Confiar e crer

26 de out. de 2012 |

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Como que eu faço pra ter fé?

Foi essa a pergunta que eu fiz pro meu irmão, há umas semanas.

Esse último mês foi um tanto quanto atribulado. Muitas decisões, indecisões, mudanças, medos vieram de caminhão pra serem despejados diretamente em mim. Casamento se aproximando, mudança de Estado, escolhas, acontecimentos, tudo de uma vez, fizeram com que eu entrasse em ponto tal de ansiedade que todo o meu corpo “desconfigurou”. Nunca havia vivido nada assim. Sempre fui ansiosa, mas nada que me tirasse o sono ou me deixasse doente. Mas tanta coisa de uma vez só me fez ficar em pânico e sem saber o que fazer. 

Nesses dias me apeguei ainda mais à palavra de Deus (ainda bem) e Ele a usou e usou pessoas próximas a mim para me encorajar e me fazer lembrar daquilo que podia me trazer esperança. Em janeiro, mudo-me para Rio Negro, no Paraná, a 1.102 quilômetros da minha cidade, família, igreja e amigos. Começarei uma nova vida ao lado do meu marido, em uma nova comunidade de fé, novo emprego, novos planos e novas pessoas. Isso me deu medo!

Nas conversas, devocionais e células nesse tempo, toda palavra que ouvi foi a respeito de fé e confiança. Deus foi me lembrando de que é Ele quem cuida de mim. Seja onde for é Ele quem vai me sustentar e me guardar. Diversas vezes eu ouvi aquele versículo: “Lançando sobre Ele toda vossa ansiedade porque Ele tem cuidado de vós”... e, nesse tempo, cheguei a gritar: "EU TÔ LANÇANDO MEU DEUS! Não quero sentir isso não! Não quero sentir medo”. Mas, na verdade, lá no fundo, eu ainda não acreditava no Deus a quem eu sirvo e ainda sentia medo do que poderia vir. Na verdade, eu ainda sinto...Mas, o que tenho aprendido, respondendo à minha pergunta inicial, é que nós só temos fé quando a praticamos. É quando somos fracos que somos fortes!

Uma amiga disse que devemos sempre fazer uma oração, já acreditando que ela já está sendo atendida (e ela realmente está). A palavra é essa; é simplesmente acreditar! Isso não quer dizer que não vamos sentir medo ou insegurança a respeito do futuro, mas quer dizer que, mesmo inseguros, sabemos quem é que cuida de nós.

Tenho deixado Deus cuidar de mim, dos meus anseios, medos, angústias. Viver totalmente na dependência de Deus e saber que Ele cuida para que todas as coisas cooperem para o meu bem. Confiar em Deus, por que, afinal de contas, “olhando pra mim, posso saber, que nada posso fazer”. 












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Conversando sempre

14 de set. de 2012 |


Pensando em como eu vou indo na caminhada cristã, o que martelou na minha cabeça foi: Constância. 

Tudo que Deus mais tem me pedido esses dias é para que eu seja constante. Ele não quer mais aquela coisa de momento, aquele sentimentalismo de "oba, oba"; não quer mais aquele relacionamento forçado só porque a galera tá indo naquela direção. Ele cansou daquilo de ser "crente" só nos momentos na igreja, ou quando os amigos se dispõem a ir ao monte ou fazer vigílias. Esses momentos são importantes, são ricos e nos fazem crescer... mas e quando descemos do monte? E quando estamos no nosso momento sozinhos, dentro do nosso quarto, ou caminhando para o trabalho?

Em uma das minhas devocionais esta semana, cujo título era "Conversa constante", minha ficha caiu (mais uma vez) sobre o que Deus quer de nós. O texto utilizado foi o de 1 Tessalonicenses 5.16-23, mas os que mais me chamou a atenção foram os versículos 16 e 17: "Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar". Já li inúmeras vezes esse texto! Muitas vezes mesmo! Mas dessa vez teve um gostinho diferente. Quando lia esse texto pensava o quão chato seria eu ter que parar toda hora no meu dia para cumprir uma obrigação de orar, mas não é nada disso. Pra mim, agora, um versículo depende do outro, para que eu me regozije sempre, ou seja, esteja sempre alegre; é necessário que eu ore sem parar. Mas o que quer dizer isso?

Orar sem cessar não é parar várias horas do seu dia e cumprir um ritual fazendo uma conversa mecânica com Deus, mas sim andar sempre com os pensamentos elevados a Ele. Gosto de comparar a nossa relação com Deus com alguém bem próximo. Se eu pudesse, ligaria e falaria 24 horas por dia com meu noivo, mas como não posso, penso nele boa parte do meu dia. É, ou deveria ser, a mesma coisa com Deus. Deveríamos sempre conversar com Ele, pensar o quanto Ele é bom por nos ter dado a vida, a oportunidade de trabalhar, de termos família, amigos. Se eu estivesse sempre ligada a isso, olha só, eu poderia juntar até as duas coisas: pensaria em Deus e no meu noivo ao mesmo tempo, quando agradecesse a Ele a oportunidade de ter um noivo! Rs.

Deus quer ser nosso amigo. Nosso pai. Alguém que está 24 horas nos nossos pensamentos e/ou conversas. Aí sim, somos completo, sempre regozijantes! Sem medo de ser feliz e de acharem que somos doidos conversando sozinhos, oremos sem cessar! 

"Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar." 1 Tessalonicenses 5:16-17








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Criando nossas próprias oportunidades

31 de ago. de 2012 |


Pensando por esses dias nas mudanças que minha vida tem tomado e ainda vai tomar, lembrei-me do CRIO, um evento do qual tive o prazer de participar em julho deste ano, cujo tema era: "Criando suas próprias oportunidades". Apesar de ser um evento empresarial sobre empreendedorismo, comunicação e negócios, Deus falou comigo através de alguns palestrantes; pude aprender e me imaginar aplicando o que ouvi na minha vida com Ele.

Tenho me preparado (ou tentado me preparar) para mudar de vida: Casar, mudar de cidade, mudar de emprego, mudar de igreja, conhecer novas pessoas e fazer novos amigos... Pensar planos e projetos diferentes, longe de tudo que tenho hoje aqui em Belo Horizonte, tem me gerado ansiedade, curiosidade, alegria, tristeza e MEDO. O que virá? Como será? Onde Deus me usará? Sei que o casamento, mudança para longe, seguir um novo caminho, foram escolhas minhas, mas ainda que tenha a certeza de que tudo ficará bem, muitas vezes o medo do incerto, do novo, me domina.

Naquele evento, o que mais me marcou e fez com que meu coração ficasse mais calmo foi a frase: "Escolhas corajosas te levam pra onde você quer estar?". Se Deus colocou sonhos e planos no nosso coração e a nossa maior vontade é viver esses sonhos, não devemos ter medo de tomar decisões que nos fazem chegar ao lugar que Ele mesmo separou para nós! Se temos intimidade com Deus, ainda que nos momentos de insegurança, a paz reina em nosso coração.

O que virá depois das nossas escolhas decisivas, qual será nosso ministério, se seremos felizes ou não, se faremos amigos ou se seremos úteis para o reino d'Ele, depende da nossa disposição de "criar as nossas próprias oportunidades" e confirmar que o caminho, mesmo que cheio de obstáculos e difíceis decisões, vai valer a pena ser percorrido porque estamos vivendo os planos de Deus e é Ele quem cuida de nós.

Quero agarrar as oportunidades de falar de Jesus, de ajudar alguém, de amar incondicionalmente, de conhecer pessoas e lugares, ou seja, criar a oportunidade de estar no lugar onde Deus quer que eu esteja!







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Amizade e Oração

17 de ago. de 2012 |


Há pouco mais de um mês eu e alguns amigos da mocidade da igreja estamos em um propósito de orarmos juntos pelas nossas vidas, famílias e igreja. Temos sido extremamente edificados, fortalecidos e moldados nesses dias e estamos cada dia mais maravilhados com as coisas que Deus tem feito em nós e através de nós. Mas, o que mais tem me deixado impressionada é a aliança, ainda mais forte, que temos tido uns com os outros. Nossa amiga e líder da mocidade, Andréia, já havia dito que quando duas ou mais pessoas se unem em um só propósito, os laços ficam ainda mais apertados... e, não é que é verdade?

Como é forte o poder da oração! Nesses dias já temos visto tanta coisa acontecer porque nos dispomos a fazer algo tão essencial para a vida cristã: ORAR! Já vimos libertação, já vimos cura física e espiritual, relacionamentos restaurados, pessoas se entregando a Jesus, já vimos confirmação de chamados...Tanta coisa! Tanta coisa compartilhada, tanta amizade sendo construída! Sinceramente, não podia imaginar como é bom ver amizades sendo firmadas através da oração. Como é bom ter com quem dividir o fardo e ter alguém que lute com você por uma causa que é sua. Como é bom poder lutar e ajudar a carregar o fardo do outro. Ao orarmos juntos nesses dias, temos visto que, em UM SÓ CORPO não existem problemas de um e de outro, não existe peso de A ou B, não existe alegria de um só, mas sim fardos e lutas, alegrias e realizações de TODOS. 

Acredito que não só em uma igreja um grupo possa ser considerado um CORPO, no qual todos os membros estão unidos e um machucado em um deles afete todo o resto, mas sim em qualquer grupo que esteja firmado sobre o mesmo propósito de agradar o coração de Deus e amar todos os que estão envolvidos. Não importa que sejam amigos de longe ou perto - Paulo tinha a maioria dos seus amigos distantes dele - podemos, sim, ser um só corpo, que ama através da nossa maior arma: a ORAÇÃO.

"Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros de maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele" (1 Co 12.25,26).








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Vovó, esperança e amor

26 de jul. de 2012 |


Hoje é dia das avós! Tenho o privilégio de ainda poder desfrutar da presença das minhas duas avós, mas hoje, em especial, vou homenagear uma delas. Um dos motivos é que, como minha mãe disse no último post dela, minha avó Zélia está hospitalizada. Vê-la doentinha, ainda mais fragilizada, é um tanto quanto difícil, mas, como disse a ela na minha última visita, esses momentos servem para darmos ainda mais valor a quem amamos. Nesse dia, ela me dizia que não tinha conseguido dormir à noite por ter passado toda ela pensando no pior e estava triste por isso. Quando cheguei em casa, falei com ela ao telefone para que ela trouxesse à memória aquilo que trazia esperaça. Depois que desliguei o telefone, eu mesma comecei a pensar e me de tanta coisa...Coisas vividas com ela, por causa dela e através dela, coisas que me trazem esperança. Arrisquei-me em um poema e gostaria de partilhá-lo com vocês.

Avó...
Pra os mineiros é vó
Para as crianças é vovó,
Para os bisnetos é bisavó
Para nossos pais é mãe...
Vó significa casa cheia de gente, tios, primos reunidos,
Casa de vó significa brincadeiras, passa-anel, baralho, paciência;
Significa jogar bola, esconde-esconde, comilança, significa infância.
Minha vó significa amor, preocupação, cuidado.
Significa inspiração, exemplo e aprendizado.
Minha vó é poema, paródia e canção.
Sonetos, versos e palavras cruzadas.
Ah...palavras cruzadas...
Palavras e vidas cruzadas...
Memórias do que me trazem esperança.
Vovó.

Foi ela quem me ensinou a ter gosto pela leitura, foi ela que me ensinou a tentar arranhar poesias, foi na casa dela que conheci meus melhores amigos (primos), foi através dela que aprendi a valorizar a família.

Agradeço a Deus pelo privilégio de tê-la por perto.

E você, já valorizou quem você ama hoje?








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As pessoas não precisam ser iguais

20 de jul. de 2012 |


Definitivamente, a melhor maneira que Deus encontrou pra se mostrar a nós foi através das pessoas. Afinal de contas, nós fomos feitos à imagem e semelhança d'Ele. Isso é demais! Deus é a imagem e semelhaça de sete bilhões de pessoas!

Certo dia, parando para pensar nas minhas amigas, fiquei ainda mais apaixonadas por Deus e por cada uma delas. Ouvi uma música, cantada pelo Cidadão Quem, que dizia:

"Atenção, as pessoas não precisam ser iguais às outras!
Aceite ou não, mas você é única no mundo assim".

É lindo imaginar que Deus pensou cada detalhezinho de cada uma das sete bilhões de pessoas que existem no mundo. E, realmente, se pararmos pra pensar, não existe ninguém igual!

Nesse dia, fiquei pensando como que eu posso amar tanto essas meninas e como podemos ser tão amigas, sendo TÃO diferentes umas das outras? Tem umas que é mais fácil entender, porque existem as afinidades, os jeitos parecidos, as manias compartilhadas; mas tem outras, que é impressionante que, mesmo com algumas coisas em comum, são ainda muito diferentes.


Pensei mais um pouquinho, e ouvi mais uma estrofe da música que dizia: "Ei! Você que pensa em tudo, me mostra como pode amar".

Pra mim, quem pensa e sabe de tudo é Deus... e Deus é Amor; portanto, o que nos faz ser tão diferentes e, mesmo assim, sermos amigos, é o próprio Deus e o seu infinito amor.

N'Ele, nós somos únicos, unidos no relacionamento, mas diferentes na função de cada um, diferentes no modo de amar, diferentes no como demonstrar o amor.

Como diz a música: "Há quem construa os aviões...escreva as revistas, outros dedilham violões..." E não há quem seja mais importante. Fomos feitos diferentes para uns completarem os outros. Se fôssemos todos iguais, não precisaríamos que ninguém nos completasse, ou precisaríamos e não seríamos completos.

Ei! aceitando ou não, você é único no mundo!










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Sofrimento, para que?

22 de jun. de 2012 |


Mais uma vez me deparo com o assunto que me "atormenta" há uns tempos. Você, que acompanha meus textos, já percebeu o quanto esse assunto me "persegue"... Mas vamos lá... se eu não tenho como fugir, caio de cabeça.

Sempre me falaram que eu era e sou uma pessoa muito amorosa, carinhosa e cuidadora. Por muitas vezes eu não conseguir acreditar realmente nisso, tenho pedido muito a Deus que Ele me dê realmente amor pelas pessoas e, mais do que isso, tenho pedido que eu tenha compaixão por elas. Compaixão nada mais é do que sentir a dor do outro. E... nossa! Não sabia como era difícil sentir a dor do outro, principalmente quando é alguém a quem você já aprendeu a amar. 

Pessoas muito queridas e próximas a mim têm compartilhado, mais do que nunca, algumas de suas dores mais profundas.Muitas vezes me pergunto o porquê de me contarem tudo isso e, na maioria das vezes, me dou conta de que isso é bom pra elas e, principalmente, pra mim. Quando realmente sentimos compaixão de quem amamos, a nossa dor já nem importa! Como minha dor é pequena diante da dor de quem eu amo! Nesses dias, tenho andado pensando a respeito dessas dores, tentando entender certas coisas. Perguntas como " por que tanta dor?", "por que as pessoas têm de levar fardos tão pesados?","Por que têm de sofrer com escolhas, muitas vezes, que nem foram delas?" 

Hoje, lendo a Palavra e, minutos depois, lendo um estudo bíblico na internet, Deus me lembrou da resposta para essas minhas perguntas. Está em Isaías, em todo o capítulo 53. Quando Jesus morreu, Ele levou sobre si toda e qualquer dor. Pelas nossas escolhas, ou escolha dos nossos pais, ou seja de quem for, Ele foi morto. Jesus foi pisado, maltratado, ferido por nossos pecados. Mais do que qualquer um, Jesus foi rejeitado e desprezado para que, ainda que eu ou você, ou essas pessoas a quem amo tenham sofrido com algo parecido, não sinta mais essa dor, Jesus se compadeceu de nós! 

A Bíblia fala que o sofrimento e a dor que Jesus teve naquele momento não foi apenas física; "Depois do sofrimento DE ALMA, ele verá a luz e ficará satisfeito". A alma de Jesus foi ferida, assim como muitas almas estão, mas a boa notícia é que Ele já sofreu isso para que você, eu e quem crer n'Ele não sofra mais, veja a luz. Há fardos que são mesmo difíceis de carregar. Tão pesados que nossos ombros esmorecem, nossas pernas cansam. Mas, querido, Jesus carregou pra você. 

Mas se, ainda sim estiver pesado, há quem Ele mande pra ajudar você a caminhar. Apóie-se nos seus amigos, na sua igreja, na sua família, em alguém cheio de compaixão. Mas nunca se esqueça: Jesus carrega você, mesmo que você esteja carregando um fardo de algumas toneladas! 

Fiquem com Deus.








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Que correria!

25 de mai. de 2012 |


Outro dia estava andando (quase correndo) por uma das ruas mais movimentadas do Centro de Belo Horizonte em direção à Praça da Liberdade, para encontrar uma amiga. No meio do percurso, deparei-me com uma cena que me deixou intrigada. Nesse dia, não sei porque, eu notei e parei para observar essa cena, que deve acontecer com certa frequência. Era horário de pico, umas 17h30. Muita gente saindo do trabalho, outras entrando, gente correndo pra pegar o ônibus pra casa, pra faculdade, ou pra buscar as crianças na escola.

No meio desse corre-corre, vi um senhorzinho de uns 80 ou 90 anos, andando bem lentamente. Ao redor dele, estavam as pessoas quase atropelando o coitado, pois corriam em direção aos bancos, às igrejas, às lanchonetes, ao seu outro emprego ou em direção a nada! Era o meu caso. Por que eu estava correndo? Nem estava atrasada! Parei no meio da rua e fiquei observando aquele velhinho. Se eu tivesse uma caneta e um papel na hora, talvez tivesse escrito um texto muito mais inspirado do que agora. Fiquei pensando para ver pra onde ele estava indo. Não estava com cara de que estivesse atrasado e, muito menos, com pressa. Estava sereno, tranquilo e com um pequeno sorriso no rosto. Talvez estivesse rindo de todo aquele corre-corre e pensando em como ele mesmo corria (talvez um pouco menos) quando também era jovem.

Parei pra refletir: por que e pra onde estamos sempre correndo? Muitos dizem: "Preciso correr por que estou sem tempo", ou "estou correndo pra ganhar tempo". Estamos sempre correndo e continuamos sem tempo para nada. Engraçado não? Dizemos que não temos tempo para os filhos, para a família, para os amigos, para DEUS! Na pregação de domingo, o pastor disse uma frase de que gostei muito e com que concordei: "Em um mundo corrido e sem tempo onde vivemos, uma das maiores provas de amor que podemos fazer é DEDICARMOS tempo a quem amamos". E isso pode e DEVE ser aplicado, principalmente em relação ao nosso Deus e sua obra, dedicando tempo a Ele, ao seu ministério, às pessoas... Ah! A gente dá conta, vai! Não encontramos tempo para ficar no Facebook? Não encontramos tempo para ler alguns textos, bobos como esse?

Falta-nos tempo para nos lembrarmos dos ensinamentos da Palavra da verdade que vem d'Ele; mas hoje quero lembrar com você, um deles: "Portanto, vede prudentemente como andais, não como ignorantes, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus." - Efésios 5. 15 e 16

Caso você tenha tempo, medite sobre este texto. E, até à próxima... É que, sabe..."tô numa correria..."

Leia outros posts da Anna Elisa:
- Completa a minha alegria?
- Juntos somos melhores;
- É sempre amor, mesmo que mude;
- Quero amar;
- Sou igreja seja onde for;

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Completa a minha alegria?

27 de abr. de 2012 |


"Completai a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude." [Filipenses 2.2]

Um dia desses, o pastor da minha igreja leu esse versículo e pediu para que repetíssemos para quem estivesse do nosso lado. Apesar de, definitivamente, não gostar de ficar repetindo o que o pastor fala, dessa vez eu repeti, por dois motivos: 1) Eu gostei muito do versículo. 2) Quem estava do meu lado eram: minha irmã e uma grande amiga.

Quem escreveu esse versículo foi Paulo, em uma de suas cartas, direcionada a pessoas que ocupavam um lugar especial no coração dele, por apoiarem seu ministério e sua vida. Ele pediu para que os irmãos da cidade de Filipos completassem a alegria dele, andando em comunhão e se amando de maneira única. Em uma outra versão da Bíblia, há a expressão: "Sendo unidos de alma".

Quando me virei pra minha irmã e minha amiga e pedi: "Completa a minha alegria?", ainda não tinha parado pra pensar na profundidade dessa frase. Achamos que somos felizes quando temos momentos felizes com nossas famílias e amigos. Ou achamos que somos felizes quando fazemos uma viagem pra um lugar muito legal. Achamos, ainda, que somos felizes quando comemos um doce ou o nosso prato preferido. ACHAMOS que somos felizes.

Meditando a respeito desse versículo, cheguei à conclusão de que só temos a nossa alegria COMPLETA quando estamos "unidos de alma" com quem realmente amamos. Quando temos o mesmo pensamento, a mesma fé, quando andamos juntos na mesma direção.

Almas unidas...Forte isso não é?

E você? Completa a minha alegria?

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Inspiração

20 de abr. de 2012 |

Hoje minha inspiração saiu da minha fonte nata de inspirações. Indiscutivelmente, meu gosto por livros, literatura, escrita, diários, poemas, veio de duas mulheres: minha avó e minha mãe. Minha infância foi marcada por ver vovó Zélia lendo e me indicando livros (uns dos primeiros que li foi ela quem me indicou: Éramos Seis), e também pela ‘coleção’ de livros que minha mãe tinha (e ainda tem) e me emprestava para ler. Sempre fui uma pessoa muito curiosa- e claro que, quando criança, era ainda mais- vivia ‘fuçando’ as coisas das duas. Na casa de ‘vó’, sentava no chão da sala ou do quarto dela e passava horas e horas lendo seus poemas, sonetos e paródias. A mesma coisa na minha casa; quando mamãe saía, aproveitava para fuçar o armário dela e ler seus diários, escritos e poesias (é, acho que ela lerá isso e não ficará feliz, rs). Minha curiosidade me ajudou a ter uma infância, adolescência e, agora, uma vida adulta, banhada de letras, canções, histórias e cultura. SIM, cultura...mamãe e vovó são minhas maiores fontes de cultura!

Esta semana todas essas lembranças da minha infância, da convivência com as duas, vieram de uma só vez na minha cabeça ao ler umas palavras da minha mãe para a mãe dela. Palavras simples, sem muitas coisas difíceis e cheias de “teretetê”, que a “poetisa Lisieux” (minha mãe) às vezes usa para seus poemas. Palavras cheias de sentimento e de verdade. Vou partilhar com vocês:

“DIVAGAÇÕES...

Ontem, conversando com minha mãe, ela me disse:

-“Eu estou pensando em como eu vou morrer. Não tenho medo de morrer, mas fico pensando em como será... e acho isso muito estranho”.

Ah, mãe! Estranho e assustador é imaginar a vida sem você, sem seus conselhos, sem a sua preocupação, sem sua poesia, sem suas broncas, sem as suas pequenas implicâncias... sem suas lembranças e causos do passado.

Estranho é pensar que você, um dia, vai embora. O como é o de menos. Quase inaceitável é o FATO de ter de acontecer. 

Em maio, você completa 88 anos. “É muito!”... muitos dirão. Mas, não é muito não. É quase nada de tempo e este tempo ainda voou. Amores, alegrias, perdas e danos, netos... e sonhos em forma de poesia...tudo passou tão rápido!

E ver você assim, debilitada, apagadinha... é tão inconcebível e irreal. 

E eu fico pensando: De onde sairá a minha poesia, quando você se for? Se a fonte dos meus sonetos foram os seus versos, se conjugar o verbo intransitivo amar, foi aprendido com você? Se a gana de não me conformar com a vida e lutar só têm sentido se vejo a vida através dos seus olhos, das paródias políticas, das serenatas diamantinenses do incondicional amor azul e branco pelo nosso Cruzeiro?

Viver ficará tão difícil sem você, mãe!

Portanto, aguente-se aqui no planetinha azul, ainda mais um pouco. Talvez até o seu centenário... talvez até eu ir primeiro... talvez até que se passem mil janeiros e a morte possa ser compreendida e aceita... talvez... talvez pra sempre. 

Porque mães deveriam mesmo ser eternas.

Lisieux, BH- 16.04.12”

Bom, é isso aí. Tentei mesmo, de diversas formas, escrever algo bem bacana a respeito do mesmo assunto que minha mãe tratou. Faltaram-me palavras...Faltaram PALAVRAS, não INSPIRAÇÃO. Inspiração eu sempre tive e sempre terei...enquanto ainda existir em mim resquícios de memória e lembranças das minhas principais fontes: vovó e mamãe.

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- Será que foi escolha? 

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Post do Leitor #003| Um certo domingo de páscoa

6 de abr. de 2012 |


É o ano de 2000. São seis horas da manhã e estamos, eu, meu marido e filhos, indo para o culto de Ressurreição na Igreja Metodista Central de Belo Horizonte. Confesso que pensava comigo mesma, sonolenta, que ideia teria sido esta do Pr. Moisés de celebrar um culto a esta hora, em pleno domingo de Páscoa... vontade de estar na cama...

Minhas filhas se amontoam no banco de trás do Fiat apertadinho, caladas... isto é raro... acho que ainda não acordaram direito...
O carro pára em um sinal de trânsito e olho através da janela de vidros fechados, o rosto do menino, que atravessa correndo a rua e vai para o lado do motorista.


- “Moço, me dá um trocado”?

Maltrapilho, descalço e tiritante, apesar de ainda ser outono, ele estende uma mão pequenina e suja na direção do meu marido, que está na direção.

Deparo-me com dois olhos, negros como jabuticaba, e me surpreendo com o sorriso de dentes alvos na boquinha arreganhada de orelha a orelha. O rostinho me sorri, mas os olhos são tão tristes!

Meu marido, ainda bocejando, abre a carteira, tira uma nota de R$5,00 (não tinha menor) e a coloca na mãozinha estendida...

O sorriso se abre ainda mais, pelo valor da nota:
- “Brigado moço... Deus lhe pague... agora vô podê comprá pão prus meus irmão”.

O sinal se abre... meu marido dá partida no carro. E eu, continuo com o rosto colado no vidro da janela, olhando o vulto magro do garoto ficando cada vez mais longe.

- “Quantos anos ele tem?” – pergunto a mim mesma – “Oito, nove?” O olhar, era de uma pessoa velha.

Penso no meu café da manhã, tomado antes de sair, composto de presunto, queijo, pão quentinho, geléia, fruta e leite integral. Penso no colégio pago dos meus filhos, em minha casa sem luxo, mas confortável, em minhas roupas adequadas para a estação. Penso em minha família que se reuniria à hora do almoço, certamente também farto, acompanhado de suco ou refrigerante e sobremesa...e nos ovos de Páscoa que os esperam na casa da vovó...

Penso na minha infância. No Deus da bíblia, que me foi apresentado por minha mãe, católica praticante, que lia os salmos e rezava comigo ao pé de minha cama macia e quentinha... Lembro que ela sempre dizia pra pedirmos ao “Anjo da Guarda” que cuidasse de todas as criancinhas...

Penso na minha fé de hoje, no convívio com os irmãos da Igreja, no meu ministério como Teóloga e pastora Metodista.

Penso no meu compromisso com Jesus e em como Ele disse: “Deixai vir a mim as criancinhas, porque das tais é o Reino dos Céus.”
Vendo o vulto do garoto finalmente desaparecer, volto meus olhos para o alto e a vergonha por ser tão impotente me atinge como uma bofetada... Elevo a Deus uma oração por aquele menino e por todas as crianças carentes do nosso Brasil que deveriam, àquela hora da manhã, estar no aconchego de seus lares, cercadas de amor e pão.

E à noite, sei que vou sonhar com uns dentinhos claros (como podem ser tão alvos se não recebem cuidados?) brilhando num céu tão negro como os olhos do menino...
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Bom, amados... Tentei escrever um texto novo sobre a Páscoa... não consegui... 

Porque, apesar da minha alegria real por meu Senhor ressuscitado, não me posso calar diante do que vejo, diariamente, à minha volta... Não me posso calar diante da miséria, da fome, da desesperança, do desamparo, do descaso, do desamor...

Não me posso calar, sendo cristã, diante de tantos valores deturpados, de tanta ganância, da total inversão da pregação bíblica.... não me posso calar diante do Cristo crucificado (por nós!) que me grita nos rostos de tantas crianças abandonadas, de tantos velhos desprezados, de tantos miseráveis, de tantos excluídos.

Não posso, pois, celebrar a Páscoa, quando o Cristo vivo, símbolo de vitória sobre a opressão e de esperança de vida abundante, não se faz presente na vida do meu irmão, embora faça toda a diferença no meu coração. Sim... doze anos se passaram desde a data do texto que escrevi... e tudo, infelizmente, continua exatamente igual.

E eu não posso celebrar a Páscoa, a “saída do Egito”, da terra de servidão, quando o meu irmão continua escravo da miséria e nós somos coniventes com isto...

Indiferentemente, comemos o nosso chocolate, enquanto crianças reviram latas de lixo, enquanto gente se preocupa mais com cachorros e gatos...Nós, seres humanos, é que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, somos coroa da Sua criação.

Que Cristo me perdoe, nos perdoe, a omissão, a falta de paciência, a falta de interesse com os Seus pequeninos, por fecharmos a eles as portas de nossas casas e de nossos corações. Afinal de contas, é muito mais fácil, dá muito menos trabalho cuidar de um animalzinho de estimação. Eles nos abanam o rabo e nos agradecem, são fiéis e carinhosos... e as crianças e adolescentes rebeldes talvez vão nos decepcionar, nos magoar, nos causar muitos problemas. Mas foi por elas, pelas PESSOAS – não pelos animais - que Jesus morreu naquela cruz! São elas, as PESSOAS, que receberam d’Ele o olhar de compaixão e a promessa de salvação. Foi a elas, às pessoas, ao nosso próximo, que o Senhor ORDENOU amar como a nós mesmos... ainda que elas não mereçam...

Portanto, neste ano, embora O saiba vivo, embora O tenha como Senhor e Rei, não tenho nenhuma vontade de celebrar a Páscoa. Vou recolher-me ao meu quarto e chorar... e, tenho certeza, Ele chorará comigo, por ver na Terra tanta inversão de valores, tanta opressão, tanta futilidade e tanta falta de amor.

Soli Deo Gloria!

BIO: Pra. Terezinha de Lisieux

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Juntos somos melhores

30 de mar. de 2012 |


Nas últimas semanas tenho ouvindo muito essa frase. Isso se deve ao fato de que minha igreja está iniciando uma série de estudos,pregações e ministrações que têm como tema a unidade da igreja. Paralelamente a esse projeto da igreja, surgiu uma grande ideia! Um dia, fuçando 'atoamente' o Facebook, uma amiga compartilhou um vídeo de um Flash Mob gospel que aconteceu em São Paulo, no final do ano passado.

Aquele vídeo mexeu comigo e me deu uma vontade enorme de fazer algo parecido aqui em BH também. Saí marcando todo mundo que eu suspeitava que iria topar fazer aquilo e, como muita gente disse que sim, fiz um grupo no Face pra discutir o assunto. 

Fato foi que eu mesma não esperava que muita gente fosse animar e não acreditava que aquilo sairia do papel. Foi quando um foi chamando o outro, o outro foi chamando mais uns e marcamos os ensaios. Foram algumas poucas semanas de ensaios e fui obtendo o apoio de algumas igrejas. Numa jogada de pura fé, a líder da mocidade da minha igreja marcou o dia da apresentação para 24 de março. Tínhamos menos de um mês. Fomos indo, pela fé...ensaios aqui, ensaios acolá - não conseguíamos marcar ensaios com todo mundo que dizia que ia apresentar conosco, porque os dias e horários nunca coincidiam.

Semana da apresentação: correria para conseguir alvará junto à Prefeitura, correria para conseguir gerador de energia, correria para achar gráfica que imprimisse rápido 2000 folhetos...correria, cansaço...stress. Comecei a me preocupar de como seria quando juntássemos todas as igrejas que estavam ensaiando...o único dia que encontramos, foi no próprio dia da apresentação. Como poderia dar certo? Não tínhamos marcado as posições de cada um, não sabíamos como estavam os demais grupos, cada um tinha ensaiado de um jeito.

Bom pessoal, não estou querendo tomar muito o tempo de vocês. Só estou relatando isso porque estou feliz! Estou feliz porque O Deus a quem sirvo me surpreende a cada dia. Ele é um Deus criativo, que nos usa de maneiras incríveis. Basta nós querermos! No ensaio geral- no dia da apresentação- foi surgindo gente de nem sei onde! Nunca vi minha igreja tão cheia de jovens! Gente de toda parte da grande BH, que eu nunca tinha visto mais lindos!Juntamo-nos para ensaiar e...O QUE? COMO ASSIM? Tudo se encaixou! Não foi preciso passar a música mais de três vezes. Só precisamos de alguns ajustes. 

Findo o ensaio, 'bora' pra Praça da Liberdade, lugar no qual tivemos a LIBERDADE de dançar, cantar e gritar pra quem quisesse ouvir que JESUS É A SALVAÇÃO e somente n'Ele, ainda que presos, somos LIVRES. De lá fomos pra Praça 7, no Centro de BH. Ali foi ainda mais comovente dançar entre hippies, transeuntes, trabalhadores, moradores de rua e ver muitos deles com os olhos cheios d'água, acreditando naquilo que cantávamos.

No final do dia, reunimo-nos para um culto de gratidão, no qual fomos ministrados a respeito do AMOR incomparável de Deus por nós. Aprendemos que, por Deus nos ter amado, TEMOS que amar uns aos outros. Foi lindo! Foi mais que lindo... foi MARAVILHOSO! Fomos mais de 90 pessoas dançando. Contando com a ajuda indispensável de mais um 'bocado' de irmãos, fomos mais que 150 pessoas trabalhando neste evento.

...Mais de 150 pessoas JUNTAS...

Deus me mostrou e me ensinou de uma maneira prática, amorosa, criativa e LINDA que, indiscutivelmente, JUNTOS NÓS SOMOS MELHORES, MUITO MELHORES!

"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu vos amei, vocês DEVEM amar-se uns aos outros". [João 13.34]




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É sempre amor, mesmo que mude

23 de mar. de 2012 |


Essa semana escutei uma música que há muito tempo não ouvia. Parei pra refletir na letra e, num primeiro momento, ela me fez lembrar de um amigo em especial.

Nesse primeiro momento, lembrei de tempos atrás quando estudávamos juntos e compartilhávamos quase tudo. Um sabia, se não tudo, muita coisa da vida do outro. Lembrei-me das conversas amigas, papos-cabeça (ou o que achávamos ser cabeça na época), conversas fiadas. Algo que nos fazia bem, sendo um minuto ou várias horas; coisas pequenas que faziam valer a pena acordar cedo pra ir pra escola. Passado esse primeiro momento, várias outras pessoas me foram passando pela cabeça.
Pessoas que passaram pela minha vida, foram importantes, mas que a vida, a rotina, a falta de tempo, vontade, ou seja lá o que for, levaram para longe. A música também me fez lembrar de pessoas que, de alguma forma, ainda fazem parte da minha vida. Pessoas que se afastaram um pouco, mas que sei que estarão ali quando eu precisar; pessoas que não estão mais no meu dia a dia mas que, de um jeito ou de outro, ainda se fazem presentes. Mas, diante de tudo isso, o que mais me chamou a atenção nessa música foi a última estrofe: "Deixamos escapar por entre nossos dedos a chance de manter unidas as nossas vidas". 

Fiquei meditando nesses dias e os demais que se passaram: quantas chances de nos manter unidos com quem amamos nós deixamos escapar? Muitas são as desculpas e até mesmo os fatos que explicam. Mas, o que temos feito?

Tenho aprendido (ou tentado aprender e acreditar) que amor, amizade, carinho, nunca acabam, se transformam. Tudo depende de como lidamos, cuidamos e regamos nossos relacionamentos. Depende de quantas vezes buscamos estar perto, buscamos nos importar, buscamos sentir tudo aquilo que um dia sentimos.

Depois de todo esse texto confuso, só gostaria de que eu e você entendêssemos que, muitas vezes, não podemos fugir dessa situação de nos afastarmos de quem amamos. Mas no que depender do nosso esforço, que sintamos, que digamos! No que depender do nosso esforço que nos e preocupemos, que importemos!

Já para o que não mais depende de nós, quando já é fato que tudo mudou, se transformou, tomamos rumos diferentes de quem amamos, que saibemos que: "É sempre AMOR, mesmo que mude".




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Será que foi escolha?

9 de mar. de 2012 |


Essa semana li uma matéria em um jornal que contava histórias de crianças e adolescentes que passam o dia na rua e, à noite, vão para casa. Eles passam a manhã toda e parte da tarde pedindo dinheiro ou roubando para comprar tiner ou crack. O curioso é que a matéria dizia que elas escolheram "por livre e espontânea vontade" estar ali e que, nesse tempo, acabam sendo aliciadas por adultos que as usam para fazer pequenos furtos ou para pedir algum trocado, supostamente para comer.

O que me veio à cabeça e fez com que eu escolhesse esse tema para escrever foi: SERÁ?! Será que crianças que estão indo para as ruas com seus 7 ou 8 anos têm capacidade de escolher o que será melhor para elas? Ou será que foram as circunstâncias que certamente elas enfrentam em casa que as OBRIGARAM a isso? Penso que TALVEZ, se não todas, a maioria dessas crianças não tiveram escolha, diante de uma casa onde o pai bate na mãe, ou são abusadas, ou os responsáveis estão desempregados e/ou não têm o que comer, ou os pais não deram limites desde que eram bem pequenininhas ou, até mesmo todas essas coisas, e mais um pouco, juntas.

Trabalhei durante um ano em um projeto de extensão da faculdade na qual me formei (PUC Minas) que consistia em oficinas de comunicação para crianças e adolescentes de um dos maiores morros de Belo Horizonte, o Morro das Pedras. Lá pude ver de perto a realidade de crianças como essas da reportagem. Lembro-me de um deles, o meu preferido: dezesseis anos, inteligente, criativo, esforçado, bom aluno. Não conhecia o pai, mãe desempregada, irmão muito doente e não conseguia emprego. Certo dia ele me disse que tinha saído da escola e eu lhe perguntei o que que ele pretendia ser, se não estudasse.

Ele me respondeu: "Querer eu quero ser muita coisa...MAS..." Eu o interrompi e falei: "Não vai mexer com venda de droga não, hein Fulano!"; ao que ele me respondeu: "Ih 'fessôra, 'cê' é play boy, não sabe o que é ser da favela e o que que 'nóis passa!'". Eu simplesmente me calei. Era verdade; eu não sabia nada e ainda não sei. Pouco tempo depois que saí de lá, fiquei sabendo que ele tinha sido preso por venda de drogas.

Quando estamos distantes, no nosso conforto, fora do problema, é muito fácil julgar e dizer que eles ESCOLHERAM ou estão POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE nessa vida. Não estão! Há sempre uma explicação, um histórico por trás de cada "escolha". O que é triste é saber que o incentivo é muito maior 'do lado de lá'. O número de gente e de circunstâncias que os empurram para o pior é tristemente maior do que o número dos que tentam fazê-los crescer.

Ah... mas o quê que eu posso fazer? Vou escrever uma matéria com algumas baboseiras pra um jornal ou... sei lá. Quem sabe escrever um texto para algum blog?



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Como crerão se não há quem pregue?

10 de fev. de 2012 |


Mais uma vez pegarei um gancho no texto do meu amigo Luiz Fernando. Quando estava preparando o que ia escrever, li o texto dele e só fez confirmar aquilo que já tenho pensado. Pra que mesmo estrutura? Ela só faz sentido e é de extrema importância somente se os que fazem parte dela se importam com o que acontece dentro e, principalmente, fora dela. Conversando com minha irmã e alguns amigos, concluímos que viver o evangelho de Cristo, que se resume em amar a Deus e ao próximo, é muito simples e relativamente fácil. Vivemos em um país no qual temos liberdade de culto, de expressão. Temos algumas dificuldades, enfrentamos preconceitos e antipatias? Sim! Mas ainda assim é muito fácil falarmos de Jesus e propagarmos o seu amor.
Mas, hoje, eu queria falar de uma propagação de amor que vai além das quatro paredes do templo, não muito fácil, pra maioria das pessoas. É possível amar aquelas pessoas que, a nosso ver e no ver da sociedade é a mais desprezível? Aquela pessoa que matou uma criança, espancou o cachorro, aquela que sequestrou e/ou estuprou? É possível? A Igreja (não a igreja/estrutura), o povo de Deus tem o dever de amá-los, pregar a palavra a eles, resgatá-los? Deve orar por eles? Jesus faria isso? A Bíblia diz que TODOS pecaram e, por isso, estão destituídos da glória de Deus. Mas quem anunciará a eles que podem ser justificados gratuitamente pela graça através de Jesus, assim como nós (pecadores mais "aceitáveis") fomos? Rm. 3.23 e 24.

Pessoas para julgá-las (e não só homens da lei do país), para pisar, para apontar o dedo e odiá-las tem aos montes. Quem as amará? Quem se importará em resgatá-las do lugar de escuridão em que estão? O estuprador, o assassino, o sequestrador, o torturador, carecem da glória de Deus. Mas como saberão da verdade? Como se desviarão do seu mau caminho se quem deveria se importar está dentro de quatro paredes dizendo a Deus que O ama, que quer viver para Ele (eu me incluo, tristemente, nesse grupo)?

"Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nunca ouviram falar? E como ouvirão se não há quem pregue?" Rm. 10. 14.

Sim, é um desafio. Disse, no início do texto, que era algo RELATIVAMENTE fácil. É fácil pelos recursos que temos e pelo país democrático em que vivemos. Mas é difícil porque somos limitados e custamos a entender que fomos chamados a AMAR e, quando entendemos, não nos dispomos a IR e sair das quatro paredes.

Assim como o Luiz, eu ainda acredito nesse evangelho puro e simples! Nesse que se importa com a salvação das pessoas. Nesse evangelho que AMA independente do passado, presente ou futuro de quem precisa dele: TODOS! "Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas"! Rm. 10.15.

Mais uma vez os convido: AMEMOS!



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Sou igreja seja onde for

27 de jan. de 2012 |


Outro dia eu e meu irmão conversávamos sobre a quantidade de porcaria que se vê hoje em dia, principalmente no Facebook e demais redes sociais. Ele relatava que, em apenas um dia, ele viu pornografia, imagens de pessoas mutiladas, nuas e maltratadas, pessoas falando mal e bem de BBB e mais um monte de coisa que, em nada, agrada aos olhos. A partir dai, começamos a lembrar de um movimento no qual as pessoas postavam “Facebook não é igreja” e muitos “lero- leros” do tipo. 


Apesar de achar desnecessária a resposta e esse movimento, sou obrigada a concordar que, da mesma maneira que muitos se acham no direito de postar o que querem, os “crentes” também podem e DEVEM louvar, testemunhar, profetizar, anunciar o que quiserem nas redes sociais. Essa coisa toda me fez lembrar de um convite de alguns amigos de Barão de Cocais, MG, feito a mim e a duas amigas minhas da área de comunicação (Aline e Fernanda). Esse convite consistia em, num evento cultural, nós batermos um papo sobre "Cristãos e as redes sociais". O papo foi muito gostoso e produtivo, por isso, gostaria de compartilhar a conclusão a que chegamos, escrita por nós três, junto com a galera que estava presente:

"Com certeza você que está lendo este texto possui alguma rede social virtual como Orkut, facebook, twitter, youtube e blogs. Mas é interessante saber que as redes sociais já existiam antes mesmo da internet , com o simples fato de você frequentar a escola, a faculdade, ou, até mesmo, visitar seus amigos em casa.

No entanto, muitos cristãos são exemplos nas redes presenciais, mas não são nas redes virtuais, ou vice-versa, esquecendo-se de que não pode haver distinção entre o mundo real e o mundo virtual. Precisamos aprender a sermos sal e luz em todo o tempo de nossas vidas, até mesmo com um simples tweet ou em um perfil de Orkut. 

Já parou para pensar na abrangência que você tem para alcançar uma vida para Jesus através da internet? Paulo, sem a internet, conseguia pregar o evangelho e dar testemunho de vida tanto em suas redes presenciais, como através de suas cartas direcionadas para as igrejas mais distantes - naquele momento a única “rede virtual” possível. Diferente disso, hoje em dia vemos muitos cristãos utilizando a internet somente para entretenimento e esquecendo-se da poderosa ferramenta de evangelismo que possuem, sem mesmo precisar se levantar da cadeira. 

Utilizando-nos desta ferramenta, podemos conhecer e mobilizar diferentes públicos, ler e produzir conteúdo, discutir e ter contato com crenças diferentes, viralizar informações, criar senso crítico, compartilhar experiências com amigos não crentes e alcançar quem está distante. As redes sociais são ferramentas do nosso dia a dia para edificar o reino de Deus.

Isso quer dizer que precisamos somente “postar” frases evangelísticas e sobre Jesus o tempo todo? A resposta é clara: NÃO! Assim como nossas ações e postura são, muitas vezes, mais eficazes que a própria pregação da palavra, nas redes virtuais não é diferente. Podemos e precisamos fazer diferença através do que postamos, do que curtimos, dos vídeos e fotos publicados, do perfil utilizado e das comunidades às quais pertencemos. Claro que também devemos utilizar frases evangelísticas e sobre Jesus, mas com autenticidade e criatividade, não utilizando somente clichês como “Jesus te ama” e “Deus te abençoe”, pois muitas vezes eles têm tanta relevância quanto um spam em seu email.

Portanto, é necessário usar de bom senso, ser prudente, moderado e fiel à palavra de Deus em todo tempo e em qualquer lugar, tendo amor ao próximo e buscando santidade constantemente.

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.” - Cl 4:6"

Pegando um gancho no último post do Luiz Fernando, a internet e nossas redes sociais são também um palco! E olhem que com uma MULTIDÃO na plateia provavelmente maior que a do sonho que ele teve, é ou não é amigo?

Grande abraço e fiquem com Deus!

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Maior é aquele que serve

13 de jan. de 2012 |


Certa vez ouvi de alguém que grandes coisas surgiam de conversas sem nenhuma importância aparente. Como sou muito faladeira, geralmente estou envolvida em alguma dessas conversas com amigos. Por isso, será recorrente eu compartilhar algumas delas com vocês. Ultimamente Deus tem me supreendido com o que tem saído de conversas que, na maioria das vezes, começam sem quê nem porquê.


Alguns dos últimos bate-papos com amigos têm sido de muita relevância! Muitos deles têm confirmado algo que, há muito tempo, está no meu coração: Serviço, trabalho.

Talvez você possa estar pensando que eu estou falando sobre carreira profissional. Não, não é
nada disso...O serviço de que estou falando é o que Jesus fazia. 

Estou falando de servir ao próximo. Aprender a trabalhar para o bem, conforto e satisfação do outro. Como é difícil vermos isso nos dias de hoje, nos quais as pessoas são cada vez mais egoístas e pensam no seu próprio umbigo. A minha dúvida, de muitos amigos e, certamente, de alguns de vocês é: Será que é possível?

Bom, a resposta veio numa dessas "conversas sem importância" com uma amiga. Conversávamos que estávamos- e estamos- cansadas de só receber, receber e receber nos bancos das nossas igrejas. Sentadas, esperando as coisas acontecerem, 'as bênçaõs caírem do céu' e esperando, ou até exigindo, que sejamos bem servidos! Pera lá! que tal se começássemos a falar menos e agir mais? Que tal se nós começássemos a servir e, por que não, do jeito que queremos que sejamos servidos? Essa amiga estava falando de como se sente impotente muitas vezes não poder servir alguém que precisa, como um morador de rua com fome (damos um pão e tá resolvido?) ou um idoso abandonado num asilo (é só fazer uma visita?). 

Mas sabe? Creio que tudo na caminhada com Deus é gradual... nada é de uma hora pra outra. Tudo começa devagar e o ritmo vai acelerando com o tempo até que cheguemos onde queremos...ou, pelo menos, perto disso. 

Ontem aconteceu um culto especial na igreja. Foi montada uma mesa de fora a fora do altar com muita comida, frutas, carne e doces, ou seja, um verdadeiro banquete. 

Estava ajudando a montar a mesa, dispor as bandejas, travessas, etc. Enquanto isso, começou o louvor e eu comecei a louvar a Deus. Eu me senti tão bem! Tão perto de Deus!

Senti que é realmente servindo aos filhos de Deus, por simples prazer, sem esperar nada em troca, que me torno ainda mais parecida com Ele.

Sabe, começa por ai! Se servimos a quem está próximo de nós (nossa igreja, nossa família, nossos amigos) vamos aprender a servir quem não está tão próximo; mas, claro, cada um na sua limitação (dinheiro, tempo ou qualquer indisponibilidade).

Tenho visto demonstrações de amigos e colegas querendo arregaçar as mangas e SERVIR! Pagar o preço do tempo gasto, do trabalho que pode gerar, de, até mesmo, indiferença de alguns. Dessa vontade compartilhada, sei que sairá muito trabalho; vocês não perdem por esperar. Cresceremos muito nessa meta, pois "Maior é aquele que serve".

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O Bicho homem

3 de jan. de 2012 |


Caminhando pro trabalho pela manhã, ouvindo música alta no fone de ouvido, vinha, inclusive, louvando a Deus. Distraída com a música e desligada do resto do mundo, tomei um susto ao reparar que passei MUITO perto de um monte de pano no chão. Esses panos estavam no meio da calçada; no meio mesmo... não estava num cantinho como é de praxe encontrar nas grandes cidades (ou até mesmo nas pequenas) e, por isso, o meu susto. Não estamos acostumados a encontrá-los assim, no nosso caminho. Estão sempre nos cantos, nas periferias, nos becos, embaixo das marquises e pontes. E como, na maioria das vezes, não os queremos ver, não precisamos olhar pros lados. Continuamos nossos caminhos, muitas vezes sem notá-los, ou fingindo que não notamos.


Mas esse monte, não teve como eu fingir que não via. Fiquei pasmada e sem ar quando vi do que se tratava. Parei com todos os meus pensamentos de louvor por uns segundos... lembrei-me de um poema que li e aprendi na escola e acredito que tive o mesmo sentimento que, certamente, o autor, Manuel Bandeira, teve quando se deparou com uma situação parecida:

O BICHO

VI ONTEM um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Aqueles panos sujos, no meio da calçada eram restos de roupas velhas sujas, apenas? Era apenas lixo? Era algum animal? Não! E digo com tristeza e sem saber o que fazer com ela, que aquele monte de pano em cima do qual muitas pessoas como eu quase pisaram, do qual muitas pessoas desviaram sem nem notar...era um HOMEM.

No momento, apenas meditando naquela música da banda Palavrantiga... “Onde está você que diz que me adora, mas não estende a mão?”. E sentindo que eu sim sou um bicho!

A paz.


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2012 - "Que eu viva pra AMAR..."

30 de dez. de 2011 |


Cara, o que? Já estamos em 30 de dezembro?! Mas outro dia era 1º de janeiro!Meu deus! Como o ano passou rápido!

Aliás, como os dias têm passado rápido, sem que nós nos toquemos que muita coisa tem ficado para trás!

É, não tem jeito. Eu tento fugir da mesmice de todo ano, quando todos ficam fazendo planos para o novo ano, fazem promessas de dieta, academia e cursos de inglês. Mas, realmente não tem jeito. Eu acabo caindo nisso também!

Essa época de fim de ano faz a gente pensar: O que eu fiz esse ano? Quantos amigos eu fiz, quanto deixei de fazer e quantos me deixaram? Fui feliz, fiz alguém feliz, realizei os planos e promessas que fiz no réveillon anterior?

O que será do ano novo, o que realizarei, o mundo realmente irá acabar? Sinceridade? Esse ano está sendo diferente para mim, tenho sim pensado em o que será de mim em 2012. Tenho tentado fazer planos e quero cumprir as promessas que fiz e farei. Tenho pensado em como 2011 foi bom, quantas vitórias Deus me deu e quantos presentes em forma de gente eu ganhei.
Mas, o que mais tenho pensado e pedido é que no ano que se inicia eu possa simplesmente AMAR (É, lá vem eu com esse papo de novo).

Que eu possa AMAR muito mais do que amei em 2011, muito mais do que amei durante toda a minha vida!

Sim, porque AMAR resume todas e quaisquer promessas e todo e qualquer mandamento. Amando, eu não magôo, não machuco, não roubo, amando eu cuido, eu ajudo, eu intercedo, amando eu tolero, eu sustento, eu caminho!

Então, meu querido amigo (ou não), eu te desejo o mesmo que tem enchido o meu coração: Que não só em 2012, mas durante toda a minha vida, como diz Thales Roberto “Que eu viva pro AMOR, que eu viva pra AMAR...”

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Quero amar

16 de dez. de 2011 |











“Quero amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo...”.

Ultimamente tenho pensado muito em: a quem Deus se referia quando disse para “amarmos ao PRÓXIMO como a nós mesmos?”. Afinal de contas, quem é o nosso próximo? Tenho, cada vez mais, chegado à conclusão de que o referido próximo é quem está realmente próximo de nós, como nossa família, amigos e igreja. E, puxa! Não há nada mais difícil do que amar verdadeiramente e o tempo todo quem convive com você! 


Não estou falando que é fácil amar aquele bêbado que sempre entra na igreja atrapalhando o culto, muito menos dizendo que é possível amar facilmente aquele ‘simpático’ ser que coloca o som do celular alto dentro do ônibus, tampouco afirmando que podemos morrer de amores por um pivete que roubou sua bolsa. Mas o caso é que essas pessoas passam rapidinho pela sua vida e, “ já, já” somem;  não precisamos conviver com elas muito tempo. E quem está sempre com você? E aquele amigo de quem você conhece todos os defeitos, sabe tudo que ele faz e vice-versa? E seus familiares que sabem exatamente quem é você? Como é difícil amar seu irmão (de sangue) que come o seu doce que estava escondido na geladeira; como é difícil amar e honrar sua mãe que sempre fala, fala e fala, muitas vezes até sem razão!  Como é difícil amar seu pai que ronca alto e não deixa você dormir! E na igreja, então? Dificílimo amar aquele irmãozinho que pisa no seu calo, que fofoca com o seu nome e que magoa você profundamente. 

Tenho pensado tanto nisso que, muitas vezes, me desesperei! Certo dia, conversando com uma amiga, falei com ela algo de que estava quase convencida: não sou capaz de amar de verdade! Esse amor cristão, sem medidas, sem preconceitos, amor incondicional, esse eu não sei nem como é! E ela, sabiamente me disse: você realmente não é capaz! Isso não vem de você! É Dom do próprio Deus e, que lindo, é o maior deles! N’Ele você pode amar!

É difícil? É sim! Mas é desafiador, e quando alcançável, é maravilhoso!

E, cá pra nós, que graça tem um desafio alcançado sem esforço e luta?

Lutemos... amemos, pois!


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