"Mimimi" gospel na internet

30 de out. de 2012 |


Ultimamente estamos tão fervorosos, não? Quem acompanha os noticiários ou as redes sociais pode perceber que, volta e meia, aparece um protesto dos cristãos. Primeiro foi aquele contra um possível filme de Renato Aragão, conhecido como Didi Mocó Sonrisal Colesterol, o qual traria a história que Didi seria um segundo filho de Deus e completaria uma fantasiosa missão que Jesus não completou. Agora, a bola da vez são as manifestações contra a novela Salve Jorge, exibida na TV Globo, às 21 horas. 

Sei lá, mas olho esses protestos com um tanto de ressalvas.Tudo bem que temos que defender o evangelho da cruz, lutar por justiça e não nos acomodarmos neste mundo. Mas, imaginem se formos protestar sobre cada manifestação não cristã, que passa na TV. Não iríamos fazer outra coisa. Também acredito que algumas novelas que nem falam sobre religião, BBB e alguns filmes agridem muito mais a vida cristã e, disso, ninguém reclama.

Recentemente, vivemos um fenômeno da telenovela no país, uma trama que girava em torno de vingança. Nos corredores da vida e dentro das próprias igrejas, ouvíamos comentários sobre os personagens principais e, às vezes, até a torcida pela vingança de um personagem em especial. Na bíblia está bem claro que a vingança pertence a Deus... e muitos aí, torcendo por vingança na novela, em uma época em que a vida imita a arte, muito mais do que o contrário. Neste caso, já vejo motivo suficiente para um grande protesto contra tal novela; entretanto, passou. Por que? 

Provavelmente porque estamos desatentos, canalizando nossas forças para o lugar errado. Há tempos não vejo filme do Didi e nunca assisti esta novela de Jorge, mas penso que sou muito mais útil orando, trabalhando na minha igreja local e dando meu testemunho nos locais por onde passo. Mas, ficar atrás do meu computador, de "mimimi" nas redes sociais, é muito mais cômodo, né!? 

Sou de uma geração conectada e não descarto o uso das redes sociais para protestos. Mas gostaria de ver toda essa energia voltada assim, fervorosamente, para uma panfletagem para um culto, para um evangelismo, um louvorzão, entre outras centenas de atividades e não para "mimimi" na internet.

Filipe Souza
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Cristão, jornalista e observador. Quero apenas aprender com tudo que acontece ao meu redor e poder compartilhar isso com as pessoas. É isso!
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Somos todos Guarani-Kaiowá

29 de out. de 2012 |


Talvez tenha começado com os gritos em Paris, em maio de 1968, quando Daniel Cohn Bendit, um dos líderes estudantis do movimento, judeu e alemão, foi expulso da França: somos todos judeus alemães! Cohn Bendit afirmou numa entrevista a France Press, em 2008, que para ele essa era a imagem de 68 que persistia, "o espírito de solidariedade multirracial da época... estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está."

A mim me parece que esse slogan teve tanto impacto, também, porque não havia tanto tempo que a segunda guerra e o avassalador holocausto judeu tinham terminado. Ou seja, somos todos judeus, esses mesmos que estiveram completamente desamparados e abandonados por todos alguns poucos anos antes. Conhecer a atrocidade que levou ao fim de milhares de comunidades e assassinou seis milhões de indivíduos é fundamental para entender o que é o mundo hoje. É como se as fronteiras do aceitável tivessem se alargado para permitir que tais situações ocorressem e que a própria concepção de humanidade fosse revisitada para abarcar o inominável, o inaceitável, o inexplicável, mas ainda assim, real.

De lá para cá, inúmeras foram as situações onde tal alargamento da concepção de humanidade foi útil... se não, como conceber o massacre de Ruanda, por exemplo? E agora, diante de nós, na mídia, nas nossas redes sociais, se delineia mais uma dessas situações: a declaração de morte coletiva de um grupo Guarani Kaiowá. 170 indios, dos quais 70 crianças, que pedem à justiça brasileira que sua morte seja decretada e que tratores sejam enviados para enterrarem os corpos. Chegaram a esse extremo depois que o estado brasileiro falhou fragorosamente em garantir os direitos desse povo, assegurando a ele condições de viver. Hoje a média de suicídios entre os Guarani Kaiowá é de uma pessoa a cada seis dias. Os homicídios também são frequentes. Tudo fruto da completa falta de perspectiva de um povo que vive num pequeno fragmento do que era sua terra, cercado de pistoleiros e completamente desprotegido. Para uma ótima análise do caso, vale a pena ler a coluna de Eliane Brum.

Retomando as palavras de Cohn Bendit: "estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está." Mas, aqui parece que o final da frase não é esse e sim: ... e, de repente, está sim... sozinho, abandonado...

A campanha "somos todos Guarani Kaiowá" traz, talvez, a esperança que o final da frase volte para o original e que o povo Guarani Kaiowá consiga uma empatia e uma mobilização da acomodada sociedade brasileira para mudar seu destino. Se não, toca a alargar ainda mais a concepção de humano, para que abarque mais um genocídio inominável.

Por Nurit Bensusan
Originalmente publicado em Nosso Planeta, O Globo

Tive acesso a este texto através do Facebook da Sand de Jesus, e pensei em compartilhar com vocês! Apoiar o direito destas pessoas é ter, entre muitas outras coisas, sede de justiça.  

Luiz Fernando Pimentel
Equipe #JuveMetodistaBLOG

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#JuveMetodistaPromo - Crônicas de uma alma...

12 de set. de 2012 |

Sim! É isso mesmo! Mais uma promoção para nossos queridos, amados e preciosos leitores (sei que não parece, mas foi sincero). Desta vez, quem aparece por aqui é o livro "Crônicas de uma alma Subversiva" de Moisés Abdon Coppe. Leia uma pequena resenha sobre o livro, escrita pelo editor-chefe:

“A subversão é a criação de caminhos alternativos e vivências outras que geram, na concretude da realidade vivencial, a desestabilização de um modelo com vias a outro mais justo e sensato.
Crônicas de uma alma “subversiva” é um convite à leitura de um mundo diferente, em parte, por causa de um período crítico na vida de um homem no auge de sua vocação pastoral. Entretanto, mais do que mergulhar num mundo exclusivo ou na alma de um escritor, o leitor é convidado a transformar-se pela renovação da autocrítica.

Esse convite íntimo e pessoal fundamenta-se numa espiritualidade irrequieta, extraordinária, ostensiva e, propositadamente, “subversiva”, que rompe as barreiras frente aos desafios mais imperativos da existência.” - Gercymar Wellington Lima e Silva


Para obter mais informações sobre o livro acessem seu Site ou Página no Facebook. Vocês podem também, conhecer um pouco do livro fazendo o download de uma das crônicas clicando aqui.

Como participar do sorteio

Serão sorteados dois exemplares do livro, exclusivamente para quem nos acompanha no Facebook. Cada ganhador receberá em sua casa um exemplar, obviamente.

Regulamento (Obrigatório):

Para concorrer a estes ótimos livros é muito fácil! Basta acessar #JuveMetodistaPromo e clicar em "Quero participar".

Os sorteios acontecerão no dia 26 de setembro de 2012 e são válidos apenas para quem reside no Brasil. Os vencedores serão contactados por mensagem privada através do Facebook e terão 3 dias para responder-nos. Extrapolado o prazo, faremos novo(s) sorteio(s).


Pedimos que vocês façam algumas coisas (Opcional):

- Cliquem nos botões de compartilhamento deste post (Curtir, Tweet, G +1, etc.);
- Deixem um comentário, de preferência nos comentários do Facebook, dizendo que leram e vão participar;
- Divulguem a promoção para, no mínimo, 10 amigos;
- Curtam a página do livro Crônicas de uma Alma Subversiva no Facebook;

- Curtam também a página do JuveMetodistaBLOG:

- Sigam o JuveMetodistaBLOG no Twitter:


OBS: Os tópicos acima são apenas pedidos, sendo que a participação na promoção não está ligada a eles.

Abraços,

Equipe JuveMetodistaBLOG

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1000 likes!

14 de ago. de 2012 |

1000 likes no Facebook























É isso ai pessoal! Vocês são demais! Muito obrigado pelo apoio! Ah, e aproveitando a deixa... conhecem as outas redes sociais do blog?

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Equipe #JuveMetodista BLOG

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De como ser sal e luz...

30 de abr. de 2012 |


Pensando aqui, madrugada adentro, em como podemos comprometer o nosso testemunho cristão por causa de uma bobagem, postada na internet.

O que me fez ficar “encucada” foi um episódio ocorrido dia desses: encontrei um vídeo no Youtube, por acaso, que falava contra milagres e aparições da Virgem da Igreja Católica (não vou entrar em detalhes, porque não vêm ao caso) e, inadvertidamente, postei-o no Facebook, com a intenção única e exclusiva de saber o que diriam meus amigos, teólogos ou não, católicos ou evangélicos, ou de qualquer outra religião, sobre o conteúdo do mesmo.

Não disse, na postagem, nem que concordava nem que discordava do vídeo. Não falei mal nem disse nada que desabonasse a fé de ninguém, mesmo porque tenho inúmeros amigos católicos e de outras crenças e a minha própria família de origem (mãe e irmãos) é católica. Apenas repassei o tal vídeo, sem nenhuma intenção de magoar alguém.

Qual não foi minha surpresa quando um amigo querido (católico) de longa data, disse em um dos comentários que eu, mais uma vez (houve outras?) o havia decepcionado.

Minha primeira reação, impulsiva que sou, foi contestar, debater, justificar-me... e, confesso, até comecei a fazer isto, num post que eu pretendia fosse “esmagador”, que o fizesse repensar o que havia dito...Afinal, quem ele pensava que era?

Mas, felizmente, lembrei-me de um dos meus versículos bíblicos preferidos, que está no livro de Provérbios, livro sapiencial, muito útil ainda nos dias de hoje, e que diz assim: “Não é bom proceder sem refletir e peca quem é precipitado”.

Então, parei de escrever e refleti. E cheguei à conclusão de que o meu amigo estava absolutamente certo e tinha razão pra se decepcionar.

Ora, se eu espero ser sal da terra e luz do mundo, se espero semear paz e concórdia, se pretendo ter palavra temperada com sal e que sirva de esperança e consolo aos aflitos, se a minha intenção é fazer com que minha fé sirva de farol que guie os perdidos para o caminho certo, pra que haveria eu de postar um vídeo que poderia sinalizar exatamente o contrário daquilo que a Palavra de Deus me determina ser e fazer? Pra que postar algo que, mesmo que eu não tenha dito que concordava, falava contra a fé de outros? Pra que postar algo que ferisse os sentimentos de alguém, fosse ou não verdade?

Concluí, então, que se já havia me precipitado e pecado antes, com a tal postagem, não deveria precipitar-me e pecar novamente, querendo justificar-me. Lembrei-me, então, de uma frase de um amigo que, certa vez, me disse: “Não quero ter razão. Quero ser feliz e ter paz.”

Portanto, resolvi aceitar a exortação do amigo, em vez de contestar. Ele estava coberto de razão. Para ser sal e luz devemos estar sempre atentos aos nossos atos e palavras, por mais insignificantes que eles nos pareçam à primeira vista.

Retirei o vídeo, não para agradar ao meu amigo, mas para agradar ao nosso Deus comum, que não ficaria feliz em ver alguns dos seus filhos amados (sim, Deus também tem filhos de outras denominações, inclusive católicos) debatendo sobre coisas que só devem ser alvo de estudos teológicos especificos e que jamais devem ser levianamente debatidos em um site de relacimentos, no qual as pessoas, muitas vezes, descambam para discussões improdutivas e ferinas e que, na maioria das vezes, enxovalham a imagem dos cristãos, especialmente dos protestantes, que ficam com a fama de intolerantes, “donos da verdade”, chatos, etc...

Voltando ao livro de Provérbios, cap. 15, verso 1: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”.

Por isso, preferi responder ao meu amigo com brandura, pedindo perdão pelo ato impensado, reiterando por ele o meu carinho e respeito, indepedentes de nossas diferenças religiosas.

Esta deve ser a nossa atitude como cristãos: podemos sim, falar de religião, expor nossas ideias, denunciar os erros. Mas tudo com sabedoria e cautela. E, acima de tudo, tendo como árbitro em nossos corações, segundo aconselha o apóstolo Paulo, o Amor. Ele é o parâmetro ideal para que delimitemos tudo o que fazemos... inclusive os nossos posts na internet.

Lisieux Souza
Pastora, mãe da Anna Elisa e Revisora do Juvemetodista BLOG. 
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[Lisieux Souza foi promovida! Agora além de revisar os textos do blog, de vez em quando enviará textos para serem publicados! Por favor amigos leitores, digam olá e deem as boas vindas à nossa nova editora usando os comentários ou as redes sociais do blog! (PS. Ela não revisou este aviso! Não saiam por ai dizendo HAVIAM erros no post de hoje do BLOG! AGENTE agradece!)]

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Post do Leitor #002 - Do direito nosso de cada dia

24 de fev. de 2012 |


 Vi, no Facebook, uma foto de um garotinho com o corpo coberto de tatuagens e piercings, com a seguinte legenda: “Piercings, tatuagens, alargadores, cor do cabelo, opção sexual... Sociedade, isso não muda o caráter de ninguém!”
Ora... Como assim? Falar em caráter, usando como exemplo uma criança de uns cinco anos, no máximo, que ainda, não sabe fazer escolhas e que certamente retrata não o que a criança é, mas sim uma caricatura de algum adulto que imprimiu no corpo dela marcas indeléveis? 

Falar de opção sexual e cor de cabelo como se fossem coisas similares e com o mesmo peso e usando crianças como exemplo é, no mínimo, inadequado. Pra mim, é ainda mais: é CRIMINOSO. Crianças são frágeis, influenciáveis e não deveriam servir de exemplo em nenhum desses assuntos, porque é claro que, se elas querem se tatuar, usar cabelo colorido ou mesmo beijar na boca alguém do mesmo sexo, elas viram, conviveram e admiraram alguém com estas características e querem imitar as outras pessoas. Como dizia a minha avó, criança é mico de circo: adora imitar. 

Acho que o caráter pode, não só ser mudado, como MANIPULADO. E, infelizmente, é o que mais acontece hoje em dia. A nova geração nunca foi tão manipulada pela mídia, pelos grupos ditos minoritários, por ideologias que querem se impor a todo custo, pelo que dita o mercado...

Mas o fato é que, embora certos comportamentos possam ser detectados desde a primeira infância (como o homossexualismo que, por isso, é visto como intrínseco ou natural por certos grupos), o caráter de qualquer pessoa não nasce junto com ela, prontinho, mas é formado por um conjunto de fatores que são genéticos, comportamentais, sociológicos, educacionais, etc. 

Ou seja, o ser humano não é um ser pronto ao nascer, mas está sempre em formação e é influenciado pelo meio em que vive. O caráter, pois, é formado. E está sendo muito mal formado nos dias de hoje, em que encontamos, cada dia mais, pessoas solitárias presas nos sites da internet, sujeitas a milhares de informações, nem sempre adequadas à sua idade, condição psicológica ou perceptiva; à televisão que mais deforma que informa; por figuras públicas que têm cada vez mais visibilidade e dinheiro e menos sabedoria para aplicar bem seus recursos financeiros; atletas e artistas que não sabem preservar o físico, caindo nos vícios e se perdendo de si mesmos e dos outros, através de escolhas que nem sempre são as melhores...

Já que ninguém nasce com caráter formado, as nossas opções, erradas ou certas, podem mudar o caráter em formação, pra melhor e pra pior. Ninguém nasce bom ou mal, inteligente ou não (a não ser os casos de má formação dos cromossomos ou deformidades no cérebro, etc), homo ou hetero, honesto ou picareta. Nenhuma criança, portanto, é capaz de escolher se tatuar ou escolher “assumir sua homossexualidade” (SE aceitarmos que ela é natural ou intrínseca, o que não foi provado cientificamente também... ou seja, não existem genes homossexuais, nem um terceiro sexo) ou mesmo de “querer” coisa alguma em termos de decisões que sejam duradouras ou que venham a ser determinantes em suas vidas... 

Enfim, fiz uma grande introdução para chegar à conclusão de que POBRE é esta geração que PENSA que pode ser o que quer sem arcar com as consequências de suas escolhas... e que essas escolhas podem SIM, incluir a não aceitação do restante da sociedade. O homem é um ser SOCIAL e tem que aprender a ter um determinado padrão de comportamento, a aceitar regras (às vezes injustas, claro, mas quase sempre lógicas e que fazem parte de um senso comum), a aceitar que o outro não tem a obrigação de concordar que piercing é legal, que cabelo azul é bonito ou que o homossexualismo seja natural e, hoje em dia, praticamente obrigatório! O empregador tem direito de escolher que seus funcionários se vistam de acordo com o perfil da empresa e os pais têm direito de não querer que uma babá homossexual esteja dia e noite influenciando (talvez até sem perceber) os seus filhos que vão, com certeza, imitar trejeitos e formas de se vestir, por exemplo... E todos essas minorias deveriam perceber que isto não é discriminação, mas sim o mesmo direito de escolha que elas tiveram (se é que se pode chamar de escolha esta foto, por exemplo). 

Amados, a foto dessa pobre criança é PATÉTICA, isso sim! Assim como é PATÉTICA a foto dos dois menininhos (de, no máximo, seis anos, portanto, sem percepção das consequências que essa escolha acarreta), se beijando, que tem aparecido na rede e que seria parte de uma cartilha do governo a ser distribuída na rede pública para crianças do ensino fundamental... e que não funcionam, é claro, como meio de se coibir o preconceito, mas sim como uma quase apologia ao homossexualismo. 

Todos nós, cidadãos, temos direito de escolha e isto deve ser respeito amplamente! Digo sempre, citando Voltaire, que posso não concordar com nem uma letra do que as pessoas dizem ou fazem, mas defendo até à morte o seu direito de dizer ou ser o que quiserem. Mas, como cidadã que também sou, defendo que não se deve impor a ninguém uma conduta ou uma opção de vida. Tenho por verdade que respeito também não se impõe, mas se conquista. 

Fala-se de violência contra homossexuais. Isto de fato ocorre e é INACEITÁVEL, assim como também é inaceitável qualquer outro tipo de violência. Então, a violência, tem que ser inibida de todas as formas. O preconceito se ABOMINA e se criminaliza e eu concordo plenamente com isto! Preconceito é uma mancha, uma falha de caráter, uma lepra social que não podemos aceitar de jeito nenhum.

Mas essas campanhas contra o “preconceito” e esse tipo de foto e propaganda governamental são pura MANIPULAÇÃO. É trocar o preconceito de lado. É dizer que um religioso, ou uma dona de casa, ou um empregador não têm controle sobre seu rebanho, sobre sua prole, sobre seus funcionários. É dizer que crianças podem fazer o que querem, invertendo os papéis em casa, que os adolescentes podem bater em professores, invertendo os papéis na educação, é dizer que as ovelhas não precisam de exortação, mas os profetas devem se calar, invertendo o papel da religião; é dizer que as famílias não precisam mais ser mais biológicas, mas “do coração”, invertendo o papel do homem e da mulher e anulando o plano de Deus (“Crescei e multiplicai-vos”) para a humanidade. 

Não quero julgar ninguém, nem dizer que sou contra ou a favor de tatuagens, de piercings, mechas coloridas nos cabelos, e muito menos contra homossexuais. Pelo contrário. Sou uma pessoa tolerante, amorosa, aceito ou procuro aceitar as pessoas como elas são, tenho amigos e convivo com pessoas de várias tendências filosóficas ou religiosas, procuro ouvi-las e entender seus motivos e escolhas. Mas... Quero controle sobre minha ideologia agora! 

Quero ter direito de pensar e de discordar, de debater e reivindicar, de decidir sobre quem vai me ajudar a construir o caráter dos meus filhos e das crianças e adolescentes do meu país. Depois de adultos, tudo bem que a pessoa “saia do armário” ou decida colocar um alargador na orelha até se passar a mão por ela, como uma pulseira. Acho ridículo, acho horroroso, mas respeito. Acho que os homossexuais escolheram errado, que estão na contra-mão da natureza que precisa de ambos os sexos para procriar e que separa biologicamente os aparelhos reprodutor e excretor que têm funções específicas, que fazem com que outra forma de uso cause doenças e outras consequências... que têm funções planejadas de forma perfeita por um Criador perfeito... mas respeito quem prefere viver assim. Porém, já basta de se usar crianças como bandeira de reivindicações fajutas. Já basta de tentar moldar a cabeça em formação dos nossos adolescentes, fazendo-os acreditar que podem ser completamente livres para ser e fazer o que quiserem... Depois de adultos, vão descobrir que ser o que a mídia disse não era tão verdadeiro assim... 

Sabem? Decidi que podem me chamar de radical, de fanática religiosa, o escambau. Não quero parecer boazinha nem ser politicamente correta. Quero ter o direito de dizer que a sociedade está DOENTE. E que as pessoas estão sendo “doutrinadas” de acordo com um não-evangelho pregado o tempo todo em qualquer mídia social... Quero DENUNCIAR que nós - religiosos, cristãos, mães e pais “tradicionais”, cidadãos comuns que também pagam impostos e têm o mesmo direito à livre expressão citada na Carta Magna - estamos sendo impedidos de exercer o pátrio-poder, de denunciar situações de manipulação ideológica por algumas ditas minorias, que estão usando as nossas crianças para engrossar as fileiras dos que empunham as bandeiras do “tudo pode” e “nada está errado”.

Amanhã pode ser tarde demais para salvar esses jovens que usam cabelos coloridos, têm a mente confusa e o corpo marcado, drogado, alcoolizado, doente... que optaram por uma forma de sexo estéril e triste e, por tudo isso, estão morrendo cada vez mais cedo e vivendo cada vez mais infelizes.

Quero pregar o evangelho da restauração. Quero dizer que Jesus transforma! Quero ter o direito de dizer isto, alto e bom som ... sem sofrer o preconceito de ouvir que sou religiosa homofóbica. Não sou e jamais serei, porque o evangelho do Amor pregado por Jesus não me permite deixar de acolher nenhum pecador, seja homossexual ou hetero, assassino ou simples mentiroso contumaz. Mas quero ter o direito de falar que não concordo com a ideologia homossexual. Nem vou permitir que manipulem meus filhos, meus netos, ou as crianças inocentes pelas quais me considero responsável também.

Que Deus nos ajude a sermos sal e luz em meio a esta geração corrompida e perversa.

Abração



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Sou igreja seja onde for

27 de jan. de 2012 |


Outro dia eu e meu irmão conversávamos sobre a quantidade de porcaria que se vê hoje em dia, principalmente no Facebook e demais redes sociais. Ele relatava que, em apenas um dia, ele viu pornografia, imagens de pessoas mutiladas, nuas e maltratadas, pessoas falando mal e bem de BBB e mais um monte de coisa que, em nada, agrada aos olhos. A partir dai, começamos a lembrar de um movimento no qual as pessoas postavam “Facebook não é igreja” e muitos “lero- leros” do tipo. 


Apesar de achar desnecessária a resposta e esse movimento, sou obrigada a concordar que, da mesma maneira que muitos se acham no direito de postar o que querem, os “crentes” também podem e DEVEM louvar, testemunhar, profetizar, anunciar o que quiserem nas redes sociais. Essa coisa toda me fez lembrar de um convite de alguns amigos de Barão de Cocais, MG, feito a mim e a duas amigas minhas da área de comunicação (Aline e Fernanda). Esse convite consistia em, num evento cultural, nós batermos um papo sobre "Cristãos e as redes sociais". O papo foi muito gostoso e produtivo, por isso, gostaria de compartilhar a conclusão a que chegamos, escrita por nós três, junto com a galera que estava presente:

"Com certeza você que está lendo este texto possui alguma rede social virtual como Orkut, facebook, twitter, youtube e blogs. Mas é interessante saber que as redes sociais já existiam antes mesmo da internet , com o simples fato de você frequentar a escola, a faculdade, ou, até mesmo, visitar seus amigos em casa.

No entanto, muitos cristãos são exemplos nas redes presenciais, mas não são nas redes virtuais, ou vice-versa, esquecendo-se de que não pode haver distinção entre o mundo real e o mundo virtual. Precisamos aprender a sermos sal e luz em todo o tempo de nossas vidas, até mesmo com um simples tweet ou em um perfil de Orkut. 

Já parou para pensar na abrangência que você tem para alcançar uma vida para Jesus através da internet? Paulo, sem a internet, conseguia pregar o evangelho e dar testemunho de vida tanto em suas redes presenciais, como através de suas cartas direcionadas para as igrejas mais distantes - naquele momento a única “rede virtual” possível. Diferente disso, hoje em dia vemos muitos cristãos utilizando a internet somente para entretenimento e esquecendo-se da poderosa ferramenta de evangelismo que possuem, sem mesmo precisar se levantar da cadeira. 

Utilizando-nos desta ferramenta, podemos conhecer e mobilizar diferentes públicos, ler e produzir conteúdo, discutir e ter contato com crenças diferentes, viralizar informações, criar senso crítico, compartilhar experiências com amigos não crentes e alcançar quem está distante. As redes sociais são ferramentas do nosso dia a dia para edificar o reino de Deus.

Isso quer dizer que precisamos somente “postar” frases evangelísticas e sobre Jesus o tempo todo? A resposta é clara: NÃO! Assim como nossas ações e postura são, muitas vezes, mais eficazes que a própria pregação da palavra, nas redes virtuais não é diferente. Podemos e precisamos fazer diferença através do que postamos, do que curtimos, dos vídeos e fotos publicados, do perfil utilizado e das comunidades às quais pertencemos. Claro que também devemos utilizar frases evangelísticas e sobre Jesus, mas com autenticidade e criatividade, não utilizando somente clichês como “Jesus te ama” e “Deus te abençoe”, pois muitas vezes eles têm tanta relevância quanto um spam em seu email.

Portanto, é necessário usar de bom senso, ser prudente, moderado e fiel à palavra de Deus em todo tempo e em qualquer lugar, tendo amor ao próximo e buscando santidade constantemente.

“A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um.” - Cl 4:6"

Pegando um gancho no último post do Luiz Fernando, a internet e nossas redes sociais são também um palco! E olhem que com uma MULTIDÃO na plateia provavelmente maior que a do sonho que ele teve, é ou não é amigo?

Grande abraço e fiquem com Deus!

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