A tua fé te salvou

12 de nov. de 2012 |


A nossa fé nos salva constantemente. Crer sem ver, sem provas ou motivos, nos faz ter plena convicção de algo, independente da situação. A fé é inspirada por Deus e não pelas circunstâncias. Precisamos ter fé e fazer valer essa fé.

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Admoestações

29 de out. de 2012 |

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Às vezes, enquanto leio a Bíblia, me assusto ao pensar em como temos vivido. São tantas admoestações do próprio Jesus a respeito da vida, riquíssimas em sabedoria, que ignoramos, quase sempre. São verdades e dicas que temos em nossas mãos, mas não no coração. Calamos todos esses ensinamentos na maior parte do tempo.

Como quando Jesus diz que voltará à Terra tão rapidamente e inesperadamente, assim como um relâmpago que corta o céu de uma extremidade a outra (Lc 17:24).

Minha intenção não é deixá-los paranoicos. Obviamente, não vamos respirar pensando: “É agora!”. Quero apenas chamar-lhes a atenção para uma questão que busco sempre levar comigo:

"Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece". (Tiago 4.14)

É isso aí! O tempo passa, nossa vida vai chegando ao fim e nem sempre estamos preparados. Deixamos de encarar a brevidade disso tudo e vivemos como se o mundo não fosse acabar esse ano (não que vá)!

Amigos, sabemos e cremos que somente Jesus nos oferece o caminho de salvação. Nós o temos como garantia de que muita agonia que nos mata hoje, nos dará a honra de vivermos para sempre. Consideremos o amor de Deus por nós, através da nossa obediência e estudo de seus ensinamentos.








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O gostinho ruim de não ter dado certo

17 de set. de 2012 |


Passamos parte do nosso tempo planejando. Temos objetivos a serem alcançados a curto, médio e longo prazo. Gostamos de sentir que o poder sobre nossa vida está em nossas mãos. Afinal de contas, “que cada um cuide do seu nariz”! Porém, não precisamos viver muito para perceber que nem sempre as coisas acontecem como queremos. Isso é chamado de frustração.

“A frustração é quando uma pessoa não está feliz por não ter um desejo satisfeito, mas também existem pessoas quem têm complexo de frustração, aquelas que se decepcionam com qualquer coisa.”*

A frustração é como um gosto amargo na boca. O tempo todo sentimos o gostinho ruim de não ter dado certo. Principalmente quando desejamos tanto algo. Em alguns casos, com o passar do tempo temos a chance de entender e aceitar que o melhor foi não ter dado certo mesmo. Quantas vezes penso no passado e vejo quanta coisa insignificante eu desejava!

Penso que os cristãos deveriam ser mestres em lidar com frustrações. Até porque, temos como orientador o Mestre dos mestres! Deus nos mostra, em sua Palavra, como podemos compreender melhor o assunto:

“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.” (Pv 16.1)

Sabemos que somos falhos e nos enganamos constantemente, movidos por nossos desejos humanos. Ainda que, aparentemente, nossos planos pareçam ser inofensivos e de acordo com a vontade de Deus, não podemos esquecer de orar o “mas que seja feita a Tua vontade”.

Quando entregamos nossas vidas nas mãos de Deus, mesmo que sejamos frustrados constantemente, sentimos paz por saber que a autoridade d'Ele está sobre nós. Precisamos acreditar que Deus tem cuidado de nós e nos direcionado conforme Seu querer.

Em vez de chorarmos, pensando que nada dá certo em nossas vidas, vamos verdadeiramente acreditar que, no tempo certo, coisas boas nos acontecerão, se permanecermos fiéis! Agradeçamos a Deus por todas as frustrações que nos fizeram crescer e entender que só Ele tem as respostas certas para nossa vida!

*: www.significados.com.br








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Quem é você?

20 de ago. de 2012 |


Vivemos em tempos brochantes, como diz Sérgio Pavarini . Realmente é desanimador quando observamos como temos caminhado. A falta de autenticidade, de identidade, não é apenas “coisa de adolescente”. A falta de identidade é apenas mais uma consequência do que chamamos de evolução humana. O mais decepcionante, a meu ver, ocorre quando aceitamos certos rótulos impostos por nossa sociedade.

Acreditamos ser o que somos não porque de fato somos, mas porque nos falaram que somos. Falaram que sou feia, passo a me ver como feia. Disseram que sou legal, sinto-me legal. Na TV, eu assisti que, para eu ser bem vista, preciso ter o produto/mercadoria tal. Aceitamos facilmente o olhar do outro, em vez de fazermos uma autorreflexão do que fomos, somos e queremos ser. Queremos liberdade de pensamento, mas vivemos em uma defasagem do eu. Penso, logo copio aquele pensamento do fulano de tal.

Uso novamente uma fala de Pavarini, para retratar um pouco o que estou tentando dizer: “Temos uma tendência quase irresistível para usar rótulos. Adesivos que, em geral, nos desincumbem da tarefa de pensar. O “papel” já define tudo. O moleque naturalmente bagunceiro por conta da idade é “hiperativo”. A adolescente triste após o rompimento com o namorado é “deprimida”. O cabra sem coragem de lutar por melhor posição profissional sofre de “pânico”. A timidez da moça solteira é resultado de bullying sofrido décadas atrás”.

Podemos ficar, em muitas situações, “livres” da tarefa de pensar, copiando e aceitando esses rótulos. Entretanto, não devemos esquecer que a responsabilidade de ser quem somos e suas consequências são nossas. Ainda que muitos não assumam a própria responsabilidade de ser, em algum momento serão confrontados.

Necessitamos pensar sobre essa questão, urgentemente! Vemos crescer, em nossa sociedade, grupos cada vez mais perdidos, sem referencial, sem princípios, por conta dessa influência do nosso século. Realmente, pensar sobre si não é uma tarefa fácil. Muitas vezes nos incomoda entrar em contato com quem somos. Mas, graças a Deus, temos como característica universal, em nossa personalidade, algo dinâmico, que nos dá a oportunidade de mudar, melhorar, repensar, renascer!

Não deixaria de fazer uma pergunta essencial para finalizar o texto, mas não o pensamento: quem é você? É tempo de análise!







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Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

9 de jul. de 2012 |


Confesso que adoro ler as repreensões que Jesus fazia às doutrinas dos homens. Ele não somente tinha autoridade, autenticidade para falar, como calava a boca de todos sem mesmo perder a compostura e sabedoria. Ainda com tantas censuras e críticas feitas, muitos não conseguiam discernir os ensinamentos de Jesus. Mas, ainda assim, seus princípios prevalecem e estão disponíveis a nós em nossos tempos. Graças a Deus por ainda podermos estudar e aprender sobre a Palavra em liberdade no nosso país.

Considerando todas essas questões, eu tento entender como ainda falhamos em transmitir a mensagem de Jesus. Como, muitas vezes, repetimos os mesmos erros cometidos nos tempos de Jesus, sendo que Ele nos deu orientação sobre o correto. Temos um manual, mas, constantemente, pedimos perdão por termos andado perdidos.

Ao ler sobre a censura feita aos mestres da Lei, em Lucas, um versículo em especial chamou minha atenção: "Mas ele respondeu: Ai de vós também, intérpretes da Lei! Porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo os tocais." (Lucas 11.46).

Jesus tocou num ponto crucial: Como podemos cobrar de alguém certa compostura, quando nós mesmos não damos conta de assumir? Lembrei-me de uma citação que ouvi muito durante minha infância: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Está errado! Isso não pode ser aplicado aos que se dizem cristãos.

A verdade é que estou cansada. Cansada de sermões demorados, sensacionalistas, que nos passam uma mensagem simplesmente impossível de ser praticada. Rodamos em círculos, debatendo os mesmos assuntos, as mesmas questões, quando não conseguimos trazer para nossa prática diária. Quantas e quantas pessoas desistem da caminhada de fé quando entram em contato com uma realidade inevitável, na qual foram motivadas a esquecer e fantasiar?!

Não vi até agora Jesus iludir pessoas, fantasiando a fé de seus seguidores e discípulos. Jesus perdoava, libertava e dava orientações concretas, para a manutenção de uma fé de raízes. Diferentemente de pregar o que as pessoas gostariam de ouvir, Ele pregava o que as pessoas precisavam ouvir.

Do que eu, você, nós precisamos? Precisamos de um evangelho prático, limpo, transparente; no qual não somos cobrados por práticas que nem mesmo nossos “líderes religiosos” conseguem manter, mas precisamos ser incentivados a seguir os passos de quem orientou e viveu o que pregou!








O sorteio dos livros da promoção da Thomas Nelson Brasil é hoje, às 16h. Ainda dá tempo de participar! Saiba mais.

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Já fomos mais inteligentes

25 de jun. de 2012 |

A instantaneidade presente nesses dias se reflete em nossas crenças. Queremos o fácil, o rápido, o bonito. Não preciso me preocupar muito, quando eu mesma posso construir minha própria verdade. Vejo cada vez mais pessoas se dizerem livres para sentir, experimentar, compartilhar, acreditar no que preferir. Essa liberdade que todos sentem ter, será de fato, benéfica, segura e digna de ser vivenciada? 

Recentemente recebi de presente uma camiseta comprada em uma loja virtual. Porém, por mais que eu tenha ficado contentíssima com o presente, o que me chamou mais atenção foi o papel no qual veio embrulhada. Este papel continha um pequeno poema de Nara Mourão (de quem, até então, nunca tinha ouvido falar). Mais precisamente o seguinte trecho me fez pensar no que vos escrevo:

“Nada de preocupar com a verdade do universo. A vida está aí.”

Não pude deixar de me indignar. Realmente este pensamento reflete o que muitas pessoas vivem. Não precisamos nos preocupar com verdades que dão sentido à nossa existência! Bobagem. Preocupemo-nos com as últimas tendências para este inverno, quais cores estão em alta, qual modelo novo de celular/carro está disponível, em qual gatinho(a) vou investir, como farei para ganhar mais dinheiro, como ser uma pessoa mais bem vista socialmente, como esconder minhas atitudes reprováveis...

O que não percebemos é que a pós-modernidade (estamos ultrapassando o que antes era categorizado) nos faz experimentar o extremo das liberações. Tudo quero, tudo posso, tudo tenho. Temos liberdade sexual, política, moral, filosófica, ideológica, tecnológica. Entretanto, cada vez mais perdidos. Sim, podemos tudo. Não, não sabemos do que precisamos realmente. Não sabemos o que seguir, o que fazer. Temos possibilidades e cada vez menos certezas.

Considero que pensar sobre a verdade do universo, a verdade das nossas vidas, a verdade da existência, não é só importante, mas fundamental! Precisamos de uma razão para estar, para ser.

Deixo esta breve reflexão em aberto, para pensarmos juntos sobre como temos reagido a essa liberdade que nos torna mais perdidos que cego em tiroteio. Como diz o pensamento escrito na minha nova camiseta: Já fomos mais inteligentes!







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Será que somos tão fortes?

11 de jun. de 2012 |


Hoje parei pra pensar sobre algo que Nietzsche falou. Lendo algumas citações dele, essa frase chamou minha atenção: “O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte”. Será que somos tão fortes?




Realmente, passamos por diversas situações nocivas que, naturalmente, deveriam nos fazer algum tipo de mal. Vivemos em uma época que faz isso a nós. Tanta violência, hipocrisia, roubo, desprezo... às vezes é um sufoco aguentar tanta pressão. Vemos muitas pessoas, no decorrer da nossa vida, sendo vítimas do caos da modernidade/pós-modernidade. Tanta doença, tanta tristeza, tanto sofrimento psíquico. Pensar no que nos faz mal não é difícil.

Entretanto, algumas pessoas sobrevivem a tudo isso, mantendo a integridade física e mental. Talvez, segundo as ideias de Darwin, são os que conseguiram se adaptar. Diante de tantas experiências nocivas, algumas pessoas realmente se tornam mais fortes. Mais acostumadas, vamos dizer.

Num terreno tão bombardeado para os humanos em geral, venho focar nossa reflexão em um grupo chamado Cristãos. Acho que nem preciso me ocupar em descrever nossa atual condição como grupo. Todos esses “sintomas” da modernidade/pós-modernidade não deixam de se manifestar dentro de nossas comunidades. Porém, vejo que temos um jeito diferente de sobreviver a isso. Não são as situações em si que nos deixam mais fortes, por nos adaptarmos a elas.

Atrevo-me a pegar um conselho de Paulo, quando fala sobre nossas fraquezas. Sofremos consequências do contexto em que vivemos? Sim. Mas há esperança para nós! E até mesmo devemos reconhecer como tudo isso pode ser benéfico!

“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, é que sou forte.” (2Co12:10)

Temos o consolo de saber que não precisamos ser tão perfeitos assim! Não precisamos enfrentar de peito aberto tudo isso, como se fôssemos fortes (como humanos) o suficiente para não sermos vítimas. Deus nos ensina que somos fracos, somos pobres, somos pecadores. Porém, ao reconhecermos esta condição e percebermos que só Ele é o todo poderoso, nos tornamos fortes! Não por nós, mas por Ele e para Ele!

Meu conselho, meus amigos, é que: ainda que o mundo desmorone e tanta injustiça nos faça o peito doer, prossigamos em acreditar que temos uma força a nosso favor. Não é uma força vinda de nós e conquistada por nós. A força vem pela graça e misericórdia de Deus e habita em nós, como prova do Seu imenso amor e fidelidade!

A minha força vem de Deus; só por Ele consigo sobreviver! E a sua?


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As necessidades de Maslow

7 de mai. de 2012 |

As necessidades de Maslow

Em todos os lugares lemos e ouvimos a respeito do comportamento humano. Alvo de muitas teorias, nosso comportamento é observado e explicado de variáveis formas. Por que agimos de determinada maneira em certas ocasiões? Como podemos ser tão iguais e tão diferentes de certas pessoas? O que temos de comum que nos tornam humanos e o que temos de diferente que nos tornam singularidades?

Temos uma palavra chave como ponto de partida para a investigação dessas questões: motivação. Hoje quero apresentar a vocês Abraham Maslow, alguém que se interessou em estudar a motivação e a caracterizou como determinante de nossos comportamentos. Para ele, a motivação é composta de necessidades/desejos que estão direcionados a um objetivo/objeto, a fim de obter satisfação.

Maslow caracteriza 5 necessidades básicas presentes em todos os indivíduos, que são: necessidades fisiológicas, de segurança, de amor, de estima e de autorrealização. Organizadas em uma hierarquia, acredita-se que há uma ordem de satisfação, desde as mais primárias (fisiológicas) até as mais maduras (autorrealização). A imagem a seguir representa como essas necessidades básicas são dispostas.

Piramide de Maslow

Gostaria de focar minhas observações, a partir de agora, na necessidade de amor. Ter necessidade de amor é necessitar de “laços afetivos com os demais; obter um lugar em seu próprio grupo e no mundo. Ser plenamente compreendido e aceito por alguém”. Maslow chega a dizer que a falta de amor pode gerar patologias (doenças) graves. Fica claro como o amor é importante e necessário para nós.

Um ponto interessante desta teoria (e o que mais me admira, por sua praticidade) é o resultado de uma pesquisa:

“O estudo clínico de pessoas sadias, que foram saciadas em sua necessidade de amor, mostram que, embora precisem menos de receber amor, são mais suscetíveis de dar amor. Nesse sentido, são pessoas mais amantes” (Maslow, 1968, p. 69)

O que percebo diante destas informações? Percebo quão forte é o amor. Não pode ser preso, não tem limites. Ele não só está em uma pessoa, mas também “transborda”, atingindo outras. As obras do amor não são egoístas, mas estão à disposição de todos.

Finalizo por aqui esta minha humilde reflexão, pedindo a participação de todos vocês para que ela não finalize de fato, mas que nos ajude a repensar nossas próprias condições. Por que se tornam raros, cada vez mais, atos de amor ao próximo? Onde está o erro: na nossa fonte de obtenção de amor ou em nós, por sermos falhos em repassar o que temos recebido?
Assinatura Samara

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Práxis Revolucionária.

9 de abr. de 2012 |


Por muito tempo acreditei que ser cristão era ser hipócrita. Por muito tempo acreditei que muitos esforços de minha parte significavam falsidade, motivada pelo medo de desobedecer a líderes, ao meu pastor ou mesmo a Deus. Por muito tempo andei angustiada por fazer coisas em que acreditava não valerem de nada, já que muitas vezes fazia sem vontade. Por muito tempo vivi um cristianismo de entrega/sacrifício por obrigação.

Uma das principais falas de Jesus em terra que me deixou por muito tempo com estes sentimentos é a que diz sobre o amor ao próximo (Jo 13:34). Amar ao outro me parecia fácil até onde meu nível de afinidade acompanhava. O problema era quando a afinidade não estava presente e eu me via diante de um estranho. Amar o assassino, amar o pai que abandona a família, amar a prostituta, o ladrão, o viciado, o irritante, o fofoqueiro, o pobre, o rico, o político corrupto, o macumbeiro. Amar o pecador. Como eu, como você. Sinceramente, para mim parecia uma missão quase impossível!

Por muitas e muitas vezes me cobrei sentimentos de amor por essas pessoas, mas não conseguia negar minha revolta em relação ao “erro” delas. Mas, se eu tivesse que representar em um teatro, dar testemunho, evangelizar, ou me declarar cristã frente a essas pessoas, eu falava que as aceitava. Graças a Deus, nós temos a chance de aprender e de sermos moldados conforme Seu querer.

Karl Marx desenvolveu a Práxis Revolucionária na intenção de criticar dois movimentos filosóficos: o materialismo e o idealismo. Enquanto o materialismo diz o homem ser determinado pelas circunstâncias (econômicas, sociais, culturais), o idealismo diz ser o homem determinado pelas ideias (pensamentos, desejos, vontades). Este conceito de Marx é basicamente “a coincidência da transformação das circunstâncias com a atividade humana”. Entende-se então, que o homem não é somente determinado pelo ambiente ou pelos seus ideais, mas há um desenvolvimento constante na interação e modificação de um pelo outro. “A teoria se modifica constantemente com a experiência prática, que por sua vez se modifica constantemente com a teoria”.

Após conhecer um pouco sobre a práxis, percebi que meus pensamentos estavam sendo motivados por uma incompreensão desse amor que Jesus nos ensina a ter pelo outro. O amor vai além dos sentimentos, e muitas vezes não nasce por eles. Amor é entrega. Amor é atitude. Mesmo que o sentimento não estivesse presente, eu poderia me entregar em amor por essas pessoas, desde que eu começasse a exercer a práxis. Como muito bem explicado no livro “O monge e o executivo – James C; Hunter”: 

"Se me comprometo a amar uma pessoa e a me doar a quem sirvo, e sintonizo minhas ações e comportamentos com esse compromisso, com o tempo passarei a ter sentimentos positivos em relação a essa pessoa." 

A minha ação no ambiente externo (considerando tudo o que existe fora de mim) age como modificadora deste ambiente, que, ao mesmo tempo, exerce influência sobre mim, modificando-me também.

Não! Não somos hipócritas por tentarmos fazer o bem sem distinção. Somos hipócritas na nossa ignorância de pensar que podemos fazer algo pelas pessoas não nos comprometendo a amá-las. 

O novo mandamento nos foi dado não apenas por palavras, mas por atitude! Sejamos fortes em seguir o exemplo do nosso mestre, permitindo-nos experimentar novos sentimentos de empatia e compaixão através de nossas ações.

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Quero compartilhar o meu desânimo

26 de mar. de 2012 |


É comum vermos pessoas desanimadas ao nosso derredor, seja com a vida, consigo mesmas, com outras pessoas, com suas profissões, com Deus. O desânimo parece estar presente na vida de todos. E se pararmos pra pensar, está bem mais perto de nós do que imaginamos.

Hoje, quero compartilhar o meu desânimo. 

Sabe quando você começa a perceber os acontecimentos na sua vida como algo simplesmente comum? Em que conversas não impressionam mais, pessoas não te surpreendem mais e você até se lembra de Salomão dizendo que não há nada de novo debaixo do sol? Pois é, assim eu me encontrei durante uma época. Se você consegue compreender o que eu digo, provavelmente já passou por isso ou está passando.

Porém, comecei a pensar como eu, como cristã, deveria me portar diante disto (tento pensar por dessa forma, senão escolho os piores comportamentos). Percebi como essa minha “indiferença” estava afetando também meu relacionamento com Deus. Para mim já estava sendo comum (sem muito efeito pessoal) declarar “sigo a Jesus”, “amo o meu Deus” ou até mesmo “Deus, eu te amo!”. Acreditar em Deus começou a ficar confuso para mim. Afinal de contas, eu acredito até que ponto? De que maneira? Em quais situações?

Nesta época eu estava lendo Hebreus. Dando continuidade à leitura, depois de muito pensar e me questionar, obtive uma resposta. No cap. 11 deste livro, não só temos explicação sobre o que é a fé, como também temos grandes exemplos de pessoas que viveram através dela.

Entendi que a fé mostra que o desânimo só me faz olhar para os obstáculos que existem e existirão na minha caminhada. Sei que quando eu acredito que minha vida é primeiramente direcionada pelos princípios de Cristo, eu posso confiar, obedecer e esperar o tempo certo de cada coisa. Ter fé me faz ter esperança e entender que o desânimo é comum, mas que eu tenho um motivo maior para acreditar que ainda há novidades a se esperar!

Por fim, compartilho uma música que muito me agrada, com a qual me identifico nesses momentos de desânimo. Com vocês, Eduardo Mano!





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Vem me socorrer

12 de mar. de 2012 |


Essa música tem um significado forte para mim, desde a primeira vez em que a ouvi. Curto muito o trabalho da banda Palavrantiga e, em especial, o Marcos Almeida, pelo qual tenho grande admiração, pelo pouco que conheço dele através da internet.



Voltando à música, sempre que a escuto sou envolvida por muitos pensamentos sobre minha condição de vida, meu relacionamento com Deus, minha dependência d'Ele e, muitas vezes, minha ignorância de pensar que tenho algo além d'Ele (tudo passará). Dessa vez, gostaria de compartilhar o que me ocorreu.

Logo no início da música, ouvimos “Não tenho um tom, não tenho palavras, não tenho um acorde que me socorra agora. Tudo foi embora; só tenho você!”. Naturalmente, lembrei-me de situações em que eu me sentia assim. Sem forças, sem nada, somente com uma vontade enorme de que Deus me ajudasse a recuperá-las de alguma maneira. Envolvida por essa necessidade de auxílio, eu sentia minha fé gritando, como se ela tivesse dado um sinal de vida. Percebia que, nos momentos de fraqueza, eu me sentia mais próxima de Deus... afinal de contas, parecia ser a única alternativa.

Depois de pensar nessas coisas, fiz uma pergunta ao Luiz (lindo!): porque é mais fácil o ser humano se sentir próximo de Deus nos momentos de fraqueza? A resposta foi simples e objetiva: “É nessas horas que nós, momentaneamente, reconhecemos que não podemos fazer nada sem Ele. Depois, voltamos a viver por nossas forças.”

Entendi que dependemos de Deus de uma maneira muito egoísta. É fácil buscá-lo quando estamos angustiados por algo e nossa condição humana não consegue processar de imediato. Quando estamos bem, esquecemos que não seríamos nada sem o amor e o favor imerecidos de Deus.

Erramos ao fazer de Deus nosso amuleto da sorte, ao nos rendermos a simbolismos supersticiosos, quando O buscamos quando nos convém. Nossa condição humana nos leva a esses comportamentos.

Quando, finalmente, eu percebo essas minhas falhas como humana, o refrão desta música faz todo o sentido pra mim. Não por eu estar passando por momentos difíceis na vida, mas por reconhecer que, em qualquer situação que eu estiver, sem Deus, eu sou errante sempre.


"Eu canto pra ti
Sei onde estou
Olhando pra mim posso saber
Que nada sou

Eu grito pra ti oh Deus
Vem me socorrer
Olhando pra mim posso saber
Que nada posso fazer"

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Conversão

26 de dez. de 2011 |


Hoje acordei praticamente assistindo uma reportagem na TV. Mais uma lição de vida, motivada por um acidente de trânsito. O sujeito da reportagem havia se envolvido em um acidente, por estar embriagado, resultando em uma paraplegia. Atualmente, o cara se empenha em um  programa de conscientização a respeito desse assunto. 



Parei pra pensar em quantos casos como esses eu vi, quão comum é uma pessoa dispor tempo de sua vida em prol do outro após se envolver em alguma situação conflitante, muitas vezes atingindo gravemente o físico e emocional. A pergunta que me fiz, nesta manhã, foi: porque muitas pessoas precisam de algo do tipo para despertar a importância da vida e de ajudar o outro? Será que aprendemos a valorizar mesmo o que temos somente quando corremos o risco de perder, ou de fato perdemos?

Cristo, em seu maravilhoso exemplo de vida, baseado em renúncia e entrega, nos mostra um caminho certo a seguir. Basta abrirmos a Bíblia para vermos que sua passagem na terra como homem foi comprometida verdadeiramente com o outro e suas vivências.

Quando aceitamos a Cristo, temos afago para nossa própria alma e Seus cuidados são indescritíveis. Entretanto, chega um momento na nossa caminhada no qual somos desafiados a fazer o mesmo com alguém. Somos cuidados para cuidar.

Onde quero chegar, então? Compartilhar com vocês que se pararmos um pouco pra pensar, não precisamos sofrer algo muito pesado ou conflitante para sermos mais humanos. O encontro com Cristo, em si, já deve ser suficientemente motivador para levarmos a vida a sério. Vivemos para Ele e por Ele! Precisamos de fé e coragem para permanecermos no desafio.

Deixo, pra não sair muito do comum, uma palavra de incentivo que Paulo disse à igreja de Deus em Corinto, na época: “
Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos. Todos os vossos atos sejam feitos com amor”. [ICo 16:13,14]



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O Amigo Revelado

23 de dez. de 2011 |










Hoje tenho a oportunidade de compartilhar com vocês sucintamente um conto de Caio Fernando Abreu, intitulado O inimigo secreto. Característico dos contos, este em questão não faz referência a datas ou muito sobre a identidade do personagem, mas ao longo da leitura aprendemos muito sobre o caráter de um homem, que vai sendo revelado por cartas de um ‘inimigo secreto’. As cartas, enviadas por esse tal inimigo, não poderiam ter conteúdo diferente de acusações que sempre trazem à tona pensamentos e situações do próprio personagem ao longo de sua vida. A grande surpresa está no final do texto, onde descobrimos que o autor das cartas é o próprio sujeito, vivendo uma grande crise de remorso que o julga por tantos erros cometidos. Atormentado por muitas lembranças amargas, ele se mata. Não fiquem injuriados por eu ter revelado o final, pois ainda assim vale a pena ler o conto e ver que grande canalha o cara era (e se a carapuça servir, tenha a boa vontade de terminar de ler esse meu humilde texto).


A surpresa que tive ao terminar de ler este conto me despertou a respeito de um assunto que considero um tanto quanto importante (senão o mais). Vamos “comemorar” o natal neste final de semana, época em que amigos secretos/ocultos estão no auge contracenando com pessoas empenhadas a escrever e procurar sobre o verdadeiro sentido do natal. Sempre as mesmas trocas de presentes, trocas de frases reflexivas e textos afetivos que, de boa, enche o saco. Mas, se você curte, eu te aceito mesmo assim (viva as diferenças!).

Neste clima natalino, famílias são incentivadas a fazerem aquela bonita reunião e a aproveitarem as ofertas das lojas para terem sucesso na demonstração de afeto aos parentes e amigos. Existem pessoas que têm o privilégio de participar de algo bacana e outras que não. Independente de onde participa cada corpo é acompanhado por uma subjetividade que vivencia mais um 25 de dezembro!

Finalmente, chego à primeira coisa que gostaria de pensar com vocês. Não é difícil ouvir de jovens, adultos e idosos um comentário de desilusão a respeito do natal. Afinal de contas, não se pode mais sentir aquele clima gostoso e alegria que se sentia enquanto criança. Há diversas razões para aquele encanto natalino ir embora, mas baseando-me ao conto que vocês já devem (deveriam, pois é muito bom!) ter lido, quero falar daqueles conflitos internos que carregamos por toda uma vida. Os que dia a dia nos tornam mais fracos, menos desejosos e menos otimistas. Rendidos aos nossos próprios pensamentos confusos e cansados, os dias passam ser apenas dias comuns. Somos errantes e temos que conviver com nossas falhas constantemente. Entretanto, muitas falhas tomam proporções tão grandes e são tão atordoantes, que algumas pessoas somente encontram saída ao findar sua existência (como no caso do personagem).

A segunda (e quase última) coisa que gostaria de falar é a respeito de alguém que me faz encarar todos os meus conflitos, me desafia a resolvê-los e me faz aprender todos os dias. Esse meu amigo não só me faz alegrar-me no dia do Natal, assim como na maioria dos meus dias (mesmo com os conflitos presentes). Aliás, esse assunto me parece relacionado ao tão procurado sentido do natal. Vocês conhecem um comentado Jesus, que nasceu numa manjedoura, no meio de alguns animais (os racionais também, hehe), gerado por uma mulher que engravidou de um Espírito (Santo!), que quase foi jurado de morte por Herodes e que mudou toda a história da humanidade? Esse mesmo! É este o alguém que me ajuda.

Sabe por que eu posso comemorar o natal? Não por eu ter para onde ir, por eu saber de onde surgiu essa história toda, por eu estar em paz comigo e com o mundo ou por que as pessoas “normais” comemoram. Mas, porque é o aniversário de quem faz diferença na minha vida hoje. De quem nasceu para muitos, mas que eu posso sentir seu cuidado tão único e particular em minha vida. De quem não me deixa ceder e pensar que o fim da minha existência é o fim dos meus pecados. Alguém que me disse: eu te liberto de todos eles, mas antes, vamos juntos resolvê-los? O dia do Natal me faz lembrar de todos os dias em que posso simplesmente pensar “oi, Pai” e sentir uma paz e segurança porque Ele, Jesus Cristo, é vivo e é vivificador!

O verdadeiro sentido do natal e melhor presente está disponível para todos! Incrivelmente e principalmente a você, que ainda se considera como seu inimigo secreto (ou não)!


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Marco Zero

2 de dez. de 2011 |












Enfim o dia 02 de dezembro de 2011 chegou! Se você acompanhou toda a "perturbação" que geramos nas redes sociais, deve estar aliviado! O título deste texto é bastante significativo, pois hoje começa a história do JuveMetodista BLOG. Uma história que começa a ser escrita hoje, literalmente!


Poucos meses atrás, desafiei alguns amigos para participarem deste projeto junto comigo e, felizmente, todos aceitaram prontamente. Desde então, somam habilidades e ideias e fazem tudo isso se tornar possível.

Anna, Caio, Cecilia, Daniel, Eliézer, George, Igor, Samara, Samuel, Talita, Vinicius e eu, desejamos sinceramente que você curta este espaço e sempre encontre aqui algo interessante, construtivo, edificante, etc. Vamos nos esforçar o máximo para isso, pode ter certeza!

Obviamente não dá pra saber aonde chegaremos, por quanto tempo fará sentido manter este BLOG no ar; não dá pra saber se teremos leitores/seguidores, se a equipe atual permanecerá até o fim ou se haverá um fim. Sabemos somente que este é um começo! O começo de uma história que queremos escrever junto com você! Se você for nosso principal parceiro, poderemos chegar longe, muito além de onde imaginamos!

Mas, aproveitando que falei em parceria, agradeço aos Blogs parceiros, que nos ajudaram até aqui e continuarão ajudando! Sem estes caras, todo o barulho que estamos fazendo na internet hoje, não seria possível!

Estamos desenvolvendo uma linha de produtos voltados para a juventude cristã e acreditamos que vocês gostarão bastante. Serão camisetas, marca página, cartões, etc. Além disso, em breve anunciaremos eventos direcionados a este público! Aguardem!

Este BLOG não é ligado a nenhuma instituição da Igreja Metodista. Apesar do nome, não divulgará conteúdos institucionais ou políticos dela, por isso o slogan: "Verdades sem rótulos". Este é um espaço para todos, cristãos ou não; é destinado a qualquer um que tenha interesse de ler textos sobre fé, missão, teologia, cristianismo e tudo que for relacionado a essas coisas. Sabemos que este nome pode gerar algum tipo de resistência em você, mas confie, não vamos levantar nenhuma bandeira aqui, além da do Reino de Deus.

Então, está oficialmente lançado e inaugurado o JuveMetodista BLOG! Contamos com sua presença por aqui todos os dias. Convide seus amigos. Sinta-se "em casa", sempre.

Muito obrigado por participar deste momento tão especial!

Forte abraço,

Luiz Fernando Pimentel
Equipe JuveMetodista BLOG  

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