Uma igreja criativa ou evangelização criativa?

17 de out. de 2012 |



Você já percebeu que em nome da “evangelização”, pode quase tudo? Comecei a reparar isso faz um bom tempo.

Na maioria das igrejas, ainda, a dança não é bem vinda; não a vemos nos cultos nem nos ambientes eclesiásticos, como festas e confraternização dos crentes. Mas é só marcar um evangelismo em alguma escola, que montam, ou pior, convidam, uma equipe de dança para fazer uma apresentação e chamar a turma, para verem que não somos diferentes dos outros, a não ser na mensagem.

Fazemos isso também com o teatro: vemos de forma rara teatro na igreja, tirando, é claro, a sala de criança (ai, que inveja delas!); mas é só marcar um evangelismo em uma praça, que ensaiamos uma peça, usamos roupas e até maquiagem para mostrar que a criatividade e a arte podem apontar para Cristo.

E, assim, várias outras formas de arte e costumes são “justificadas” com a evangelização: Os palhaços com muito humor, música “secular” para falar de um assunto, filmes, contadores de histórias, poemas, sk8, pintura, um grupo tocando tambores;  já ouvi até tatuagens sendo justificadas porque uma pessoa viu a cruz e perguntou o que era e o tatuado pode testemunhar de Cristo.

Se a sua igreja não deixa você fazer algo, tente justificar que é pra evangelismo que você vai ver que dá certo... quase sempre relevam.

Parece que algumas regras, métodos e formas criadas para a igreja não se aplicam à evangelização, assim, cria-se uma “brecha” para poder ter ministérios paralelos à igreja, mesmo sendo, no fundo, da igreja.

Este tipo de regras é incoerente, mas quero dar outro foco agora e não nas regras. Preciso fazer duas ressalvas: 1- Eu, discordando da maioria dessas regras de uso e costume, acredito que são opiniões de pessoas que estão na liderança. 2-Acredito que se a pessoa decidiu congregar em uma igreja, ela tem que respeitar a liderança local e suas regras.

Quero falar sobre esse Evangelismo Criativo.

Por muito tempo estudei e corri atrás de um evangelismo criativo, pois queríamos atrair o maior número possívl de pessoas para ouvir o que tínhamos para falar e mostrar que podíamos ser descolados também.

Foi quando percebi que corremos o risco de estar fazendo uma “propaganda enganosa” para os que não conhecem a igreja, pois cara que fosse atraído com aquela apresentação e mensagem, quando chegasse na igreja pensaria: “essa igreja não é a mesma que eu vi lá na minha conversão”.

Mesmo o Cristo sendo o mesmo, aprendemos a ter uma forma para evangelizar e outra como vida em igreja.

Não acredito mais em Evangelismo Criativo; acho que pode ser um tiro no pé.  Acredito em igreja criativa, que vive as multifaces de Deus em sua vida diária e em seus cultos.

Um lugar em que todos possam demostrar seus dons, um lugar onde a gente é surpreendido a cada momento com o que Deus está fazendo, um lugar com liberdade para a arte aparecer e apontar para o verdadeiro artista:  o Criador.

Dessa forma, não vamos mais precisar de um evangelismo diferente do que vivemos, pois é só mostrarmos quem nós somos diariamente: Filhos à imagem e semelhança do verdadeiro Artista, do Criador.

Marcos Botelho | Marcos já foi citado em um dos nossos posts, na série "1 bom exemplo, por favor". Se quiser conhecer um pouco sobre o trabalho dele, clique aqui.

Publicado originalmente no Facebook.


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Que evangelho está sendo pregado?

18 de set. de 2012 |


Levar a palavra de Deus às pessoas é algo muito bom. Na verdade, é um dever de todo cristão, logo algo que deve ser feito, ou pelo menos deveria, de maneira que levasse as pessoas a conhecerem o verdadeiro Deus. Entretanto, ultimamente tenho pensado bastante se estamos nos preparando para isso. Será que estamos fazendo o que deveríamos fazer? Para exemplificar, vou utilizar algo que vi nos últimos dias. 

No último domingo (16), em Vitória, um pai matou a própria filha degolada. Uma criança de apenas nove anos. Enquanto matava a filha, ele gritava que era um enviado de Deus para mudar a história do mundo. Ao ser preso por policiais, ele afirmou que estava “possuído pelo inimigo”. Aí vem onde quero chegar: parentes do rapaz, falaram que ele era novo convertido, frequentava a igreja há apenas dois meses, mas ficava trancado dentro do quarto apenas lendo o livro de Apocalipse. 

Infelizmente, esse caso não foi o primeiro aqui em Vitória, em que uma pessoa cometeu uma atrocidade e mostrou um certo fanatismo religioso; inclusive, acho que esses casos têm acontecido até demais. Então começo a me perguntar: que evangelho é esse que está sendo pregado por aí? 

Não quero discutir se estava possuído ou não. Acho que, nesse momento, isso é o que menos importa. Mas precisamos abrir os olhos para a seriedade do assunto;  afinal, estamos lidando com vidas. Cristo nos deu uma missão maravilhosa em Marcos 16.15:  “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda criatura”. Mas é preciso estar preparado para realizar essa missão;  não basta apenas querer fazer e não se preparar para isso (taí outro problema que dá pano pra manga, mas isso é assunto para um outro dia). 

É claro, queridos que há casos e casos... não estou aqui afirmando que ele fez o que fez por conta da igreja que frequentava. Mas, neste caso específico, fiquei me perguntando: qual a orientação que esse cara ouviu? Por que só lia Apocalipse? Por que só ficava trancado no quarto? Que evangelho é esse? Volta e meia, pessoas que não veem mais motivação na vida, desesperadas, ou que não sabem mais o que fazer, procuram as igrejas em busca de respostas. Fatalmente, o que elas ouvem se torna verdade absoluta. A equação é simples. Se aprenderem de um modo equivocado, vão agir de modo equivocado. 

Fazer a obra de Deus é algo muito sério. É preciso amor, preparo, comunhão e compromisso com Deus. Que possamos, a cada , nos preparar melhor para sermos usados por Deus. Até porque, a missão é nossa.

Filipe Souza
Filipe Souza
Cristão, jornalista e observador. Quero apenas aprender com tudo que acontece ao meu redor e poder compartilhar isso com as pessoas. É isso!
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Como vocês, leitores fieis, já devem ter notado o Filipe é novo por aqui! Ele estava na equipe do Blog pra nos apoiar no Missões, que é algo que esperamos colocar em funcionamento em breve, e agora está também na equipe de editores do #JuveMetodista BLOG! Ah, jovens solteiras, tirem o olho, o rapaz é noivo da Talita Cellia.

Então pessoal, depois desta prolixa apresentação, peço a vocês que desejem boas vindas ao nosso editor!

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Até que um entenda

23 de ago. de 2012 |

Aprendemos durante nossa vida de “crente,” que aceitar Jesus como Senhor e Salvador é repetir uma reza decorada: “Eu aceito Jesus como Senhor, arrependo-me dos meus pecados, creio com meu coração que Ele ressuscitou dos mortos.” Por que nós crescemos acreditando que isso é suficiente pra Jesus entrar no coração de uma pessoa? Por que acreditamos que isso, verdadeiramente, salva a pessoa?

Já escrevi uma vez sobre esse assunto e o meu foco hoje é outro. Quero, através deste texto, chegar a um entendimento sobre essa teologia porca e manipulativa que aprendemos.

O que é missão? O que é evangelismo? O que é discipulado? As respostas a essas três perguntas nos levarão a entender o que Jesus tentou ensinar, durante três anos, e poucos entenderam. 

O que é missão? Ultimamente, quando falamos de missão, pensamos logo em base missionária e desafios transculturais, quando, na verdade, os que estão no campo simplesmente entenderam o que é entregar a vida pra Jesus. Qual o propósito de você não ser arrebatado quando, verdadeiramente, você entrega sua vida pra Jesus? O propósito é puro e simples: você deve viver pras pessoas quando isso acontece! Deus não quer sua adoração de boca; Ele não quer suas belas canções; Ele quer VOCÊ! Ele quer seu corpo como sacrifício vivo e agradável.

O que é evangelismo? Jesus passou três anos na Terra, única e exclusivamente evangelizando. Ele entregou sua vida ao Pai em prol do outro, em prol de pessoas como Pedro e como Paulo... e, enquanto Pedro não entendeu a mensagem, Jesus não concluiu seu ministério na Terra; então, podemos dizer que Pedro só entregou sua vida pra Jesus, verdadeiramente, quando Jesus apareceu pra ele em João 21. Nesse momento Pedro foi salvo e viveu uma vida sendo discipulado pelo próprio Deus e sendo base pra o que eu e você somos hoje.

O que é discipulado? O discipulado começa quando a pessoa entende que não é capaz de controlar a própria vida e, através da amizade, nós somos capazes de ajudar o nosso próximo a viver em paz em meio às dores da renúncia. Discipulado não é essa coisa mecânica que aprendemos: que, uma vez por semana, eu ministro alguns estudos pros meus discípulos... você só é um discipulador quando você não é capaz de controlar a sua vida; o que faz de você um bom discipulador é você entender que não é melhor do que a outra pessoa; é você entender que precisa dela, mesmo ela sendo uma nova convertida. Não sou capaz de guiar ninguém e muito menos guiar minha própria vida.

Até que um entenda, vamos viver uma vida miserável onde as pessoas não têm referência nenhuma do que, ou quem é Deus. Estamos nesta Terra passando tempo e deixando nossas necessidades falarem mais alto que a nossa convicção em Deus. O que é prioridade pra você: as coisas ou as pessoas?

Até que um entenda, o nosso país não mudará a corrupção, não será um país justo, pois você está tão ligado às suas necessidades que vota por conveniência, entregando, ,sua cidade nas mãos de pessoas iguais a você, que estão entrando no governo por pura conveniência; que estão entendendo que suas necessidades são mais importantes que os interesses de uma nação.

Voltemos ao evangelho e trabalhemos ATÉ QUE UM ENTENDA!

Juninho Porto
Juninho Porto
Olá, meu nome é Juninho Porto, tenho 27 anos e sou missionário da JOCUM (Almirante Tamandaré) Curitiba/PR. Trabalho com o "SIGA"(Equipe Móvel de evangelismo).
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Evangelismo na redes sociais, funciona?

2 de ago. de 2012 |



Será que vale a pena postar ou replicar (compartilhar) alguma imagem bonitinha com alguma frase de efeito que gere uma certa comoção, na espera que as pessoas do seu Facebook sejam tocadas o suficiente e aceitem a Cristo? Foi a pergunta que fiz ao nosso movimentado grupo de blogueiros do Facebook. 

Foi algo que pensei um tempo atrás e me perseguiu, até encontrar uma fanpage que dizia no seu conteúdo de boas-vindas: "EVANGELIZAÊ - Compartilhe uma photo e leve a palavra para todos seus amigos". Pensei comigo: Que palavra? Se formos pensar no sentido entretivo disso, realmente, uma palavra de efeito será levada, mas, você pode ir ao site Pensador.uol.com.br, que encontrará diversas frases de efeito, ou uma palavra que pode mudar seu pensamento, talvez algumas de suas atitudes também, mas infelizmente, afirmo, elas não vão ter poder para mudar toda sua vida.

Antes que haja uma má interpretação da situação, esclareço: não somos contra esse tipo de ação nas redes sociais... pessoalmente, acho muito interessante; até legal. Vejo que é um começo, uma boa ferramenta até. A crítica não vai a algum determinado ministério, ação ou fanpage, mas direciono para o nível de eficácia desse tipo de ação. Será ela o suficiente para tocar uma pessoa? E se for, será que estamos prontos para acolher esse "novo convertido"? O ministério, sendo online, o cara mora do outro lado do mundo; para qual igreja poderemos indicar que ele vá? Como funcionará tudo isso? Seria o começo das igrejas online?

Posso estar pensando de forma racional e tendo pouca fé... Talvez... mas, se não pensarmos nisso, parte das nossas ações serão em vão. Para outros colegas do grupo, a ação estava mais para um certo comodismo, igualado ao trabalho evangelístico televisivo. Afinal, para que ir até à África, se temos a internet? - certamente, na África não deve existir tanto acesso à rede como em outros países, infelizmente - Logo, eu e o Thiago André buscamos analisar a situação de uma forma plural e crítica.

Para Thiago, evangelizamos online para tirar o peso da consciência de não fazê-lo "corpo a corpo". Como na maioria das coisas, nossa geração tem sido superficial, até para fazer novos discípulos. Fazemos, hoje, parte de uma geração que deixa a TV/Internet criar nossos filhos. Fazemos o mesmo com nossos Filhos na Fé: evangelizamos, pra depois deixar os Telepastores os "criarem" . Temos, assim, uma geração de cristãos criados por programas evangélicos na TV/Internet. (SIC)

Eu acredito que está mais para uma geração de bitolação interativa e digital. Graças (em parte) à cibercultura que se formou nos últimos 10 anos e à TV, que já existe há 60, que têm sido nossos principais meios de informação, intelectualidade e interatividade, perdemos nossas raízes; as escolas bíblicas dominicais estão vazias, porque os DVD`s de certos ministérios chamam mais atenção e ensinam (menos) tanto quanto a EBD. Estamos numa cultura do fast food (isso é clichê, eu sei) e da interatividade. Tudo que chama nossa atenção vem por meio de telas luminosas. É triste e, infelizmente, nós cristãos ainda não aprendemos a lidar com isso ou fazer alguma coisa de forma eficaz online. 

Por fim, concluimos que o ministério cibernético não vale de nada sem o 'corpo-a-corpo'. O ponto problemático não está em usar a mídia como ferramenta; o problema está em reduzir a Grande Comissão apenas às mídias. A Grande Comissão é feita de olhos nos olhos, corpo-a-corpo, talvez até de um telefonema ou um chat no MSN... mas eu tenho certeza que não vai ser por meio de imagens e frases de efeito que haverá uma comoção mundial. Porém, não deixa de ser um começo.


Felipe Nogs é parceiro do JuveMetodista Blog desde o início e é o "manda chuva" do Nogs Blog e do Solomon. Idealizador e moderador dos grupos Blogosfera Cristã e Discussões & Debates Cristãos, entre muitos outros. Estuda jornalismo na PUCRS.

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Pra frente Brasil: Olimpíadas 2012

30 de jul. de 2012 |


Há duas semanas escrevi um texto intitulado Pra frente Brasil que remetia à saudosa seleção de futebol da Copa do Mundo de 1970. Hoje, gostaria de refletir acerca do que está na mídia e na cabeça de milhões, talvez bilhões, ao redor do mundo: as Olimpíadas de Londres.

Sabem? Fiquei admirado ao assistir a abertura dos jogos Olímpicos. Foi impressionante a superprodução de cinema que fizeram acontecer dentro do estádio. Ver a verdadeira rainha Elizabeth II contracenar com James Bond, o 007, e o Mr. Bean tocando teclado com uma orquestra de verdade, não tem preço! Outra coisa que me chamou a atenção nesta abertura, mas que, creio, fugiu à observação de grande parte das pessoas, foi quem estava sentado logo atrás da rainha, em um lugar de super-honra: o arcebispo da Cantuária, Rowan Willians. Ele é o líder máximo da Igreja Anglicana, igreja oficial da Inglaterra e da qual John Wesley, fundador do metodismo, fez parte até sua morte.

Admito que ver este lugar de proeminência que uma liderança cristã tem naquele país, gerou-me um sentimento duplo, pois, ao mesmo tempo em que este fato marca a forte influência do cristianismo naquela sociedade, ao longo de séculos, também me lembro da apatia religiosa que varre boa parte da Europa, em nosso século, incluindo a protestante Grã-Bretanha, com seus grandes templos e catedrais que estão virando museus, que guardam a lembrança daquilo que foram outrora, mas que não são mais. Oremos pela Europa, pois aqueles que foram responsáveis por boa parte do crescimento do cristianismo ao redor do mundo estão precisando de nossa ajuda para redescobrir a fé em Jesus Cristo.

Mas, voltando às Olimpíadas de Londres, vamos ver, nas próximas semanas, uma avalanche de notícias, imagens, jogos, transmissões ao vivo e reprises das mais diversas modalidades esportivas. Talvez você mesmo esteja vendo algum jogo ou lendo alguma notícia sobre, ela enquanto lê este texto. Independente da modalidade disputada, todos têm o mesmo objetivo: vencer! Atletas do mundo inteiro estarão em disputa para ver quem é o melhor do mundo e, aqueles que vencerem, serão coroados de honrarias, o que, com certeza, lhes trará muitos ganhos materiais.

Muito se fala sobre vencer uma competição como esta, porém, poucos estão aptos ou a fim de se submeterem às condições de treino, alimentação e disciplina que estes atletas têm. Conversando com um amigo meu, que trabalha com atletas de alto nível, alguns dos quais estão nas Olimpíadas, ele me disse que, em média, até um atleta chegar à condição de ganhar uma medalha olímpica, ele investe de 10 a 15 anos de sua vida, tendo a disciplina e as muitas exigências como companheiras constantes; e todos eles fazem isso por um objeto, que podemos pegar e cunhar, chamado medalha de ouro.

Neste momento penso, quanta dedicação por um pedaço de metal! Não estou desmerecendo todos que se dedicam para ganhá-la, pelo contrário, estes homens e mulheres são muito valorosos. Porém, gostaria de fazer uma reflexão para nós cristãos, será que temos vivido nossas vidas para Cristo com a mesma dedicação que os atletas vivem em função das Olimpíadas? Será que vivo lembrando de que a salvação que recebi de Jesus é muito mais valiosa do que uma medalha de ouro? Será que me aplico com toda a dedicação e disposição para espalhar as boas novas do Evangelho?

Gostaria de recorrer a um texto do apóstolo Paulo para nos ajudar nesta reflexão: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.” (1 Coríntios 9.25,26).

Sigamos a Jesus; vivamos buscando ser iguais ao Mestre; espalhemos as boas novas de salvação, levemos outros a conhecerem o grande Amor de Deus que existe por toda a humanidade e que está disponível em Cristo.

Se um atleta se dedica com tanta disciplina e afinco para ganhar uma medalha, eu quero viver com mais afinco e dedicação ainda, para ser achado digno da grande salvação que Deus me concedeu. Quero, com todas as minhas forças, ajudar pessoas a conhecerem a Cristo, e O terem como Senhor e Salvador de suas vidas, pois sabemos que não lutamos ou corremos por aquilo que é passageiro... nossa corrida tem a linha de chegada na eternidade.

Eu quero correr esta maratona. Você quer corrê-la também?! Que Deus esteja conosco a cada nova corrida que tivermos...


Lucas Andrade Ribeiro
Lucas Ribeiro
Sou Lucas Andrade Ribeiro, natural de Ipatinga/MG. Formado em Filosofia pela Unicamp e atualmente estudo Teologia na Fateo/Metodista.
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Dia Mundial de Evangelização

4 de jun. de 2012 |


Dia 02 de junho foi instituído o Dia Mundial de Evangelização. Fico imaginando: por que, agora, nós temos um dia mundial de evangelização? Por que temos um dia de marcha para Jesus? Precisamos mesmo gritar para o mundo que somos “crentes”, melhor, que somos crentes organizados? Quando vejo manifestações cristãs, eu me pergunto: onde estão esses crentes todos os outros dias? Pois o que eu escuto, durante um ano inteiro, é adultério na igreja, roubo de dinheiro, pastores que se preocupam mais com seus belos templos, pessoas preocupadas primeiramente com suas vidas fúteis e milhares e milhares de pessoas morrendo de fome, gritando por misericórdia ou só por um pouquinho de amor; mas nós não vemos, porque estamos preocupados com nossos projetos.

Então, pra aliviarmos nossa consciência, criamos o dia mundial de evangelização! Afinal de contas, um dia no ano, ou dois porque não podemos nos esquecer da marcha para Jesus, eu cumpri a grande comissão e expressei minha comunhão, hipócrita. Questiono-me enquanto cristão, se realmente foi pra isso que o Senhor me chamou? Passamos o ano todo brigando entre a gente, dizendo que minha igreja é melhor que a sua, dizendo que meu pastor é mais abençoado que o seu... e, um dia, somente um dia, dizemos que somos irmãos em um corpo. MENTIRA! Sabe por que as pessoas, muitas vezes, têm “fobia” de crente? Porque vivemos uma mentira, uma ou duas vezes por ano.

As pessoas não precisam somente da minha bela pregação, ou meu belo texto em um blog. Elas precisam do meu amor o ano todo; um amor palpável, um amor prático, não teórico. As pessoas precisam ver Cristo em mim o ano todo, porque, aí sim, no dia mundial de evangelização, elas vão me ouvir, porque esse dia será todos os dias; a comunhão acontecerá todos os dias. Vamos fazer Cristo em nossas vidas, mais real que nós mesmos; vamos viver uma vida pelo outro.

Não espere, meu irmão, um dia mundial de evangelização pra fazer o que você foi chamado pra fazer o ano todo, em todo tempo, pois, como já expressei outras vezes, evangelização é a expressão do que somos; por isso, não tem como ter um dia especifico, porque, se somos cristãos, isso é sempre!

Quero te pedir perdão se meu texto soou um pouco agressivo, mas, ultimamente, o Senhor tem me incomodado muito sobre o meu estilo de vida. O Senhor tem derramado sobre mim uma unção de indignação com nosso evangelho... e isso começa em mim! Preciso urgentemente de uma metanóia, uma mudança de mente radical, pois, se não for pra viver Cristo, morrer é lucro!

Juninho Porto
Juninho Porto
Olá, meu nome é Juninho Porto, tenho 27 anos e sou missionário da JOCUM (Almirante Tamandaré) Curitiba/PR. Trabalho com o "SIGA"(Equipe Móvel de evangelismo).
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OBS: Assim como informamos na última sexta-feira em nossa página no Facebook, o Juninho Porto é o nosso novo editor! Então, além de comentar o texto, deem boas-vidas ao nosso novo companheiro de caminhada!

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Pão novo

21 de mai. de 2012 |


- Dona, tem pão velho? Eu, ainda bocejando, baixei os olhos pra poder encarar o menino, de uns oito, nove anos, olhos vivos, descalço e com um cabelo loiro escuro cacheado e sujo...

- Tenho não, garoto – respondi, apenas pra que ele fosse embora logo e eu pudesse voltar pro aconchego de minha cama.

- E roupa que seu filho não usa mais, tem?

- Meus filhos já são grandes – suspirei... as roupas deles não serviriam em você. - Então me dê um copo de leite... leite tem?

- Não, não tenho... respondi, já um tanto impaciente. Mas o garotinho não desistiu. - Um copo d’água... pronto! Isso tem que ter!

Me dá um copo d’água? Cansada e louca pra me ver livre do garotinho, respondi, já com uma ponta de rispidez. - Não, não tem! A água acabou, justo hoje!

O garotinho, com um jeitinho irônico, olhou pra mim firmemente e disse:

- Ô dona! Intão vem pedi cum eu!

Espantada com a pronta resposta do garoto e com o ar de galhofa dele, estourei numa gargalhada. 

Abaixando-me, olhei nos olhos do garoto e perguntei:

- Você não tem família? Deveria estar em casa a uma hora dessas. Ainda está escuro.

Passavam dez minutos das seis horas, horário de verão, e o sol ainda não tinha dado as caras. Além do mais a manhã estava abafada e com o céu nublado... Decerto, choveria mais tarde.

- Tenho casa sim, dona... e é looonge!

- E o que você está fazendo aqui, tão longe?

- Minha mãe não tem comida em casa. Então, tenho que sair andando e pedir. E perto da minha casa, todos são pobres também.

- E o seu pai?

- Meu pai foi embora e deixou nóis tudo sozinho.

- Não vai à escola?

- Vô não... num temo dinheiro pra comprar caderno.

Prestando atenção no olhar do garoto, consegui enxergar, lá no fundo, a tristeza, o abandono, a falta de amor.

- E você fica todos os dias na rua?

- Fico sim, dona. Se não pedir comida, fico com fome. E ainda tenho que conseguir alguma coisa pros meus irmão menô... Tem um que é bebê ainda, purisso pedi o leite. Ia virá aqui e levá, olhe...

E tirou de uma sacolinha uma garrafa de refrigerante vazia, com um bico de borracha, já bem gasto, no gargalo. Abaixei-me e passei a mão na cabeça do garoto. Ele sorriu largamente.

- Vou buscar o pão, espere um pouco. Serve pão novo?

– Meu marido tinha deixado o pacote da padaria, com pão novinho, em cima da bancada da cozinha, antes de sair para o trabalho. E sorri para ele também. Afinal, já havia mesmo perdido o sono. Alargando ainda mais o sorriso, o garoto, pra minha surpresa, disse:

- Precisa não, dona... a senhora já conversô cumigo! Ninguém pára pra conversá cumigo e isso foi legal.
A resposta do menino mexeu comigo.

- Vou buscar um lanche, mesmo assim – falei – E, enquanto caminhava até à cozinha, pra fazer um café reforçado pro garoto, pensei em como uma simples conversa pode fazer diferença na vida de alguém.

Aquele menino tinha fome e precisava de tantas coisas básicas, como leite para o irmão, uma camisa pra substituir a rasgada e suja que usava...Precisava de pão e de carinho... mas ele se contentou com uma conversa! Com a atenção de alguém que, mesmo de má vontade a princípio, parou para escutar o que ele tinha a dizer. Alguém que se abaixou para olhar diretamente nos seus olhos e que lhe fez um ligeiro afago nos cabelos.

Como um raio, absorvi toda a solidão e tristeza daquela criança; a falta de amor e de aconchego, a falta de abraço e de carinho. Aquela criança não tinha boa alimentação, não tinha brinquedos, não tinha livros e cadernos, não tinha roupa adequada para a estação. Não tinha pai, a mãe não marcava presença e ainda se julgava responsável pelos irmãos menores. Não tinha sonhos, não tinha alegria. E uma simples palavra amiga encheu de luz a sua manhã, fez brilhar os seus olhinhos castanhos, muito claros, e colocou um sorriso nos seus lábios.

Como doeu, amados, aquela resposta: “Precisa trazer mais não... a senhora já falou comigo!” Que mágico condão tem a palavra! Que poder maravilhoso tem o gesto amigo. Que faculdade de mudar uma situação tem o ouvir com amor! Hoje, ainda tocam em minha casa, de vez em quando, para pedir pão velho. E eu continuo não gostando de atender, tendo preguiça de preparar uma refeição, principalmente se for de manhã, porque gosto de dormir e de acordar tarde. Mas aprendi com aquela criança a espantar a preguiça e má vontade e a repartir o pão. Não só o pão dormido com café ou leite, mas o pão novo. Não o pão quentinho da padaria, mas o pão novo da Palavra que transforma e anima.

O Pão Vivo partilhado em pequenos diálogos, o Pão que alimenta através de gestos simples e afetuosos, de olhares de compaixão, de acolhimento e amor. E esse pão jamais fica velho, porque ele se renova a cada manhã; porque ele é, a cada dia, posto a assar na fornalha amorosa do coração de todos os que creem n’Aquele que é o Pão Vivo que desceu do céu; n’Aquele que disse: “EU SOU O PÃO DA VIDA. O que crê em mim, jamais terá fome”. É isto, amados. Aprendi a repartir, sempre, Jesus Cristo: o Pão da Vida!

Lisieux Souza
Pastora, mãe da Anna Elisa e Revisora do Juvemetodista BLOG. 
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Post do Leitor #004 | Estamos evangelizando?

11 de mai. de 2012 |


Por Juninho Porto

Nos últimos tempos temos visto o evangelismo de uma forma completamente contrária às escrituras. Tomamos as formas do mundo pra evangelizarmos o mundo e, infelizmente, essa forma tem sido pouco eficaz, pois da mesma forma que vemos nossas igrejas lotarem por uma porta, a vemos ser completamente desfalcada por outra... e sabe o porquê disso? 

Não fazemos, verdadeiramente, o que Jesus nos ensinou. O ímpio não tem nenhum motivo pra nos seguir, pois o que temos a oferecer a ele é exatamente o que ele procura: uma vida próspera, de muito conforto e feliz; nosso evangelho deixou de ser escândalo. 

Às vezes nos perguntamos por que não vemos mais milagres, como na época da igreja primitiva. Fácil essa resposta: não vemos mais tantas manifestações de poder, porque não pregamos mais o evangelho do arrependimento, pois esse evangelho fere nossa consciência; e, quando digo nossa consciência, falo de nós, “os evangélicos”! Não queremos ter nossa consciência abalada, pois o evangelho nos levaria a uma mudança de mente e de vida radicais, em que teríamos de abrir mão da nossa boa vida em prol do próximo; teríamos que deixar nosso egoísmo de lado e teríamos que nos voltar pras pessoas, deixando nossas coisas e nossa zona de conforto de lado, pois foi isso que Jesus ensinou. 

Quando vemos os homens de fé, quando vemos aqueles que marcaram gerações, não vemos homens preocupados com seus belos carros, suas belas casas e a herança que deixariam para os seus filhos; vemos homens entregues por completo, porque entenderam quem Cristo era nas suas vidas. Eles acharam um Deus maior que bênçãos e bem-estar. Um Deus que os levaria mais além do que uma vida fútil e confortável, mais que uma bela igreja ou que uma bela cidade. Esses homens foram completamente transformados pelo poder do evangelho. E, a nossa primeira pergunta precisa ser: fomos transformados pelo evangelho? Pra termos essa certeza precisamos ver os frutos da nossa vida! 

Se sua mente gira em torno do quão bem sucedido você pode ser nos negócios, digo, com muita certeza: dificilmente você foi transformado por esse evangelho. Mas, se você vê a necessidade de pregar esse evangelho e levar as pessoas a terem nojo do pecado, assim como você tem, se você chora ao ver um irmão passando necessidade e prefere comer menos pra que ele também coma, e, ainda assim, estar em paz com o pouco que tem, se você sente urgentemente um desejo de que as pessoas conheçam esse Deus transformador e que leva ao arrependimento genuíno e transforma vidas, como transformou a sua... Aí sim, digo que você foi transformado e o seu relacionamento com Deus vai fazer você pregar o evangelho com tanta autoridade que vidas serão transformadas, como em Ezequiel 37.1-14, pois essa é a realidade do homem. Olhando pra esse texto, podemos ver a realidade do mundo e, principalmente, rever nossa forma de evangelismo! 

Que Deus possa levar você a aprender o evangelho de maneira que ele se torne seu único estilo de vida. E, somente dessa forma, as pessoas verão em você transformação, e elas vão querer essa transformação mais que tudo em suas vidas. Isso é evangelismo!

BIO: Olá, meu nome é Juninho Porto, sou missionário da Jocum, na base de Almirante Tamandaré (Curitiba) PR. Sou de Barão de Cocais - MG / Twitter | Facebook

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Missões - Amor, graça e esperança.

28 de jan. de 2012 |



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