Pare! Com o mimimi...

10 de ago. de 2012 |


Na quarta-feira da semana passada e no último domingo, tive duas experiências marcantes, voltando e indo para a igreja de ônibus. Na primeira, encontrei um antigo colega do colégio e escolinha de futsal que há muito tempo não via; e, na segunda, um rapaz que não conheço, mas que contou a história de um acidente que sofreu e, por estar em um processo de recuperação complicado, pedia dinheiro por estar impossibilitado de trabalhar.

Na última quarta-feira, a queridona Lisieux, publicou um texto falando sobre como é importante lidarmos com problemas com a cabeça erguida, e hoje, relatando um pouco destas duas experiências que tive, quero falar também um pouco sobre isso.

Eu tinha entre 9 e 13 quando convivi com o primeiro rapaz citado. Diversas vezes o vi sendo zuado e hostilizado por conta de algumas deficiências que ele possuía. Um prato cheio pras crianças, consideradas "normais", fazerem brincadeiras lamentáveis. Confesso que nem eu mesmo, dava muito crédito pra este cara. A minha mentalidade limitada de criança me fazia até mesmo pensar que seria um cara que não conseguiria muita coisa na vida. E, pra minha enorme surpresa e alegria, fiquei sabendo que ele fez faculdade e atualmente é professor de matemática. (Véi, professor de matemática, tem ideia?)

O segundo rapaz contou que bateu sua moto na traseira de um carro e, por conta disso, estava com vários pinos no braço esquerdo, o que o impossibilitava de trabalhar, por isso estava ali, naquele ônibus, pedindo ajuda. Achei interessantes as frases de efeito que ele usava em seu discurso, extremamente apelativo, entre elas: "Deus abençoa quem ajuda". Ah, ele também sabia TODA a programação da Rede Canção Nova, e, por diversas vezes, repetiu o slogan de um grupo de evangelização deles. Ele não deve ser muito mais velho que eu; não aparentava ter mais de 30 anos. Segundo ele, precisava juntar 68 reais, pra pagar o aluguel.

Eu confesso que tenho uma enorme resistência em dar qualquer quantia pra pessoas que não conheço. O fato é que alguns são atores tão bons, que mascaram uma mentira de uma forma tão genial que, se você não tomar cuidado, acaba dando todo o dinheiro que tem com você na hora. Mas enfim...

Quando cheguei em casa, fiquei pensando nas histórias dos dois. Um, tinha todos os motivos do mundo pra ser um ninguém. Poderia ser uma despesa para seus pais, enquanto eles vivessem, mas, contra todas as dificuldades, atua lecionando uma matéria que é odiada por muitas pessoas pelo seu grau de complexidade. Não conheço a história do rapaz que sofreu o acidente, talvez nunca mais o veja. Mas, fiquei pensando em algo... pra se arrebentar todo num acidente, será que ele estava sendo prudente no trânsito? Afinal, ele bateu na traseira de um carro... é muito difícil, nestes casos, o sujeito que bateu ser inocentado. E poxa, será mesmo que não tem nada que o cara possa fazer, mesmo com seu braço esquerdo machucado, pra ganhar seu dinheiro sem precisar pedir ajuda aos outros?

O que quero dizer com tudo isso?! Algo bem simples!

Pessoas são diferente, têm problemas diferentes e diferentes formas de lidar com eles. Sei que não posso nivelar as duas histórias que contei acima e dizer que a atitude de um é louvável e a do outro reprovável. Mas sei lá, vamos trazer a coisa pro nosso lado. Como eu me porto diante dos problemas da vida? E você?

Será que nós somos "pedintes profissionais", sempre querendo fazer com que os outros tenham compaixão de nós e nos ajudem; ou reconhecemos nossas limitações/deficiências/defeitos e, apesar deles, vamos em frente e lutamos por aquilo que queremos?

A história desses caras me marcou e me fez questionar muitas coisas em meu comportamento. Acho que em nossos dias o "mimimi" está em alta. E é muito normal ver gente se fazendo de vítima. E o pior, gente capaz de fazer muita coisa, gente com saúde... simplesmente se perdendo no meio do comodismo de uma vida sem objetivos maiores que o próximo pedido de ajuda.

Pra resumir, acho que, na boa... muita gente precisa parar de frescura e encarar a vida e todas as suas faces com coragem, fé e determinação. O sol nasce pra todos!

Ah, e se por acaso você estiver nessa onda de achar que não consegue, que não pode, que não é capaz... vamo lá, é fácil... Apenas mantenha a calma e... Pare! Pare, com o mimimi!

"Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos." [Eclesiastes 9:11] 







OBS: Foi levantada uma questão em um dos comentários deste post a respeito de plágio, pois o título do texto é o mesmo que foi capa da revista "Vida Simples" deste mês. Honestamente, desconhecia a existência da revista citada, até ler o comentário. Logo, não houve plágio, afinal nunca tive contato com revista em questão.

Gostaria de esclarecer que todo o conteúdo do #JuveMetodista BLOG é de autoria de seus editores e quando usamos material de outras pessoas, atribuímos a autoria a elas logo no inicio dos posts, agimos de forma semelhante em relação ao uso das fotos que são retiradas dos Flickr´s que permitem que seu conteúdo seja utilizado.



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As necessidades de Maslow

7 de mai. de 2012 |

As necessidades de Maslow

Em todos os lugares lemos e ouvimos a respeito do comportamento humano. Alvo de muitas teorias, nosso comportamento é observado e explicado de variáveis formas. Por que agimos de determinada maneira em certas ocasiões? Como podemos ser tão iguais e tão diferentes de certas pessoas? O que temos de comum que nos tornam humanos e o que temos de diferente que nos tornam singularidades?

Temos uma palavra chave como ponto de partida para a investigação dessas questões: motivação. Hoje quero apresentar a vocês Abraham Maslow, alguém que se interessou em estudar a motivação e a caracterizou como determinante de nossos comportamentos. Para ele, a motivação é composta de necessidades/desejos que estão direcionados a um objetivo/objeto, a fim de obter satisfação.

Maslow caracteriza 5 necessidades básicas presentes em todos os indivíduos, que são: necessidades fisiológicas, de segurança, de amor, de estima e de autorrealização. Organizadas em uma hierarquia, acredita-se que há uma ordem de satisfação, desde as mais primárias (fisiológicas) até as mais maduras (autorrealização). A imagem a seguir representa como essas necessidades básicas são dispostas.

Piramide de Maslow

Gostaria de focar minhas observações, a partir de agora, na necessidade de amor. Ter necessidade de amor é necessitar de “laços afetivos com os demais; obter um lugar em seu próprio grupo e no mundo. Ser plenamente compreendido e aceito por alguém”. Maslow chega a dizer que a falta de amor pode gerar patologias (doenças) graves. Fica claro como o amor é importante e necessário para nós.

Um ponto interessante desta teoria (e o que mais me admira, por sua praticidade) é o resultado de uma pesquisa:

“O estudo clínico de pessoas sadias, que foram saciadas em sua necessidade de amor, mostram que, embora precisem menos de receber amor, são mais suscetíveis de dar amor. Nesse sentido, são pessoas mais amantes” (Maslow, 1968, p. 69)

O que percebo diante destas informações? Percebo quão forte é o amor. Não pode ser preso, não tem limites. Ele não só está em uma pessoa, mas também “transborda”, atingindo outras. As obras do amor não são egoístas, mas estão à disposição de todos.

Finalizo por aqui esta minha humilde reflexão, pedindo a participação de todos vocês para que ela não finalize de fato, mas que nos ajude a repensar nossas próprias condições. Por que se tornam raros, cada vez mais, atos de amor ao próximo? Onde está o erro: na nossa fonte de obtenção de amor ou em nós, por sermos falhos em repassar o que temos recebido?
Assinatura Samara

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Don't play games

7 de dez. de 2011 |

Don't play games(legendado) from Igor TroPs on Vimeo.

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