O que vejo em minhas marcas? - Parte II

1 de ago. de 2012 |


Há duas semanas, compartilhei sobre minhas dores, cirurgia na mão e cicatriz e, então, fizemos uma reflexão lembrando das marcas pelos cravos nas mãos de Cristo, quando foi preso na cruz para morrer em nosso favor. E comentei mais sobre as dores e o sofrimento que as cicatrizes nos fazem lembrar. Entretanto, não é apenas isso que podemos enxergar nas marcas que carregamos ao longo da nossa vida. Também pode haver boas lembranças, eu acredito.

No meu caso, lembro que a cicatriz está ali como consequência de uma cirurgia após a qual a dormência, juntamente com todas as dores e muitas limitações, foi sanada. Assim, eu já conseguia escrever, trocar a roupa, fazer atividades cotidianas em casa sem muita dificuldade e isso foi um super alívio pra mim. Hoje já tenho, praticamente, a mesma flexibilidade e posso fazer quase todos os movimentos normalmente; só espero, ansiosamente, voltar às aulas de teclado.

E aí, novamente, vamos tentar observar se também podemos enxergar algo bom nas marcas de Cristo. Sempre penso que Jesus estava na cruz, não por Ele mesmo, mas por mim e por você. Também acredito que era vontade d'Ele estar ali, pois sabia que aquele sacrifício tinha como finalidade a salvação para a humanidade.

Que alegrias, então? Quais coisas boas podemos observar?


- o envio do Espírito Santo, o Consolador


"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo." João 16.7-8


- o Pai seria glorificado


"Depois de dizer isso, Jesus olhou para o céu e orou: 'Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique.'" João 17.1


- o sangue de Cristo nos dá salvação


O pecado nos afasta de Deus mas, em Jesus, temos a remissão dos pecados.

"Porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos, para o perdão dos pecados." Mateus 26.28

Com certeza, além desses que citei, existem outros motivos de alegria nas marcas de cravos nas mãos de Cristo. Até porque, não há um plano de Deus que tenha por finalidade apenas trazer ao povo momentos de sofrimento e tristeza; acredito que conhecemos e servimos a um Deus gracioso e, mesmo que no caminho nós encontremos alguns espinhos, nosso Senhor quer o melhor para todos nós.

Com Jesus, também aprendemos a obedecer ao Pai. Mesmo tendo que sofrer morte de cruz, Ele o fez por obediência, humildade e amor. "E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz." (Filipenses 2.8)

Sempre vamos aprender com nossas marcas. Sempre vamos aprender com Jesus. Que estejamos com os ouvidos e olhos atentos para ouvir e enxergar o que Jesus quer nos mostrar ou ensinar. Que, ao olhar para as marcas que carregamos, possamos dar mais valor e atenção às boas lembranças, que nos darão esperança para continuar a caminhada.

Abraço!








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O que vejo em minhas marcas? - Parte I

18 de jul. de 2012 |


No mês de maio deste ano, fiz uma cirurgia na mão pra tratar uma compressão no nervo causada por uma Síndrome do túnel do carpo. Acredito que, assim como eu, poucos já ouviram falar nessa síndrome; como disse, comprimia um nervo da mão que só não atingia o dedo mínimo, mas me causava muita dor e dormência que não se restringiram à mão, mas logo afetou todo o braço.

Enfim, a cirurgia foi feita e correu tudo bem. Tão logo acordei após o efeito dos sedativos e já não sentia dormência nenhuma. Foi um super alívio! Hoje, o que vejo todos os dias é a cicatriz. No meu caso, uma marquinha discreta na palma da mão, com cerca de 3cm.

Quando estou sentada, à toa, sempre observo minha cicatriz e por ser na mão, um dia pensei nas marcas de cravos nas mãos de Cristo. Assim como em mim, muita dor e sofrimento poderiam ser lembrados por meio daquelas marcas. Eu tinha dificuldades em atividades diárias comuns, como descascar uma fruta, vestir roupa e escrever... Os cravos que seguraram Cristo na cruz causaram a ele muita dor física, afinal, ele estava ali em carne e osso e foi machucado de verdade. Além disso, eu acredito, e podemos pensar que Jesus também carregava ali muita tristeza:

- por ver o povo longe de Deus e muitos o negarem como Senhor;

"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam." Jo 1.11

- por ouvir o povo preferindo que um ladrão fosse solto em seu lugar;

"Toda a multidão, porém, gritava: Fora com este! Solta-nos Barrabás! (...) Eles, porém, mais gritavam: Crucifica-o! Crucifica-o!" Lc 23.13-25

- por saber o sofrimento pelo qual os homens passariam.

"Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!" Lc 2.28

Provavelmente você também já viu aquela cena do filme "Paixão de Cristo" em que retrata os cravos sendo fincados nas mãos de Jesus na cruz. Sabemos que aquilo foi por nós e, quantas vezes, ignoramos e esquecemos que aquelas marcas existiram por nossa causa.

"Certamente ele tomou sobre si as NOSSAS enfermidades e as NOSSAS dores levou sobre si; (...) ele foi traspassados pelas NOSSAS transgressões e moído pelas NOSSAS iniquidades." Is 53.4-5

Com certeza nossas marcas nos fazem lembrar vários momentos e, na maioria das vezes, quando se tem uma cicatriz, houve antes uma dor. Talvez, dores que pudessem ser evitadas, sofrimentos desnecessários e tristezas que não precisávamos sentir. Porém, momentos que vivemos e aprendemos.

Hoje te convido a lembrar das histórias das suas marcas e, especialmente, das de Cristo. No próximo texto, vou compartilhar mais alguma coisa que podemos aprender com nossas marcas e com Cristo.

Deus te abençoe.

Abraço








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A pregação de Cristo Jesus

13 de abr. de 2012 |


Algo tem me chamado muito a atenção na pregação de Jesus: ela é totalmente oposta à pregação da maioria dos líderes religiosos do nosso tempo; já reparou?!

Diante de diversas situações, Ele enfatiza a importância dos valores do Reino e descarta totalmente o zelo excessivo e desnecessário, acrescido pelos homens aos dogmas religiosos.

A pregação de Jesus faz todos os homens e mulheres iguais; não há melhores ou piores; todos pecaram e precisam se arrepender. Não eram melhores os fariseus por saberem muito a respeito da lei, assim como não eram piores publicanos e pecadores por seus atos. Segundo a pregação de Jesus, todos são iguais diante de Deus!

Uma das "qualidades" do ser humano é a capacidade de atribuir rótulos a algo ou alguém e isso acontece com naturalidade; afinal, nossas experiências de vida nos fazem ter visões distintas sobre as coisas... então, é normal que algo que eu considero muito bom, possa ser considerado uma porcaria por você, que está lendo este texto. 

Mas... quando isso passa a ser nocivo?! 

Uma vez ouvi, em uma pregação, uma coisa mais ou menos assim:

"Se uma pessoa estiver seca e for molhada com um balde d´água, ela se sentirá molhada. Porém, se ela estiver dentro de uma piscina, não fará a menor diferença ser molhada com um balde de água."

Vivemos imersos numa realidade que é totalmente oposta ao que Jesus pregou! Até mesmo dentro de muitas "igrejas" ou através de programas de TV, a pregação é contrária aos valores do Reino. 

Se analisarmos friamente a palavra de Jesus, ela não nos oferece nenhum tipo de esperança de que teríamos grandes vitórias ou realizações neste mundo. E, o que quero dizer com isso, é que se alguém tiver muito dinheiro, ou pouco dinheiro, muito conhecimento, pouco conhecimento, muitos pecados ou poucos pecados, diante de Deus, segundo a pregação de Jesus, continuará sendo alguém que precisa do perdão de Deus. 

As obras não irão salvar ninguém! Não faça coisas sem entender porque faz, pois isso pode fazer com que você só vise obter reconhecimento de Deus e status entre os homens. 

Muitos bens só fazem alguma diferença neste mundo corrompido em que vivemos. No lar que Jesus está preparado para nós, as coisas preciosas deste mundo são usadas como pavimento de ruas e tijolo de edificações.

Nós somos todos iguais, pelo menos perante Deus! Não devemos pensar que, por fazer ou ter muitas coisas, somos melhores que aqueles que consideramos não fazer ou ter o que fazemos ou temos. 

Quando entendermos que somos todos pecadores que necessitam da misericórdia e salvação de Deus, talvez as nossas obras e posses sejam usadas, de fato, pra dar glória a Deus... e não para nós mesmos.

Abraço,

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O Amigo Revelado

23 de dez. de 2011 |










Hoje tenho a oportunidade de compartilhar com vocês sucintamente um conto de Caio Fernando Abreu, intitulado O inimigo secreto. Característico dos contos, este em questão não faz referência a datas ou muito sobre a identidade do personagem, mas ao longo da leitura aprendemos muito sobre o caráter de um homem, que vai sendo revelado por cartas de um ‘inimigo secreto’. As cartas, enviadas por esse tal inimigo, não poderiam ter conteúdo diferente de acusações que sempre trazem à tona pensamentos e situações do próprio personagem ao longo de sua vida. A grande surpresa está no final do texto, onde descobrimos que o autor das cartas é o próprio sujeito, vivendo uma grande crise de remorso que o julga por tantos erros cometidos. Atormentado por muitas lembranças amargas, ele se mata. Não fiquem injuriados por eu ter revelado o final, pois ainda assim vale a pena ler o conto e ver que grande canalha o cara era (e se a carapuça servir, tenha a boa vontade de terminar de ler esse meu humilde texto).


A surpresa que tive ao terminar de ler este conto me despertou a respeito de um assunto que considero um tanto quanto importante (senão o mais). Vamos “comemorar” o natal neste final de semana, época em que amigos secretos/ocultos estão no auge contracenando com pessoas empenhadas a escrever e procurar sobre o verdadeiro sentido do natal. Sempre as mesmas trocas de presentes, trocas de frases reflexivas e textos afetivos que, de boa, enche o saco. Mas, se você curte, eu te aceito mesmo assim (viva as diferenças!).

Neste clima natalino, famílias são incentivadas a fazerem aquela bonita reunião e a aproveitarem as ofertas das lojas para terem sucesso na demonstração de afeto aos parentes e amigos. Existem pessoas que têm o privilégio de participar de algo bacana e outras que não. Independente de onde participa cada corpo é acompanhado por uma subjetividade que vivencia mais um 25 de dezembro!

Finalmente, chego à primeira coisa que gostaria de pensar com vocês. Não é difícil ouvir de jovens, adultos e idosos um comentário de desilusão a respeito do natal. Afinal de contas, não se pode mais sentir aquele clima gostoso e alegria que se sentia enquanto criança. Há diversas razões para aquele encanto natalino ir embora, mas baseando-me ao conto que vocês já devem (deveriam, pois é muito bom!) ter lido, quero falar daqueles conflitos internos que carregamos por toda uma vida. Os que dia a dia nos tornam mais fracos, menos desejosos e menos otimistas. Rendidos aos nossos próprios pensamentos confusos e cansados, os dias passam ser apenas dias comuns. Somos errantes e temos que conviver com nossas falhas constantemente. Entretanto, muitas falhas tomam proporções tão grandes e são tão atordoantes, que algumas pessoas somente encontram saída ao findar sua existência (como no caso do personagem).

A segunda (e quase última) coisa que gostaria de falar é a respeito de alguém que me faz encarar todos os meus conflitos, me desafia a resolvê-los e me faz aprender todos os dias. Esse meu amigo não só me faz alegrar-me no dia do Natal, assim como na maioria dos meus dias (mesmo com os conflitos presentes). Aliás, esse assunto me parece relacionado ao tão procurado sentido do natal. Vocês conhecem um comentado Jesus, que nasceu numa manjedoura, no meio de alguns animais (os racionais também, hehe), gerado por uma mulher que engravidou de um Espírito (Santo!), que quase foi jurado de morte por Herodes e que mudou toda a história da humanidade? Esse mesmo! É este o alguém que me ajuda.

Sabe por que eu posso comemorar o natal? Não por eu ter para onde ir, por eu saber de onde surgiu essa história toda, por eu estar em paz comigo e com o mundo ou por que as pessoas “normais” comemoram. Mas, porque é o aniversário de quem faz diferença na minha vida hoje. De quem nasceu para muitos, mas que eu posso sentir seu cuidado tão único e particular em minha vida. De quem não me deixa ceder e pensar que o fim da minha existência é o fim dos meus pecados. Alguém que me disse: eu te liberto de todos eles, mas antes, vamos juntos resolvê-los? O dia do Natal me faz lembrar de todos os dias em que posso simplesmente pensar “oi, Pai” e sentir uma paz e segurança porque Ele, Jesus Cristo, é vivo e é vivificador!

O verdadeiro sentido do natal e melhor presente está disponível para todos! Incrivelmente e principalmente a você, que ainda se considera como seu inimigo secreto (ou não)!


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