Somos todos Guarani-Kaiowá

29 de out. de 2012 |


Talvez tenha começado com os gritos em Paris, em maio de 1968, quando Daniel Cohn Bendit, um dos líderes estudantis do movimento, judeu e alemão, foi expulso da França: somos todos judeus alemães! Cohn Bendit afirmou numa entrevista a France Press, em 2008, que para ele essa era a imagem de 68 que persistia, "o espírito de solidariedade multirracial da época... estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está."

A mim me parece que esse slogan teve tanto impacto, também, porque não havia tanto tempo que a segunda guerra e o avassalador holocausto judeu tinham terminado. Ou seja, somos todos judeus, esses mesmos que estiveram completamente desamparados e abandonados por todos alguns poucos anos antes. Conhecer a atrocidade que levou ao fim de milhares de comunidades e assassinou seis milhões de indivíduos é fundamental para entender o que é o mundo hoje. É como se as fronteiras do aceitável tivessem se alargado para permitir que tais situações ocorressem e que a própria concepção de humanidade fosse revisitada para abarcar o inominável, o inaceitável, o inexplicável, mas ainda assim, real.

De lá para cá, inúmeras foram as situações onde tal alargamento da concepção de humanidade foi útil... se não, como conceber o massacre de Ruanda, por exemplo? E agora, diante de nós, na mídia, nas nossas redes sociais, se delineia mais uma dessas situações: a declaração de morte coletiva de um grupo Guarani Kaiowá. 170 indios, dos quais 70 crianças, que pedem à justiça brasileira que sua morte seja decretada e que tratores sejam enviados para enterrarem os corpos. Chegaram a esse extremo depois que o estado brasileiro falhou fragorosamente em garantir os direitos desse povo, assegurando a ele condições de viver. Hoje a média de suicídios entre os Guarani Kaiowá é de uma pessoa a cada seis dias. Os homicídios também são frequentes. Tudo fruto da completa falta de perspectiva de um povo que vive num pequeno fragmento do que era sua terra, cercado de pistoleiros e completamente desprotegido. Para uma ótima análise do caso, vale a pena ler a coluna de Eliane Brum.

Retomando as palavras de Cohn Bendit: "estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está." Mas, aqui parece que o final da frase não é esse e sim: ... e, de repente, está sim... sozinho, abandonado...

A campanha "somos todos Guarani Kaiowá" traz, talvez, a esperança que o final da frase volte para o original e que o povo Guarani Kaiowá consiga uma empatia e uma mobilização da acomodada sociedade brasileira para mudar seu destino. Se não, toca a alargar ainda mais a concepção de humano, para que abarque mais um genocídio inominável.

Por Nurit Bensusan
Originalmente publicado em Nosso Planeta, O Globo

Tive acesso a este texto através do Facebook da Sand de Jesus, e pensei em compartilhar com vocês! Apoiar o direito destas pessoas é ter, entre muitas outras coisas, sede de justiça.  

Luiz Fernando Pimentel
Equipe #JuveMetodistaBLOG

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Juntos somos melhores

30 de mar. de 2012 |


Nas últimas semanas tenho ouvindo muito essa frase. Isso se deve ao fato de que minha igreja está iniciando uma série de estudos,pregações e ministrações que têm como tema a unidade da igreja. Paralelamente a esse projeto da igreja, surgiu uma grande ideia! Um dia, fuçando 'atoamente' o Facebook, uma amiga compartilhou um vídeo de um Flash Mob gospel que aconteceu em São Paulo, no final do ano passado.

Aquele vídeo mexeu comigo e me deu uma vontade enorme de fazer algo parecido aqui em BH também. Saí marcando todo mundo que eu suspeitava que iria topar fazer aquilo e, como muita gente disse que sim, fiz um grupo no Face pra discutir o assunto. 

Fato foi que eu mesma não esperava que muita gente fosse animar e não acreditava que aquilo sairia do papel. Foi quando um foi chamando o outro, o outro foi chamando mais uns e marcamos os ensaios. Foram algumas poucas semanas de ensaios e fui obtendo o apoio de algumas igrejas. Numa jogada de pura fé, a líder da mocidade da minha igreja marcou o dia da apresentação para 24 de março. Tínhamos menos de um mês. Fomos indo, pela fé...ensaios aqui, ensaios acolá - não conseguíamos marcar ensaios com todo mundo que dizia que ia apresentar conosco, porque os dias e horários nunca coincidiam.

Semana da apresentação: correria para conseguir alvará junto à Prefeitura, correria para conseguir gerador de energia, correria para achar gráfica que imprimisse rápido 2000 folhetos...correria, cansaço...stress. Comecei a me preocupar de como seria quando juntássemos todas as igrejas que estavam ensaiando...o único dia que encontramos, foi no próprio dia da apresentação. Como poderia dar certo? Não tínhamos marcado as posições de cada um, não sabíamos como estavam os demais grupos, cada um tinha ensaiado de um jeito.

Bom pessoal, não estou querendo tomar muito o tempo de vocês. Só estou relatando isso porque estou feliz! Estou feliz porque O Deus a quem sirvo me surpreende a cada dia. Ele é um Deus criativo, que nos usa de maneiras incríveis. Basta nós querermos! No ensaio geral- no dia da apresentação- foi surgindo gente de nem sei onde! Nunca vi minha igreja tão cheia de jovens! Gente de toda parte da grande BH, que eu nunca tinha visto mais lindos!Juntamo-nos para ensaiar e...O QUE? COMO ASSIM? Tudo se encaixou! Não foi preciso passar a música mais de três vezes. Só precisamos de alguns ajustes. 

Findo o ensaio, 'bora' pra Praça da Liberdade, lugar no qual tivemos a LIBERDADE de dançar, cantar e gritar pra quem quisesse ouvir que JESUS É A SALVAÇÃO e somente n'Ele, ainda que presos, somos LIVRES. De lá fomos pra Praça 7, no Centro de BH. Ali foi ainda mais comovente dançar entre hippies, transeuntes, trabalhadores, moradores de rua e ver muitos deles com os olhos cheios d'água, acreditando naquilo que cantávamos.

No final do dia, reunimo-nos para um culto de gratidão, no qual fomos ministrados a respeito do AMOR incomparável de Deus por nós. Aprendemos que, por Deus nos ter amado, TEMOS que amar uns aos outros. Foi lindo! Foi mais que lindo... foi MARAVILHOSO! Fomos mais de 90 pessoas dançando. Contando com a ajuda indispensável de mais um 'bocado' de irmãos, fomos mais que 150 pessoas trabalhando neste evento.

...Mais de 150 pessoas JUNTAS...

Deus me mostrou e me ensinou de uma maneira prática, amorosa, criativa e LINDA que, indiscutivelmente, JUNTOS NÓS SOMOS MELHORES, MUITO MELHORES!

"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu vos amei, vocês DEVEM amar-se uns aos outros". [João 13.34]




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Hora do Planeta 2012

29 de mar. de 2012 |

O QUE É?
A Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

QUANDO?
Sábado, dia 31 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes e participe da Hora do Planeta 2012.

ONDE?
No mundo todo e na sua cidade, empresa, casa... Em 2011, mais de um bilhão de pessoas em todo mundo apagaram as luzes durante a Hora do Planeta.

Fonte: WWF Brasil
Mais informações: Hora do Planeta 2012

"Cada pessoa tem o poder de mudar o mundo em que vive."

Nós apoiamos esta iniciativa!

Equipe #JuveMetodista BLOG

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Missões - Amor, graça e esperança.

28 de jan. de 2012 |



Em breve mais informações! 

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Enquete #001 - Enfermeira, Yorkshire e o "FaceFury".

20 de dez. de 2011 |












Semana passada tomei conhecimento deste fato lamentável através do Facebook, e vi várias manifestações extremamente violentas a respeito do fato. Ontem vi que um dos meus contatos confirmou presença no evento "Queremos a prisão da Enfermeira QUE MATOU O cachorro Yorkshire na pancada".



Minha opinião a respeito do assunto, foi dada uns dias atrás no meu perfil, e se você quiser conferí-la clique em: minha opinião.

Mas eu quero saber a sua opinião. Quero que você analise a imagem acima, a captura de tela do evento no Facebook, e também a imagem abaixo:

Publicado por Reginaldo Lante.










E exponha qual sua opinião. Repare que o evento que trata de um assunto que não tem mais de 1 uma semana, já tinha quando eu fiz a captura de tela, milhares de participantes. E agora, pense um pouco em demais casos que tem ocorrido a nossa volta, enchentes, mortes, corrupção, etc.

Será que se usássemos a mesma força que temos usado contra a enfermeira, de fato mudaríamos o país? Será que há força neste tipo de mobilização?!

"Quem é o inimigo?! Quem é você?"

Deixe suas opiniões nos comentários abaixo!

Abração,



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