Deus é Mais

29 de mai. de 2012 |


Existe já há algum tempo uma força enorme para acabar com o cristianismo; desde séculos passados homens como Voltaire gostam de maldizer o cristianismo e sua santidade e autenticidade. Existe também o gnosticismo, que é, como diz o filósofo Olavo de Carvalho, uma revolta contra o nosso Deus.

Mas o meu medo maior, hoje, é a ideia: "a religião é o ópio do povo". Esse discurso é muito comum em universidades principalmente, mas também entre os marxistas em geral. Até existem marxistas bons e eu conheço um, que é um grande amigo meu, embora entremos em conflito quando se fala de política.

Qual é o grande problema dessas pessoas com Deus? Bom, eu tenho uma opinião, que pode não ser a verdadeira mas é a que Deus me deu. Bom, a verdade é que a existência de um ser como nosso Deus, que é bom infinitamente, para marxistas e comunistas é absurda, porque o mundo é mau, o capitalismo é mau e a religião é ópio do povo.

Uma verdade sobre essas pessoas é: elas todas sofrem muito com o que existe no mundo; elas sofrem e, portanto, um Deus bom sobremaneira é impossível. E confesso, eu mesmo já caí muito nesse discurso e só Deus sabe do meu arrependimento e vergonha ante essa coisa toda. Graças à Sua graça sem fim eu pude ter a bênção de mudar de opinião e, consequentemente, mudar de vida.

A verdade é que toda revolta contra Deus nunca faz bem para a pessoa que odeia; ódio não é um bom sentimento e, se a pessoa quer agir com o ódio para criar algo de bom, ela já está equivocada desde o princípio. Hoje, por exemplo, vivemos uma época de marxismo total no Brasil e na América Latina; um marxismo ao qual é dado o nome de marxismo cultural.

E no que consiste esse tipo de corrente? Em mudar gradativamente o modo de pensar das pessoas no seu íntimo. Então é comum, já que esse tipo de revolução deve ter começado no Brasil com os livros de Antonio Gramsci, que teve seu primeiro livro publicado no Brasil em 1964. E fazer a revolução cultural, com a desconstrução dos valores cristãos, é muito efetiva; com isso nós teremos pastores e padres comunistas. E, veja bem, eles não são pessoas más, só estão sendo levadas por um tipo de pensamento diabólico sem fim.

Então, o que é que podemos fazer quanto a isso, se a escola não ensina mais? Ensinemos nós mesmos, nas igrejas, que Deus é absoluto e maravilhoso e que transforma vidas (para o ódio completo de muitas pessoas, infelizmente). A boa-nova de Jesus Cristo transforma vidas! Vidas imundas se tornam vidas santas e com sede de verdade e Verdade, conhecimento e bondade. E de vontade de fazer o bem pelo bem e não pela luta armada, como era com os marxistas anteriores e hoje é na cultura, para os gramscianos.

Cuidado com as ideias! O lugar por onde nosso inimigo maior, satanás, vai atacar, é no plano das ideias, fazendo com que suas ideias fiquem todas tortas e que sua vida, consequentemente, fique torta; e ele vai colocar na sua cabeça que não existe verdade e que o bem e o mal não existem. Satanás é o enganador, enquanto Jesus é a luz que traz a verdade que liberta.

Na verdade, nada desse mundo deve nos levar a nada; nenhum pensamento mundano, no sentido cristão da palavra, vai nos levar a lugar nenhum. A Palavra de Deus, essa sim, transforma; e, para glória total do nosso Senhor Jesus Cristo, ela me transformou e pode transformar a todos. Basta que nós deixemos Deus agir em nossas vidas, o que não é algo difícil; é, na verdade, algo demasiado simples.

E é essa a confusão do mundo: não achar que as coisas podem ser simples. Muita coisa não iremos compreender e não devemos ter raiva disso; por mais que tentemos e nos esforcemos, não entenderemos muitas coisas... mas, deixe com Deus que Ele sabe de tudo. Entregue sua vida a Ele e Ele o resto fará.


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Práxis Revolucionária.

9 de abr. de 2012 |


Por muito tempo acreditei que ser cristão era ser hipócrita. Por muito tempo acreditei que muitos esforços de minha parte significavam falsidade, motivada pelo medo de desobedecer a líderes, ao meu pastor ou mesmo a Deus. Por muito tempo andei angustiada por fazer coisas em que acreditava não valerem de nada, já que muitas vezes fazia sem vontade. Por muito tempo vivi um cristianismo de entrega/sacrifício por obrigação.

Uma das principais falas de Jesus em terra que me deixou por muito tempo com estes sentimentos é a que diz sobre o amor ao próximo (Jo 13:34). Amar ao outro me parecia fácil até onde meu nível de afinidade acompanhava. O problema era quando a afinidade não estava presente e eu me via diante de um estranho. Amar o assassino, amar o pai que abandona a família, amar a prostituta, o ladrão, o viciado, o irritante, o fofoqueiro, o pobre, o rico, o político corrupto, o macumbeiro. Amar o pecador. Como eu, como você. Sinceramente, para mim parecia uma missão quase impossível!

Por muitas e muitas vezes me cobrei sentimentos de amor por essas pessoas, mas não conseguia negar minha revolta em relação ao “erro” delas. Mas, se eu tivesse que representar em um teatro, dar testemunho, evangelizar, ou me declarar cristã frente a essas pessoas, eu falava que as aceitava. Graças a Deus, nós temos a chance de aprender e de sermos moldados conforme Seu querer.

Karl Marx desenvolveu a Práxis Revolucionária na intenção de criticar dois movimentos filosóficos: o materialismo e o idealismo. Enquanto o materialismo diz o homem ser determinado pelas circunstâncias (econômicas, sociais, culturais), o idealismo diz ser o homem determinado pelas ideias (pensamentos, desejos, vontades). Este conceito de Marx é basicamente “a coincidência da transformação das circunstâncias com a atividade humana”. Entende-se então, que o homem não é somente determinado pelo ambiente ou pelos seus ideais, mas há um desenvolvimento constante na interação e modificação de um pelo outro. “A teoria se modifica constantemente com a experiência prática, que por sua vez se modifica constantemente com a teoria”.

Após conhecer um pouco sobre a práxis, percebi que meus pensamentos estavam sendo motivados por uma incompreensão desse amor que Jesus nos ensina a ter pelo outro. O amor vai além dos sentimentos, e muitas vezes não nasce por eles. Amor é entrega. Amor é atitude. Mesmo que o sentimento não estivesse presente, eu poderia me entregar em amor por essas pessoas, desde que eu começasse a exercer a práxis. Como muito bem explicado no livro “O monge e o executivo – James C; Hunter”: 

"Se me comprometo a amar uma pessoa e a me doar a quem sirvo, e sintonizo minhas ações e comportamentos com esse compromisso, com o tempo passarei a ter sentimentos positivos em relação a essa pessoa." 

A minha ação no ambiente externo (considerando tudo o que existe fora de mim) age como modificadora deste ambiente, que, ao mesmo tempo, exerce influência sobre mim, modificando-me também.

Não! Não somos hipócritas por tentarmos fazer o bem sem distinção. Somos hipócritas na nossa ignorância de pensar que podemos fazer algo pelas pessoas não nos comprometendo a amá-las. 

O novo mandamento nos foi dado não apenas por palavras, mas por atitude! Sejamos fortes em seguir o exemplo do nosso mestre, permitindo-nos experimentar novos sentimentos de empatia e compaixão através de nossas ações.

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