uma vez só me fez ficar em pânico e sem saber o que fazer. 

Nesses dias me apeguei ainda mais à palavra de Deus (ainda bem) e Ele a usou e usou pessoas próximas a mim para me encorajar e me fazer lembrar daquilo que podia me trazer esperança. Em janeiro, mudo-me para Rio Negro, no Paraná, a 1.102 quilômetros da minha cidade, família, igreja e amigos. Começarei uma nova vida ao lado do meu marido, em uma nova comunidade de fé, novo emprego, novos planos e novas pessoas. Isso me deu medo!

Nas conversas, devocionais e células nesse tempo, toda palavra que ouvi foi a respeito de fé e confiança. Deus foi me lembrando de que é Ele quem cuida de mim. Seja onde for é Ele quem vai me sustentar e me guardar. Diversas vezes eu ouvi aquele versículo: “Lançando sobre Ele toda vossa ansiedade porque Ele tem cuidado de vós”... e, nesse tempo, cheguei a gritar: "EU TÔ LANÇANDO MEU DEUS! Não quero sentir isso não! Não quero sentir medo”. Mas, na verdade, lá no fundo, eu ainda não acreditava no Deus a quem eu sirvo e ainda sentia medo do que poderia vir. Na verdade, eu ainda sinto...Mas, o que tenho aprendido, respondendo à minha pergunta inicial, é que nós só temos fé quando a praticamos. É quando somos fracos que somos fortes!

Uma amiga disse que devemos sempre fazer uma oração, já acreditando que ela já está sendo atendida (e ela realmente está). A palavra é essa; é simplesmente acreditar! Isso não quer dizer que não vamos sentir medo ou insegurança a respeito do futuro, mas quer dizer que, mesmo inseguros, sabemos quem é que cuida de nós.

Tenho deixado Deus cuidar de mim, dos meus anseios, medos, angústias. Viver totalmente na dependência de Deus e saber que Ele cuida para que todas as coisas cooperem para o meu bem. Confiar em Deus, por que, afinal de contas, “olhando pra mim, posso saber, que nada posso fazer”. 












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5 mentiras que a "igreja" me contou. #04

25 de out. de 2012 |


A vida cristã e a psicoterapia musical

Os efeitos da música sobre o ser humano são notórios. É fato consumado que a música tem o poder de alterar o estado de humor, transmitindo harmonia e paz. A música é uma linguagem que todos entendem e pode ser um elo para a união das pessoas.

A música é também um excelente instrumento para a educação. Quem nunca estudou musicalizando nomes de elementos químicos, personalidades históricas ou mesmo os livros da Bíblia? A música torna o aprendizado mais agradável e muito mais cognitivo.

Em virtude do poder e dos efeitos da música sobre o ser humano, a religião, desde os mais remotos tempos, sempre se utilizou da música. Um bom exemplo disso está descrito em Êxodo 15, que narra a música que Moisés compôs quando Deus livrou os hebreus dos egípcios. Você também deve se lembrar dos efeitos que a música tocada por Davi tinha sobre o perturbado rei Saul. No primeiro caso temos um uso litúrgico da música, no segundo, psicológico.

O Novo Testamento, inclusive, cita a música como um meio pedagógico no culto cristão. Leia Colossenses 3.16 e note como Paulo orientou a Igreja a usar hinos e cânticos espirituais para o ensino e admoestação dos seus membros. Agora compare a sugestão de Paulo com o uso que alguns grupos religiosos têm feito da música. Os mantras melódicos e as repetições de trechos de auto-ajuda substituíram o ensino doutrinário, privando a mente dos fiéis de avaliar a pregação e o conteúdo do culto que estão prestando a Deus.

Amparados pela bengala musical, os pregadores carismáticos arrebatam os fiéis que, embriagados, perdem a capacidade de discernir os espíritos, como orientou o apóstolo João. O culto se torna, desta maneira, um espaço alternativo de yoga pseudocrístã da qual ninguém sai edificado ou alimentado, mas inebriado e extasiado. Contudo, o êxtase passa... e o que resta? Nada. Fica apenas a vontade de sentir mais uma vez o efeito narcótico coletivo, um prato cheio para pregadores vazios.

Alexandre Milhoranza
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Este texto faz parte da série '5 mentiras que a "igreja" me contou'. Desenvolvida especialmente por Alexandre Milhoranza para o #JuveMetodista BLOG.

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Presença de Deus

22 de out. de 2012 |


“E ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o giteu, três meses; e abençoou o SENHOR a Obede-Edom, e a toda a sua casa”. [2 Sm 6.11]

Esta passagem da Bíblia é muito interessante, pois é uma parte que enfoca muito do que a presença de Deus pode fazer na vida de alguém. Não vou ousar trabalhar uma exegese bíblica, mas apenas mostrar o meu entendimento sobre tal fato.

No reinado de Saul, a arca da aliança fôra levada pelos filisteus. Este símbolo da presença de Deus sobre Israel causou sobre o povo inimigo sérios desconfortos (I Sm 5), proporcionando derrubada de postes-ídolos e doenças físicas constrangedoras. A arca só foi recuperada no reinado de Davi, em um combate contra os filisteus, ocorrido vinte anos depois de arca ter sido levada como despojo.

Apesar do despreparo de Davi em trazê-la de volta, causando, inclusive, a morte de Uzá (2 Sm 6.6), a arca chegou ao seu destino, sendo que, antes disto, repousou por três meses na casa de Obede-Edom, conforme versículo acima; o fato é também relatado em I Cr 13.14, e este período foi o suficiente para mudar toda a sorte deste homem. Vale ressaltar que Obede Edom é citado em I Cr 15.18 como um dos porteiros da arca no percurso até Jerusalém.

O que me faz levantar estes dois textos é reforçar a ideia do cuidado que devemos ter com a presença de Deus. Sabemos que a presença de Deus promove cura, libertação, mudança, renovo e outros mil benefícios. No entanto, também promove justiça, e ai daquele que não estiver preparado para usufruir dela, assim como os filisteus não estavam.

Honestamente, tenho medo quando vejo Deus ser invocado de qualquer maneira, porque creio que, uma vez invocado, Ele se faz presente. Mas no que a presença de Deus pode desdobrar no cenário em que é invocada? Renovo, conforto ou justiça? Lembro-me de que uma vez ouvi um pastor dizendo que devemos estar bem atentos quando cantamos algo do tipo: “Derrama tua shekinah sobre nós”, porque, se você não estiver preparado para receber a shekinah, as consequências são incalculáveis.

Por outro lado, quando a pessoa que invoca está sedenta por esta presença e usfrui dela, prova o amor que proporciona, com certeza será como Obede-Edom: terá sua vida mudada, sua história reconstruída e, se preciso for, largará sua casa para ser guardião desta presença e gozará dela aonde for.

A presença de Deus é constante e efetiva; as consequências dela só dependem do seu coração e da sua vida com Deus.







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5 mentiras que a "igreja" me contou. #03

18 de out. de 2012 |


A vida cristã e as falsas promessas

Promessas. Vivemos num mundo que perdeu a consideração pela palavra falada. Se te prometeram alguma coisa, que foi não foi registrado por escrito, isto não tem o menor valor para nossa sociedade. Entretanto, nem sempre foi assim, mas houve um tempo no qual as palavras faladas tinham peso, e alguém poderia morrer caso não cumprisse o prometido.

Talvez, por saudosismo, ou por teimosia mesmo, algumas pessoas ainda vivem de acordo com este paradigma. E fazem muito bem, afinal Jesus nos desafiou a darmos credibilidade às nossas palavras quando disse que nosso “sim” deveria ser SIM, e nosso “não” deveria ser NÃO. Nada de meias palavras ou promessas vazias.

Acontece que este trauma pela falta de credibilidade das palavras faladas tem levado muitos cristãos a prometerem coisas que Deus nunca prometeu, ou pior, dar credibilidade a uma ideia que jamais foi pretendida por nenhum escritor bíblico.

Recentemente vi numa dessas fan pages do Facebook a seguinte frase: “Quem tem promessa de Deus não morre antes de ver todas elas cumpridas em sua vida”. Este tipo de argumento na Filosofia é chamado de falácia. Uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega (Wikipedia). É um argumento ineficaz, pois sabemos que existem muitos cristãos que morrem no mundo todo que não chegaram a ver seu filho de volta ao Evangelho, por exemplo. Portanto, não há como comprovar que esta ideia seja verdade se apenas um cristão morrer nestas condições. O que diríamos dele? Que não tinha promessas?

Este argumento, além de ineficaz, é também inconsistente e não possui fundamento nas Escrituras. Ora, se a frase acima se propõe a ser um “Pensamento de crente”, de acordo com a descrição da Fan Page no Facebook, é de se esperar, no mínimo, que tenha seu alicerce na Bíblia, o livro dos crentes. Logo, vamos ver o que a Bíblia diz sobre Promessas e morte. O livro de Hebreus no capítulo 11 nos traz a galeria dos heróis da fé. E bem no finalzinho do capítulo o autor diz que todos eles, apesar do seu testemunho de vida, morreram sem alcançar a promessa. Portanto, a frase em destaque, embora sirva como uma espécie de autoajuda, não reflete o padrão bíblico, especialmente em virtude da maioria dos textos bíblicos terem sido escritos quando os cristãos passavam por grandes períodos de perseguição e ameaças de morte.

Logo, ao promover este tipo de pensamento, alguns cristãos perpetuam a falta de credibilidade da palavra falada ao transformar as palavras da Bíblia em promessas vazias que jamais serão cumpridas pela simples razão que nunca foram, de fato, uma promessa.
que


Alexandre Milhoranza
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Uma igreja criativa ou evangelização criativa?

17 de out. de 2012 |



Você já percebeu que em nome da “evangelização”, pode quase tudo? Comecei a reparar isso faz um bom tempo.

Na maioria das igrejas, ainda, a dança não é bem vinda; não a vemos nos cultos nem nos ambientes eclesiásticos, como festas e confraternização dos crentes. Mas é só marcar um evangelismo em alguma escola, que montam, ou pior, convidam, uma equipe de dança para fazer uma apresentação e chamar a turma, para verem que não somos diferentes dos outros, a não ser na mensagem.

Fazemos isso também com o teatro: vemos de forma rara teatro na igreja, tirando, é claro, a sala de criança (ai, que inveja delas!); mas é só marcar um evangelismo em uma praça, que ensaiamos uma peça, usamos roupas e até maquiagem para mostrar que a criatividade e a arte podem apontar para Cristo.

E, assim, várias outras formas de arte e costumes são “justificadas” com a evangelização: Os palhaços com muito humor, música “secular” para falar de um assunto, filmes, contadores de histórias, poemas, sk8, pintura, um grupo tocando tambores;  já ouvi até tatuagens sendo justificadas porque uma pessoa viu a cruz e perguntou o que era e o tatuado pode testemunhar de Cristo.

Se a sua igreja não deixa você fazer algo, tente justificar que é pra evangelismo que você vai ver que dá certo... quase sempre relevam.

Parece que algumas regras, métodos e formas criadas para a igreja não se aplicam à evangelização, assim, cria-se uma “brecha” para poder ter ministérios paralelos à igreja, mesmo sendo, no fundo, da igreja.

Este tipo de regras é incoerente, mas quero dar outro foco agora e não nas regras. Preciso fazer duas ressalvas: 1- Eu, discordando da maioria dessas regras de uso e costume, acredito que são opiniões de pessoas que estão na liderança. 2-Acredito que se a pessoa decidiu congregar em uma igreja, ela tem que respeitar a liderança local e suas regras.

Quero falar sobre esse Evangelismo Criativo.

Por muito tempo estudei e corri atrás de um evangelismo criativo, pois queríamos atrair o maior número possívl de pessoas para ouvir o que tínhamos para falar e mostrar que podíamos ser descolados também.

Foi quando percebi que corremos o risco de estar fazendo uma “propaganda enganosa” para os que não conhecem a igreja, pois cara que fosse atraído com aquela apresentação e mensagem, quando chegasse na igreja pensaria: “essa igreja não é a mesma que eu vi lá na minha conversão”.

Mesmo o Cristo sendo o mesmo, aprendemos a ter uma forma para evangelizar e outra como vida em igreja.

Não acredito mais em Evangelismo Criativo; acho que pode ser um tiro no pé.  Acredito em igreja criativa, que vive as multifaces de Deus em sua vida diária e em seus cultos.

Um lugar em que todos possam demostrar seus dons, um lugar onde a gente é surpreendido a cada momento com o que Deus está fazendo, um lugar com liberdade para a arte aparecer e apontar para o verdadeiro artista:  o Criador.

Dessa forma, não vamos mais precisar de um evangelismo diferente do que vivemos, pois é só mostrarmos quem nós somos diariamente: Filhos à imagem e semelhança do verdadeiro Artista, do Criador.

Marcos Botelho | Marcos já foi citado em um dos nossos posts, na série "1 bom exemplo, por favor". Se quiser conhecer um pouco sobre o trabalho dele, clique aqui.

Publicado originalmente no Facebook.


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Keep calm and walk... with Jesus

16 de out. de 2012 |


Pela minha vivência cristã e também de igreja, posso afirmar que boa parte de nós já sentiu aquela vontade de chutar o balde, jogar tudo para o alto e abandonar nossa caminhada com cristo. Afinal, motivos para provocar o desânimo não faltam em qualquer área da sua vida: são dificuldades no convívio com pais, amigos, namorado; dificuldades no trabalho, entre outras.

Entretanto, um dos locais onde bate o desânimo é na própria igreja, lugar onde deveríamos trabalhar, buscar mais de Deus e estar em paz; mas, é nela que mais encontramos problemas, o que facilmente provoca a frustração. Conviver com as dificuldades, atitudes erradas e podridões dentro da igreja local é algo muito difícil; isso fatalmente diminui o ímpeto de qualquer um.

Só que, volta e meia, me lembro que, mesmo em meio a esse turbilhão, tenho Jesus Cristo, que olha por nós e já tinha avisado isso há muito tempo, há mais de 2012 anos. Tá registrado lá no Evangelho de Jesus Cristo, segundo escreveu João: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João16:33).

Quando me lembro disso, e de tudo que Jesus sofreu na cruz, para que hoje eu estivesse aqui, me sinto forte o suficiente para lutar contra tudo que me aflige e tudo que me atrapalha, principalmente contra nossas limitações de cristãos medíocres, que nos levam a procurar erros nos cultos, mensagens tortas de pastores, desafinação nos ministros de louvor, fofocas entre irmãos, etc.

É incrível nossa capacidade de criar subterfúgios quando estamos desmotivados. Colocamos a culpa em tudo e esquecemos de observar nossas fraquezas e fragilidades. Ainda bem que não estamos sozinhos né? Sempre temos o Pai para recorrer e nos apresentarmos como estamos, em busca de socorro. E Ele, com seus grandes braços abertos, sempre está ali para nos confortar, independentemente da situação.

Então, queridos, diante disso, só consigo pensar em uma frase: “Keep calm and walk... with Jesus”.

Filipe Souza
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Cristão, jornalista e observador. Quero apenas aprender com tudo que acontece ao meu redor e poder compartilhar isso com as pessoas. É isso!
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5 mentiras que a "igreja" me contou. #02

11 de out. de 2012 |

A vida cristã e a sede pelo poder

O ser humano deseja o poder. Sua vontade de dominação sobre o próximo pode ser vista desde a infância, quando um irmão tenta manipular o outro. Este comportamento pode ser observado nas empresas, onde, por meio dos trâmites corporativos, as pessoas querem que seu próximo se submeta aos seus caprichos. A noção de equipe perde facilmente para este primitivo instinto humano. Para alcançar este objetivo, inúmeras estruturas e processos sociais foram criados. Em todas as instituições sociais existem mecanismos que preveem a manipulação do próximo para subjugá-lo à dominação daqueles que estão no topo da hierarquia. A Igreja não é uma exceção a esta regra.

Como toda instituição social, a Igreja também criou seus mecanismos de dominação. Algumas pessoas, quando assumem uma determinada função de liderança, visando o fortalecimento de sua posição e a inerrância de suas sugestões (que soam mais como uma ordem), usam o trecho de Efésios 5.21-23 para legitimar sua tentativa de dominação sobre seu irmão. Neste trecho, Paulo ensina que todos devem ser submissos uns aos outros.

Essa passagem pode ser entendida sob o ponto de vista da humildade e esta interpretação também é correta. Entretanto, somente este sentido deixa margem para o líder, mencionado acima, argumentar que todos os outros devem ter humildade suficiente para acatar suas ordens e sugestões. Apesar do clima de mal-estar, todos acabam concordando por não terem argumentos melhores contra esta clara tentativa de manipulação. Contudo, ao verificarmos a palavra que Paulo usou originalmente para se comunicar com os efésios, quando tratou sobre a submissão, daremos outro sentido ao texto, que poderá ser aplicado por todos os cristãos sem deixar tanta margem para falsas interpretações.

O termo que Paulo usa para demonstrar que os efésios deveriam ser submissos uns aos outros remete ao sentido de “estar posto embaixo como um suporte”. Isto é, a posição de estar embaixo, com o significado de humildade apenas, deixa de lado a razão principal pela qual Paulo escreve, que é servir como um suporte uns aos outros. Portanto, o sentido principal deste texto não é a humildade, mas o serviço cristão. Isso fica mais claro nos versículos seguintes, quando Paulo lembra o amor e serviço que Cristo demonstrou à Igreja, que deveria seguir este exemplo.

Imagine uma mesa sem o seu suporte. Seria inútil não? A existência do suporte em si mesmo não tem muita lógica e, em contrapartida, a tábua da mesa sem um sustentador não tem muita serventia. A mesa estará completa apenas com a tábua e o suporte juntos. Este é o sentido de estar submisso que Paulo usa aos Efésios. Esta interpretação é reforçada pela linguagem que Paulo utiliza durante toda a carta, comparando a Igreja com o corpo humano, no qual cada membro tem sua função e nenhum deles dá ordens impostas aos outros membros. Aliás, no corpo humano, o único órgão que efetivamente dá as ordens é o cérebro, que fica na cabeça. Mas, de acordo com Paulo aos colossenses, o cabeça da Igreja é Cristo; e não qualquer cristão em particular, com suas tentativas de manipulação do seu próximo.

Que o Senhor te abençoe e te guarde.

Alexandre Milhoranza
Alexandre Milhoranza - Convidado Especial
Alexandre Milhoranza é analista de sistemas e estudante de teologia. Muito bem casado com a Ana Claudia e pai da Bárbara e do Eduardo, seus mini filósofos de plantão.
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Este texto faz parte da série '5 mentiras que a "igreja" me contou'. Desenvolvida especialmente por Alexandre Milhoranza para o #JuveMetodista BLOG.

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Divergir não é desunir.

8 de out. de 2012 |


"Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união." [Salmo 133:1]

O que venho trazer aqui nesta reflexão é algo que muitos já trouxeram em muitas mensagens: União entre os irmãos.

“Ah, cara! Vai chover no molhado de novo?” Talvez, você pense assim! Na verdade, eu não gostaria de defender uma tese, mas expor algumas impressões que defendo pessoalmente e que tenho compartilhado com alguns amigos.


Somos um povo que quer obedecer a Deus. Amém? Uma vez que temos esta postura, é normal que discordemos e até nos escandalizemos com muito do que se quer fazer em nome de d’Ele. Algumas posturas realmente não se encaixam na vivência que temos do evangelho e da revelação da palavra. Não falo aqui de interpretações divergentes, mas sim de posturas que escandalizam. Tais posturas tendem a despertar nosso senso de opinião e, muitas vezes, tendemos a colocar alguns ministérios e líderes em descrédito.

Recentemente, ocorreu de ser divulgada em todo o Brasil a foto do pr. Lúcio Barreto cheirando a bíblia, com a mesma postura de quem cheira uma carreira de cocaína. Pessoalmente, acredito que esta apresentação do pastor não foi nada prudente, mas conheço e acompanho o ministério dele há um bom tempo. Mesmo me escandalizando, não me foi possível colocar em descrédito o seu pastoreio e tive apenas dois simples motivos: 1: não sou Deus, logo não tenho o poder de julgar; 2: ele só errou porque ousou fazer algo diferente.

Volto a dizer que fui contra a postura do pastor, mas isso me fez pensar que muitos de nós, que nos colocamos na posição de críticos, fazemos muito pouco ou quase nada para o crescimento do Reino. Muito de nós, fazemos nossos ministérios até meio entediados por ter medo de ousar e fazer algo errado. E, mesmo assim, nos colocamos a criticar os resultados que X e Y têm colhido, sejam eles bons ou maus.

Você pode perguntar: “mas a Igreja não deve denunciar?”. Deve, mas denunciar é diferente de difamar. E o que vi foi um servo de Deus ser difamado por muitos outros servos, o que mostra o quanto nós somos desunidos. Em uma entrevista dada pelo pastor a um jornal do Espírito Santo, ele disse que nós temos muito mais pontos em comum do que divergentes, mas nós temos a cruel necessidade de enfatizarmos mais as diferenças e estabelecer nelas o relacionamento com outros irmãos, sejam de outras igrejas ou da nossa própria igreja, criando um relacionamento desgastante e rançoso.

O que gostaria de salientar é que podemos divergir - e a divergência bem construída é sempre saudável -, mas nunca nos desunirmos. Nosso inimigo maior impera no mundo em que vivemos e, desunidos, somos fracos para vencê-lo. Posso discordar em muitas coisas que você, leitor, defende; e, sinceramente, não espero que você concorde com todas as ideias por mim aqui defendidas (dando total liberdade para que você apresente suas discordâncias neste post). No entanto, saiba que preciso muito de você, de sua fé e das suas orações; para que juntos, vençamos o mal que assola a igreja, o mundo, a nós!

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