Jó, silêncio e esperança

7 de nov. de 2012 |


“Depois os três se assentaram no chão com ele, durante sete dias e sete noites. Ninguém lhe disse uma palavra, pois viam como era grande o seu sofrimento.” - (Jó 2.13)

A história de Jó é muito intrigante! Ela começa nos ensinando, claramente, que todos sofrem. Mesmo aquela pessoa mais íntegra e reta está sujeita a sofrer.


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A idolatria nossa de cada dia...

2 de nov. de 2012 |


Sempre pensei que a idolatria evangélica tinha como alvo nomes, ou seja, pessoas. Porém, com o tempo, novos nomes surgem, e o alvo da idolatria muda consequentemente. Então, penso que talvez a idolatria não fique restrita a nomes, mas a coisas num sentindo muito mais amplo.

Um exemplo? Música.

Muita gente idolatra a música. Dizem que a música tem poder de curar, libertar, salvar, etc. Porém, diversos textos bíblicos, atribuem estas habilidades a palavra/pregação/Jesus.

Talvez a idolatria seja direcionada ao efeito que a música causa nas pessoas, e por isso, como a música que emociona está ligada a um nome/pessoa, por tabela aquele nome/pessoa passa também a ser idolatrado.

Tem alguns temas que se tentarmos pensar fora da caixa, muita gente fica mordida, chateada, e como normalmente estas pessoas que só conseguem pensar dentro da caixa, não tem argumentos, partem pra agressão.

Então, observar um pastor televisivo pregando asneira e falar contra isso é tocar no ungido de Deus, logo, dentro desta visão, pecado mortal. Afinal, AI DAQUELES...

Dizer que a música é usada para fins lucrativos e dominativos, é pecado também... é errado. Por quê? Por que uma coisa que faz tão bem, emociona tanto a tantas pessoas, não pode ter fins mercadológicos ou de dominação em massa.

Sabe, realmente é muito complicado lidar com tanta idolatria... mas a pior idolatria é uma que ouvi recentemente dois amigos pregando e falando a respeito, a idolatria à nossa própria imagem.

Em busca de se mostrar mais santo, correto, com mais razão, com mais conhecimento - mesmo quando a realidade é absolutamente o contrário disso - muita gente perde enormes chances de aprender algo novo, pois, afinal, a imagem que criaram ao longo dos anos é algo que tem que permanecer intacta.

Ah, e dizedores de "não julgueis pra não ser julgado" dirão "não julgueis pra não ser julgado"...







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5 mentiras que a "igreja" me contou. #05

1 de nov. de 2012 |


A vida cristã e a loucura evangélica

Um antigo ditado popular diz que "de médico e louco todo mundo tem um pouco". Recentemente, este tema da loucura, especialmente no meio evangélico, veio à tona e recheou de comentários e protestos as redes sociais e até mesmo os telejornais. Em nome de um evangelho descolado e moderno, alguns arriscam, segundo eles próprios, a cometer loucuras em nome de Jesus. A autorização, de acordo com os descolados, para este comportamento de demência, pois esta é a definição de loucura, está em 1 Coríntios, capítulo 1.

Será que Paulo quis dizer aos Coríntios que qualquer tipo de loucura em nome do evangelho seria tolerada, desde que o slogan “Jesus” estivesse presente? Uma análise do contexto histórico e cultural nos ajudará a esclarecer esta loucura.

Primeiramente, devemos saber que a cidade de Corinto ficava na Grécia. Sim, claro que isso é importante! Você deve se lembrar de que a Grécia foi o berço da filosofia ocidental e se considerava   a mãe de toda sabedoria naquela época. Outra questão muito importante é que os gregos consideravam uma loucura certos ensinamentos cristãos, tais como a ressurreição, por exemplo. Então Paulo, inteligentemente, serve-se da ironia para tratar, logo no início da sua carta aos gregos, sobre a sabedoria humana e a sabedoria divina. Sim, isso mesmo! Este texto está apoiado em uma ironia.

Note como o apóstolo Paulo contrapõe os termos “loucura da mensagem da cruz” no v. 18, com a destruição da “sabedoria” dos sábios, no v. 19, pois os gregos se julgavam muito sábios em virtude de sua filosofia, que, a propósito, significa "amigo da sabedoria". Paulo se vale de seus estudos e conhecimentos dos estilos literários para confrontar a pretensa sabedoria grega com a verdade do evangelho. Ou seja, Paulo não estava autorizando nenhum tipo de loucura quando escreveu aos coríntios, mas apenas enfatizando, por meio da ironia, que a sabedoria deles, diante de Deus, era uma loucura!

Portanto, fundamentar alguma atitude de loucura em prol de parecer descolado e moderno para aqueles que ainda não são cristãos, especialmente utilizando um texto irônico, é uma loucura própria daqueles que não entenderam completamente a verdadeira loucura do evangelho.

Alexandre Milhoranza
Alexandre Milhoranza - Convidado Especial
Alexandre Milhoranza é analista de sistemas e estudante de teologia. Muito bem casado com a Ana Claudia e pai da Bárbara e do Eduardo, seus mini filósofos de plantão.
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Este texto faz parte da série '5 mentiras que a "igreja" me contou'. Desenvolvida especialmente por Alexandre Milhoranza para o #JuveMetodista BLOG.

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5 mentiras que a "igreja" me contou. #04

25 de out. de 2012 |


A vida cristã e a psicoterapia musical

Os efeitos da música sobre o ser humano são notórios. É fato consumado que a música tem o poder de alterar o estado de humor, transmitindo harmonia e paz. A música é uma linguagem que todos entendem e pode ser um elo para a união das pessoas.

A música é também um excelente instrumento para a educação. Quem nunca estudou musicalizando nomes de elementos químicos, personalidades históricas ou mesmo os livros da Bíblia? A música torna o aprendizado mais agradável e muito mais cognitivo.

Em virtude do poder e dos efeitos da música sobre o ser humano, a religião, desde os mais remotos tempos, sempre se utilizou da música. Um bom exemplo disso está descrito em Êxodo 15, que narra a música que Moisés compôs quando Deus livrou os hebreus dos egípcios. Você também deve se lembrar dos efeitos que a música tocada por Davi tinha sobre o perturbado rei Saul. No primeiro caso temos um uso litúrgico da música, no segundo, psicológico.

O Novo Testamento, inclusive, cita a música como um meio pedagógico no culto cristão. Leia Colossenses 3.16 e note como Paulo orientou a Igreja a usar hinos e cânticos espirituais para o ensino e admoestação dos seus membros. Agora compare a sugestão de Paulo com o uso que alguns grupos religiosos têm feito da música. Os mantras melódicos e as repetições de trechos de auto-ajuda substituíram o ensino doutrinário, privando a mente dos fiéis de avaliar a pregação e o conteúdo do culto que estão prestando a Deus.

Amparados pela bengala musical, os pregadores carismáticos arrebatam os fiéis que, embriagados, perdem a capacidade de discernir os espíritos, como orientou o apóstolo João. O culto se torna, desta maneira, um espaço alternativo de yoga pseudocrístã da qual ninguém sai edificado ou alimentado, mas inebriado e extasiado. Contudo, o êxtase passa... e o que resta? Nada. Fica apenas a vontade de sentir mais uma vez o efeito narcótico coletivo, um prato cheio para pregadores vazios.

Alexandre Milhoranza
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5 mentiras que a "igreja" me contou. #03

18 de out. de 2012 |


A vida cristã e as falsas promessas

Promessas. Vivemos num mundo que perdeu a consideração pela palavra falada. Se te prometeram alguma coisa, que foi não foi registrado por escrito, isto não tem o menor valor para nossa sociedade. Entretanto, nem sempre foi assim, mas houve um tempo no qual as palavras faladas tinham peso, e alguém poderia morrer caso não cumprisse o prometido.

Talvez, por saudosismo, ou por teimosia mesmo, algumas pessoas ainda vivem de acordo com este paradigma. E fazem muito bem, afinal Jesus nos desafiou a darmos credibilidade às nossas palavras quando disse que nosso “sim” deveria ser SIM, e nosso “não” deveria ser NÃO. Nada de meias palavras ou promessas vazias.

Acontece que este trauma pela falta de credibilidade das palavras faladas tem levado muitos cristãos a prometerem coisas que Deus nunca prometeu, ou pior, dar credibilidade a uma ideia que jamais foi pretendida por nenhum escritor bíblico.

Recentemente vi numa dessas fan pages do Facebook a seguinte frase: “Quem tem promessa de Deus não morre antes de ver todas elas cumpridas em sua vida”. Este tipo de argumento na Filosofia é chamado de falácia. Uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega (Wikipedia). É um argumento ineficaz, pois sabemos que existem muitos cristãos que morrem no mundo todo que não chegaram a ver seu filho de volta ao Evangelho, por exemplo. Portanto, não há como comprovar que esta ideia seja verdade se apenas um cristão morrer nestas condições. O que diríamos dele? Que não tinha promessas?

Este argumento, além de ineficaz, é também inconsistente e não possui fundamento nas Escrituras. Ora, se a frase acima se propõe a ser um “Pensamento de crente”, de acordo com a descrição da Fan Page no Facebook, é de se esperar, no mínimo, que tenha seu alicerce na Bíblia, o livro dos crentes. Logo, vamos ver o que a Bíblia diz sobre Promessas e morte. O livro de Hebreus no capítulo 11 nos traz a galeria dos heróis da fé. E bem no finalzinho do capítulo o autor diz que todos eles, apesar do seu testemunho de vida, morreram sem alcançar a promessa. Portanto, a frase em destaque, embora sirva como uma espécie de autoajuda, não reflete o padrão bíblico, especialmente em virtude da maioria dos textos bíblicos terem sido escritos quando os cristãos passavam por grandes períodos de perseguição e ameaças de morte.

Logo, ao promover este tipo de pensamento, alguns cristãos perpetuam a falta de credibilidade da palavra falada ao transformar as palavras da Bíblia em promessas vazias que jamais serão cumpridas pela simples razão que nunca foram, de fato, uma promessa.
que


Alexandre Milhoranza
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5 mentiras que a "igreja" me contou. #02

11 de out. de 2012 |

A vida cristã e a sede pelo poder

O ser humano deseja o poder. Sua vontade de dominação sobre o próximo pode ser vista desde a infância, quando um irmão tenta manipular o outro. Este comportamento pode ser observado nas empresas, onde, por meio dos trâmites corporativos, as pessoas querem que seu próximo se submeta aos seus caprichos. A noção de equipe perde facilmente para este primitivo instinto humano. Para alcançar este objetivo, inúmeras estruturas e processos sociais foram criados. Em todas as instituições sociais existem mecanismos que preveem a manipulação do próximo para subjugá-lo à dominação daqueles que estão no topo da hierarquia. A Igreja não é uma exceção a esta regra.

Como toda instituição social, a Igreja também criou seus mecanismos de dominação. Algumas pessoas, quando assumem uma determinada função de liderança, visando o fortalecimento de sua posição e a inerrância de suas sugestões (que soam mais como uma ordem), usam o trecho de Efésios 5.21-23 para legitimar sua tentativa de dominação sobre seu irmão. Neste trecho, Paulo ensina que todos devem ser submissos uns aos outros.

Essa passagem pode ser entendida sob o ponto de vista da humildade e esta interpretação também é correta. Entretanto, somente este sentido deixa margem para o líder, mencionado acima, argumentar que todos os outros devem ter humildade suficiente para acatar suas ordens e sugestões. Apesar do clima de mal-estar, todos acabam concordando por não terem argumentos melhores contra esta clara tentativa de manipulação. Contudo, ao verificarmos a palavra que Paulo usou originalmente para se comunicar com os efésios, quando tratou sobre a submissão, daremos outro sentido ao texto, que poderá ser aplicado por todos os cristãos sem deixar tanta margem para falsas interpretações.

O termo que Paulo usa para demonstrar que os efésios deveriam ser submissos uns aos outros remete ao sentido de “estar posto embaixo como um suporte”. Isto é, a posição de estar embaixo, com o significado de humildade apenas, deixa de lado a razão principal pela qual Paulo escreve, que é servir como um suporte uns aos outros. Portanto, o sentido principal deste texto não é a humildade, mas o serviço cristão. Isso fica mais claro nos versículos seguintes, quando Paulo lembra o amor e serviço que Cristo demonstrou à Igreja, que deveria seguir este exemplo.

Imagine uma mesa sem o seu suporte. Seria inútil não? A existência do suporte em si mesmo não tem muita lógica e, em contrapartida, a tábua da mesa sem um sustentador não tem muita serventia. A mesa estará completa apenas com a tábua e o suporte juntos. Este é o sentido de estar submisso que Paulo usa aos Efésios. Esta interpretação é reforçada pela linguagem que Paulo utiliza durante toda a carta, comparando a Igreja com o corpo humano, no qual cada membro tem sua função e nenhum deles dá ordens impostas aos outros membros. Aliás, no corpo humano, o único órgão que efetivamente dá as ordens é o cérebro, que fica na cabeça. Mas, de acordo com Paulo aos colossenses, o cabeça da Igreja é Cristo; e não qualquer cristão em particular, com suas tentativas de manipulação do seu próximo.

Que o Senhor te abençoe e te guarde.

Alexandre Milhoranza
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5 mentiras que a "igreja" me contou. #01

4 de out. de 2012 |


A vida cristã e a tirania das metas

Metas, objetivos e alvos numéricos, quem está livre deles hoje? Vivemos em uma sociedade massacrada pelos números. Em sua empresa você está moralmente obrigado a produzir cada vez mais sob risco de demissão caso falhe no cumprimento de suas metas. Na escola ou na faculdade seus professores exigem uma quantidade mínima de leitura e produção acadêmica, além da tirania dos ponteiros da balança que insistem em jogar na sua cara que você não está cumprindo a meta do peso ideal. Os números te sufocam. Os números te acusam insolentemente.


Entretanto você encontra em sua comunidade de fé um ambiente acolhedor, livre da opressão dos números e das metas, certo? Infelizmente isso nem sempre é verdade, pois, algumas igrejas acham que a grande comissão dada por Jesus está atrelada ao cumprimento de metas numéricas. “Você deve trazer durante este mês pelo menos uma pessoa não salva!” – pedem alguns líderes. “Quantas almas você ganhou para Jesus no ano passado?” – acusam outros. E, onde deveria ser um ambiente de restauração e refrigério, acaba tornando-se outro lugar para o cumprimento de mais tarefas e metas. Os números te acusam até mesmo na igreja.

A justificativa que muitos líderes dão está supostamente baseada no texto de João 15. “O crente deve dar frutos, senão será cortado da árvore!” - asseveram os feitores dos números. Certa vez, ouvi de um destes pastores numerólogos que os frutos que Jesus menciona neste trecho são as almas que ganhamos para o Reino de Deus. “E agora? Ainda não levei ninguém a Cristo este ano” – preocupa-se aquele irmão dedicado e envolvido com a obra de Deus. “Eu testemunhei, mas ninguém se converteu.” – confessa ele ao seu travesseiro. “Eu convidei meus vizinhos e parentes para o musical anual da Igreja, mas ninguém aceitou meu convite” – desabafa com sua pesada consciência.

Ao mesmo tempo em que a meta de quantas “almas” ganhamos para Jesus é apresentada também ouvimos que o Evangelho liberta. E isso causa confusão e frustração na mente de muitas pessoas que desejam viver uma vida cristã coerente. Porém, este conceito de um evangelho baseado em metas numéricas pode ser desfeito pelo estudo do contexto de João 15.

Nesta passagem Jesus diz que seus discípulos devem dar frutos, e isso é incontestável. Mas a qual fruto Jesus está se referindo? Uma leitura cuidadosa vai nos mostrar que Jesus esta falando do amor que seus discípulos devem mostrar uns aos outros, tal como o próprio Jesus mostrou por eles. Aqui Jesus sequer menciona o processo de evangelização que tomamos como certo para gerar tais frutos. Jesus não condiciona o discipulado a qualquer método numérico, nem projeta um sistema de crescimento por meta alcançada.

Jesus nos liberta da tirania das metas e dos números ao nos mandar amar ao próximo e não condiciona nossa ligação ao tronco com o cumprimento ou não da meta. Nossa ligação com o tronco está condicionada ao amor que temos uns pelos outros, pois, se não amamos aqueles a quem vemos como poderemos amar a quem não vemos? Se não temos amor uns pelos outros não temos o amor do Pai, e, se não temos o amor do Pai, logo não estamos ligados ao tronco.

Portanto, o fruto não é uma meta numérica de quantas almas ganhamos para Jesus, mas o ideal de uma vida de amor pelo próximo.

Que o Senhor te abençoe e te guarde.

Alexandre Milhoranza
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O gostinho ruim de não ter dado certo

17 de set. de 2012 |


Passamos parte do nosso tempo planejando. Temos objetivos a serem alcançados a curto, médio e longo prazo. Gostamos de sentir que o poder sobre nossa vida está em nossas mãos. Afinal de contas, “que cada um cuide do seu nariz”! Porém, não precisamos viver muito para perceber que nem sempre as coisas acontecem como queremos. Isso é chamado de frustração.

“A frustração é quando uma pessoa não está feliz por não ter um desejo satisfeito, mas também existem pessoas quem têm complexo de frustração, aquelas que se decepcionam com qualquer coisa.”*

A frustração é como um gosto amargo na boca. O tempo todo sentimos o gostinho ruim de não ter dado certo. Principalmente quando desejamos tanto algo. Em alguns casos, com o passar do tempo temos a chance de entender e aceitar que o melhor foi não ter dado certo mesmo. Quantas vezes penso no passado e vejo quanta coisa insignificante eu desejava!

Penso que os cristãos deveriam ser mestres em lidar com frustrações. Até porque, temos como orientador o Mestre dos mestres! Deus nos mostra, em sua Palavra, como podemos compreender melhor o assunto:

“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor.” (Pv 16.1)

Sabemos que somos falhos e nos enganamos constantemente, movidos por nossos desejos humanos. Ainda que, aparentemente, nossos planos pareçam ser inofensivos e de acordo com a vontade de Deus, não podemos esquecer de orar o “mas que seja feita a Tua vontade”.

Quando entregamos nossas vidas nas mãos de Deus, mesmo que sejamos frustrados constantemente, sentimos paz por saber que a autoridade d'Ele está sobre nós. Precisamos acreditar que Deus tem cuidado de nós e nos direcionado conforme Seu querer.

Em vez de chorarmos, pensando que nada dá certo em nossas vidas, vamos verdadeiramente acreditar que, no tempo certo, coisas boas nos acontecerão, se permanecermos fiéis! Agradeçamos a Deus por todas as frustrações que nos fizeram crescer e entender que só Ele tem as respostas certas para nossa vida!

*: www.significados.com.br








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Conversando sempre

14 de set. de 2012 |


Pensando em como eu vou indo na caminhada cristã, o que martelou na minha cabeça foi: Constância. 

Tudo que Deus mais tem me pedido esses dias é para que eu seja constante. Ele não quer mais aquela coisa de momento, aquele sentimentalismo de "oba, oba"; não quer mais aquele relacionamento forçado só porque a galera tá indo naquela direção. Ele cansou daquilo de ser "crente" só nos momentos na igreja, ou quando os amigos se dispõem a ir ao monte ou fazer vigílias. Esses momentos são importantes, são ricos e nos fazem crescer... mas e quando descemos do monte? E quando estamos no nosso momento sozinhos, dentro do nosso quarto, ou caminhando para o trabalho?

Em uma das minhas devocionais esta semana, cujo título era "Conversa constante", minha ficha caiu (mais uma vez) sobre o que Deus quer de nós. O texto utilizado foi o de 1 Tessalonicenses 5.16-23, mas os que mais me chamou a atenção foram os versículos 16 e 17: "Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar". Já li inúmeras vezes esse texto! Muitas vezes mesmo! Mas dessa vez teve um gostinho diferente. Quando lia esse texto pensava o quão chato seria eu ter que parar toda hora no meu dia para cumprir uma obrigação de orar, mas não é nada disso. Pra mim, agora, um versículo depende do outro, para que eu me regozije sempre, ou seja, esteja sempre alegre; é necessário que eu ore sem parar. Mas o que quer dizer isso?

Orar sem cessar não é parar várias horas do seu dia e cumprir um ritual fazendo uma conversa mecânica com Deus, mas sim andar sempre com os pensamentos elevados a Ele. Gosto de comparar a nossa relação com Deus com alguém bem próximo. Se eu pudesse, ligaria e falaria 24 horas por dia com meu noivo, mas como não posso, penso nele boa parte do meu dia. É, ou deveria ser, a mesma coisa com Deus. Deveríamos sempre conversar com Ele, pensar o quanto Ele é bom por nos ter dado a vida, a oportunidade de trabalhar, de termos família, amigos. Se eu estivesse sempre ligada a isso, olha só, eu poderia juntar até as duas coisas: pensaria em Deus e no meu noivo ao mesmo tempo, quando agradecesse a Ele a oportunidade de ter um noivo! Rs.

Deus quer ser nosso amigo. Nosso pai. Alguém que está 24 horas nos nossos pensamentos e/ou conversas. Aí sim, somos completo, sempre regozijantes! Sem medo de ser feliz e de acharem que somos doidos conversando sozinhos, oremos sem cessar! 

"Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar." 1 Tessalonicenses 5:16-17








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Renovação

5 de set. de 2012 |


"E não vos conformeis com este século e transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus". – Romanos 12.2

No último sábado estive ministrando em um encontro sobre cura interior. Ali, muitas pessoas me procuraram depois da palestra para falar sobre seu passado, suas faltas, seus sentimentos e em como os acontecimentos tinham contribuído para a relação delas com Deus, nos dias de hoje.

Tudo isto me fez pensar em como nós até conseguimos esquecer fatos e acontecimentos, conseguimos perdoar às pessoas que nos fazem mal mas não conseguimos, muitas vezes, perdoar a nós mesmos.

Em muitos casos ficamos nos corroendo de remorso e dor pelas lembranças de pecados e situações que nos feriram e nos afastaram da comunhão com Deus.

Quase sempre ficamos nos perguntando a causa de termos feito determinada coisa, apesar de não termos tido a intenção de ferir alguém ou de desagradar a Deus. Quase sempre nos sentimos abandonados por Deus e não achamos que merecemos o Seu perdão.

Nós nos esquecemos de que Deus, quando aceitamos a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, lava e limpa mais completamente a mancha do pecado do que qualquer OMO multiação... e nos dá novas vestes, alvas como a neve.

Além disso, a Bíblia nos garante que Ele lança todas as nossas iniquidades no mar do esquecimento e das nossas faltas Ele jamais torna a se lembrar.

Então, por que será que nós insistimos em deixar que a nossa consciência nos acuse de coisas que já deveriam ter sido esquecidas, das quais nos arrependemos e pelas quais já pedimos (e obtivemos!) o perdão de Deus? Por que será que não conseguimos nos perdoar e nos enxergar como novas criaturas, revestidas pelo caráter de Jesus e, por isso, dignas de amor e de atenção, das pessoas que nos cercam e também do próprio Deus?

Agora, no mês de setembro, vamos entrar na primavera... estação da renovação, da explosão de vida e cores de que a própria natureza nos fala, através das flores que brotam nos jardins e nas árvores pelas ruas da cidade, alegrando os nossos olhos. Tempo da renovação das espécies que, nesta época, se acasalam, procriam, dão novos rebentos. Estação da busca por novas paragens, como fazem as aves migratórias. E esta estação também me faz lembrar de cura, de libertação da alma, de renovação dos sentimentos; da busca por novos lugares, novas conquistas, novos sonhos e novas possibilidades.

Ora, se a natureza toda se renova a cada ano, se do solo brota nova vida e a árvore que estava cheinha de folhas secas volta a florir para, no próximo verão, dar os seus frutos, porque nós não podemos nos renovar também, deixando que brote no nosso interior o perdão, a paz, a alegria? Por que não fazemos como o apóstolo Paulo nos aconselha, deixando-nos renovar através da transformação de nossa mente e buscando, dia a dia, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para as nossas vidas?

Que setembro seja um mês de grandes realizações para cada um de nós. Que a estação das flores seja um sinal de novas esperanças.

E que tudo se faça realmente novo em nossa vida!

Lisieux Souza
Pastora, mãe da Anna Elisa e Revisora do Juvemetodista BLOG. 
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Criando nossas próprias oportunidades

31 de ago. de 2012 |


Pensando por esses dias nas mudanças que minha vida tem tomado e ainda vai tomar, lembrei-me do CRIO, um evento do qual tive o prazer de participar em julho deste ano, cujo tema era: "Criando suas próprias oportunidades". Apesar de ser um evento empresarial sobre empreendedorismo, comunicação e negócios, Deus falou comigo através de alguns palestrantes; pude aprender e me imaginar aplicando o que ouvi na minha vida com Ele.

Tenho me preparado (ou tentado me preparar) para mudar de vida: Casar, mudar de cidade, mudar de emprego, mudar de igreja, conhecer novas pessoas e fazer novos amigos... Pensar planos e projetos diferentes, longe de tudo que tenho hoje aqui em Belo Horizonte, tem me gerado ansiedade, curiosidade, alegria, tristeza e MEDO. O que virá? Como será? Onde Deus me usará? Sei que o casamento, mudança para longe, seguir um novo caminho, foram escolhas minhas, mas ainda que tenha a certeza de que tudo ficará bem, muitas vezes o medo do incerto, do novo, me domina.

Naquele evento, o que mais me marcou e fez com que meu coração ficasse mais calmo foi a frase: "Escolhas corajosas te levam pra onde você quer estar?". Se Deus colocou sonhos e planos no nosso coração e a nossa maior vontade é viver esses sonhos, não devemos ter medo de tomar decisões que nos fazem chegar ao lugar que Ele mesmo separou para nós! Se temos intimidade com Deus, ainda que nos momentos de insegurança, a paz reina em nosso coração.

O que virá depois das nossas escolhas decisivas, qual será nosso ministério, se seremos felizes ou não, se faremos amigos ou se seremos úteis para o reino d'Ele, depende da nossa disposição de "criar as nossas próprias oportunidades" e confirmar que o caminho, mesmo que cheio de obstáculos e difíceis decisões, vai valer a pena ser percorrido porque estamos vivendo os planos de Deus e é Ele quem cuida de nós.

Quero agarrar as oportunidades de falar de Jesus, de ajudar alguém, de amar incondicionalmente, de conhecer pessoas e lugares, ou seja, criar a oportunidade de estar no lugar onde Deus quer que eu esteja!







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Deixe-se afinar

30 de ago. de 2012 |


“Minha vida é uma canção, onde Ele é o refrão!”
Ele ouve a minha voz – Lucas Nobuo.

Imagine que você está assistindo a um culto e se inicia o momento do louvor. O ministério de música preparado para a primeira canção. Todos são grandes instrumentistas, de capacidade indubitável, o que deixa a igreja certa de que uma música bem executada soará aos seus ouvidos. Ao começar a música, percebe-se a guitarra totalmente desafinada: o pobre do guitarrista, extremamente constrangido, lembra-se de que não se atentou para a afinação. A feição da igreja muda e toda a canção ficou comprometida. O guitarrista, muito competente, está dando o seu melhor; porém, em vão, pois o instrumento está desafinado. O guitarrista terá de parar sua performance para afinar o instrumento, tensionando cada corda. Para os demais instrumentistas, há duas opções: ou se para tudo até a devida afinação, ou continuam a canção sem a participação da guitarra, proporcionando certo vazio à música.

Fazendo uma analogia, muitas vezes nós somos esta guitarra desafinada, fazendo parte da canção que é o Reino de Deus. Deus, o grande guitarrista, insiste em contar conosco nesta execução, mas nós somos instrumentos teimosos, que têm vida própria e, muitas vezes, não nos deixamos afinar. O pior de tudo é que muitos irmãos ao nosso lado, são instrumentos de qualidade e excelentemente afinados, mas o nosso desajuste acaba por comprometer o trabalho deles também.

Se você está se enxergando neste cenário, tenha em mente uma simples coisa: você não é a melhor guitarra que Deus tem, mas é com você que Ele quer executar certas canções. A única prerrogativa é: DEIXE-SE AFINAR. Mesmo que a tensão aplicada às suas cordas doa um pouco, DEIXE-SE AFINAR, pois a música que sai da sua vida pode contagiar o mundo. Quando você se deixa ser tocado por Deus, a melodia que sai de suas palavras impacta o ambiente em que você está inserido e, junto com os seus outros irmãos, você poderá fazer o concerto mais perfeito, executado e regido pelo nosso Criador, maior cantor, compositor, instrumentista e poeta de todos os tempos.

No entanto, se você estiver desafinado, a música que sai de você, além de extremamente desagradável, de nada valerá!

Pergunte hoje para Deus: Qual será o som que sai de mim?









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Quem é você?

20 de ago. de 2012 |


Vivemos em tempos brochantes, como diz Sérgio Pavarini . Realmente é desanimador quando observamos como temos caminhado. A falta de autenticidade, de identidade, não é apenas “coisa de adolescente”. A falta de identidade é apenas mais uma consequência do que chamamos de evolução humana. O mais decepcionante, a meu ver, ocorre quando aceitamos certos rótulos impostos por nossa sociedade.

Acreditamos ser o que somos não porque de fato somos, mas porque nos falaram que somos. Falaram que sou feia, passo a me ver como feia. Disseram que sou legal, sinto-me legal. Na TV, eu assisti que, para eu ser bem vista, preciso ter o produto/mercadoria tal. Aceitamos facilmente o olhar do outro, em vez de fazermos uma autorreflexão do que fomos, somos e queremos ser. Queremos liberdade de pensamento, mas vivemos em uma defasagem do eu. Penso, logo copio aquele pensamento do fulano de tal.

Uso novamente uma fala de Pavarini, para retratar um pouco o que estou tentando dizer: “Temos uma tendência quase irresistível para usar rótulos. Adesivos que, em geral, nos desincumbem da tarefa de pensar. O “papel” já define tudo. O moleque naturalmente bagunceiro por conta da idade é “hiperativo”. A adolescente triste após o rompimento com o namorado é “deprimida”. O cabra sem coragem de lutar por melhor posição profissional sofre de “pânico”. A timidez da moça solteira é resultado de bullying sofrido décadas atrás”.

Podemos ficar, em muitas situações, “livres” da tarefa de pensar, copiando e aceitando esses rótulos. Entretanto, não devemos esquecer que a responsabilidade de ser quem somos e suas consequências são nossas. Ainda que muitos não assumam a própria responsabilidade de ser, em algum momento serão confrontados.

Necessitamos pensar sobre essa questão, urgentemente! Vemos crescer, em nossa sociedade, grupos cada vez mais perdidos, sem referencial, sem princípios, por conta dessa influência do nosso século. Realmente, pensar sobre si não é uma tarefa fácil. Muitas vezes nos incomoda entrar em contato com quem somos. Mas, graças a Deus, temos como característica universal, em nossa personalidade, algo dinâmico, que nos dá a oportunidade de mudar, melhorar, repensar, renascer!

Não deixaria de fazer uma pergunta essencial para finalizar o texto, mas não o pensamento: quem é você? É tempo de análise!







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Amizade e Oração

17 de ago. de 2012 |


Há pouco mais de um mês eu e alguns amigos da mocidade da igreja estamos em um propósito de orarmos juntos pelas nossas vidas, famílias e igreja. Temos sido extremamente edificados, fortalecidos e moldados nesses dias e estamos cada dia mais maravilhados com as coisas que Deus tem feito em nós e através de nós. Mas, o que mais tem me deixado impressionada é a aliança, ainda mais forte, que temos tido uns com os outros. Nossa amiga e líder da mocidade, Andréia, já havia dito que quando duas ou mais pessoas se unem em um só propósito, os laços ficam ainda mais apertados... e, não é que é verdade?

Como é forte o poder da oração! Nesses dias já temos visto tanta coisa acontecer porque nos dispomos a fazer algo tão essencial para a vida cristã: ORAR! Já vimos libertação, já vimos cura física e espiritual, relacionamentos restaurados, pessoas se entregando a Jesus, já vimos confirmação de chamados...Tanta coisa! Tanta coisa compartilhada, tanta amizade sendo construída! Sinceramente, não podia imaginar como é bom ver amizades sendo firmadas através da oração. Como é bom ter com quem dividir o fardo e ter alguém que lute com você por uma causa que é sua. Como é bom poder lutar e ajudar a carregar o fardo do outro. Ao orarmos juntos nesses dias, temos visto que, em UM SÓ CORPO não existem problemas de um e de outro, não existe peso de A ou B, não existe alegria de um só, mas sim fardos e lutas, alegrias e realizações de TODOS. 

Acredito que não só em uma igreja um grupo possa ser considerado um CORPO, no qual todos os membros estão unidos e um machucado em um deles afete todo o resto, mas sim em qualquer grupo que esteja firmado sobre o mesmo propósito de agradar o coração de Deus e amar todos os que estão envolvidos. Não importa que sejam amigos de longe ou perto - Paulo tinha a maioria dos seus amigos distantes dele - podemos, sim, ser um só corpo, que ama através da nossa maior arma: a ORAÇÃO.

"Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros de maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele" (1 Co 12.25,26).








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Você serve pra quê?

14 de ago. de 2012 |


Você já foi dormir com a sensação de que o dia não rendeu? Você já acordou com a sensação de que tem tantas coisas pra fazer ao longo do dia que ele já começa “Tempo 3 X 0 Você”? Então, acho que é assim que estou me sentindo esta semana!

Pensando sobre isso,  lembrei-me de que vivo e estou absolutamente inserido em uma sociedade utilitarista. Poderíamos ficar refletindo sobre as causas que nos levou a chegarmos onde estamos, mas falar muito de teoria quando o assunto é utilitarismo, parece-me um pouco contraditório.

Todos nós, ou pelo menos a maioria, temos a necessidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo para dar conta de todas as demandas às quais nos submetemos. Por exemplo, criaram os eletrodomésticos para agilizar e simplificar a vida em casa, o carro para facilitar os deslocamentos, a internet para facilitar a comunicação; porém, a cada “facilitador da vida” que adquirimos parece que ficamos mais sem tempo.

Talvez, a chave dessa questão esteja no fato de que nosso mundo é movido por forças econômicas, políticas e sociais que lutam dia após dia entre si para conseguir mais recursos. E, neste caso, estou usando a palavra recursos como sinônimo de dinheiro; aquele pedacinho de papel ou simplesmente um cartão com chip que te possibilita comprar algumas coisas que são realmente úteis para sua sobrevivência e inúmeras outras coisas que vão te dar mais dor de cabeça para pagá-las do que vão te ajudar mesmo.

Neste momento me pergunto, e imagino que você, que também vive em uma sociedade que se questiona sobre a utilidade das coisas, esteja se perguntando: qual é a utilidade de pensar acerca dessas coisas para leitores de um blog cristão? Então, não tenho todas as respostas, embora acredite que possa fazer alguns apontamentos.

A lógica do mercado não permite que você viva, pelo menos nos lugares onde eu vivo, sem que você tenha que tentar ganhar dinheiro para comprar o que você quer a todo custo. Sendo assim, a ideia do “tempo é dinheiro” está impregnada em nossas mentes. E ela caminha conosco, inclusive, quando estamos na igreja, lendo a Bíblia, fazendo uma devocional, ajudando alguém, etc.

Com isso, até as relações têm, muitas vezes, se baseado na pergunta: pra que isso, ou essa pessoa me serve? Sei que é duro admitir isso! Mas quantas vezes não conversamos com alguém, mesmo que inconscientemente, pensando no que ganhamos em troca?!

A lógica do “serve pra quê?” é tão forte que nos obriga a viver nosso dia a dia como se não tivéssemos tempo e direito à folga, ao descanso, ao abraço, ao sorriso, ao olhar, ao parar, ao admirar, ao amar...

E isso não se parece nem um pouco com o que leio nas páginas das Sagradas Escrituras. Nelas, vejo homens e mulheres que têm seus afazeres e que sabem que sua dignidade não está no fato de que eles são úteis para ganhar dinheiro e produzir bens,  mas no fato de que são alvos do amor de um Deus Bondoso que nos criou para sua glória (Efésios 1.12). 

Nossa "utilidade" está na possibilidade de amar e de ser amado(a); sou "útil" e "sirvo" para algo a partir do momento em que descubro que sirvo para servir! E nisso, descubro o verdadeiro sentido da vida.

Gostaria de acordar amanhã com as palavras do evangelista em minha mente: “assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mateus 5.16) 

Quero me levantar a cada manhã, lembrando-me de que posso fazer a diferença na vida das pessoas e que isso glorifica a Deus, meu Criador. Quero ir dormir, a cada noite, percebendo que tive tempo de trabalhar, estudar, ler, meditar, ajudar, olhar, abraçar, amar; viver, não apenas sobreviver...

E peço, humildemente, “Deus que me sondas e conheces” (Salmo 139.1), que no final deste dia, sinta sua doce voz me dizendo: fizemos muita coisa hoje juntos, meu filho(a); amanhã tem mais...

Lucas Andrade Ribeiro
Lucas Ribeiro
Sou Lucas Andrade Ribeiro, natural de Ipatinga/MG. Formado em Filosofia pela Unicamp e atualmente estudo Teologia na Fateo/Metodista.
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