Será que somos tão fortes?

11 de jun. de 2012 |


Hoje parei pra pensar sobre algo que Nietzsche falou. Lendo algumas citações dele, essa frase chamou minha atenção: “O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte”. Será que somos tão fortes?




Realmente, passamos por diversas situações nocivas que, naturalmente, deveriam nos fazer algum tipo de mal. Vivemos em uma época que faz isso a nós. Tanta violência, hipocrisia, roubo, desprezo... às vezes é um sufoco aguentar tanta pressão. Vemos muitas pessoas, no decorrer da nossa vida, sendo vítimas do caos da modernidade/pós-modernidade. Tanta doença, tanta tristeza, tanto sofrimento psíquico. Pensar no que nos faz mal não é difícil.

Entretanto, algumas pessoas sobrevivem a tudo isso, mantendo a integridade física e mental. Talvez, segundo as ideias de Darwin, são os que conseguiram se adaptar. Diante de tantas experiências nocivas, algumas pessoas realmente se tornam mais fortes. Mais acostumadas, vamos dizer.

Num terreno tão bombardeado para os humanos em geral, venho focar nossa reflexão em um grupo chamado Cristãos. Acho que nem preciso me ocupar em descrever nossa atual condição como grupo. Todos esses “sintomas” da modernidade/pós-modernidade não deixam de se manifestar dentro de nossas comunidades. Porém, vejo que temos um jeito diferente de sobreviver a isso. Não são as situações em si que nos deixam mais fortes, por nos adaptarmos a elas.

Atrevo-me a pegar um conselho de Paulo, quando fala sobre nossas fraquezas. Sofremos consequências do contexto em que vivemos? Sim. Mas há esperança para nós! E até mesmo devemos reconhecer como tudo isso pode ser benéfico!

“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, é que sou forte.” (2Co12:10)

Temos o consolo de saber que não precisamos ser tão perfeitos assim! Não precisamos enfrentar de peito aberto tudo isso, como se fôssemos fortes (como humanos) o suficiente para não sermos vítimas. Deus nos ensina que somos fracos, somos pobres, somos pecadores. Porém, ao reconhecermos esta condição e percebermos que só Ele é o todo poderoso, nos tornamos fortes! Não por nós, mas por Ele e para Ele!

Meu conselho, meus amigos, é que: ainda que o mundo desmorone e tanta injustiça nos faça o peito doer, prossigamos em acreditar que temos uma força a nosso favor. Não é uma força vinda de nós e conquistada por nós. A força vem pela graça e misericórdia de Deus e habita em nós, como prova do Seu imenso amor e fidelidade!

A minha força vem de Deus; só por Ele consigo sobreviver! E a sua?


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Quantas vezes fui hipócrita!

9 de mai. de 2012 |


"Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão. [Mateus 7:1-5]

Num estudo da lição "O cisco e a trave", na Escola Bíblica Dominical de que participei no último domingo, discutimos sobre o texto citado acima. Todos os jovens falaram bastante, já que -acredito eu- para qualquer ser humano é mais fácil apontar o erro do outro e, assim, julgar. Logo, todos estávamos bem inteirados no assunto, vamos dizer assim.

Baseada no texto bíblico, quando Jesus fala e ensina sobre o juízo, a lição destacou alguns perigos: o da condenação, o da hipocrisia e o perigo da falta de amor. O primeiro traz o alerta de não termos a disposição para sermos juízes do nosso próximo e o último, quando vemos um irmão errando e, em vez de orientar e ajudar para que ele não continue nessas falhas, somos egoístas e apenas apontamos o dedo.

O segundo perigo relatado, a hipocrisia, lembrou-nos o quanto temos a facilidade de enxergar e mostrar os erros dos outros; entretanto, mascaramos nossos próprios erros. Nesse ponto, o professor Paulo Brandão comentou mais ou menos isto: "Vocês já pararam pra pensar em como temos dificuldade de chegar a alguém e confessar alguma fraqueza? Como queremos sempre mostrar que somos santos e que não enfrentamos nenhum problema? E isso é verdade... Hipocrisia!"

Essa questão me fez refletir bastante. Queremos mostrar que somos fortes o suficiente pra não dependermos de ninguém, como se isso nos desse o poder de julgar os outros, que são fracos. Mas, na verdade, acredito que temos medo de mostrar nossos erros, nossas falhas iniciais e não apenas o resultado desses. É porque, se mostramos um problema que enfrentamos hoje, podemos trazer à tona um erro lá de trás, que vai tornar público que somos pecadores.

Mas... o que há de errado nisso? Todos somos pecadores. Todos erramos. Todos falhamos. E a Graça de Deus é para todos nós, pecadores(e hipócritas!).

Num texto já publicado aqui no Blog pelo George, ele disse que "Reconhecer que não estamos tão bem assim é o primeiro passo para que a Graça de Deus comece a transformar o nosso ser." (Está tudo bem não estar bem). Reconhecer nossas fraquezas é necessário e dividi-las com um amigo pode nos fazer muito bem.

Como amiga, digo que é ótimo dividir com Cristo primeiro. Afinal de contas, Ele já sabe, antes mesmo de abrirmos a boca. Quantas vezes fui hipócrita! Hoje, sei que não adianta e não quero mais repetir isso.

Abraço!

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Vem me socorrer

12 de mar. de 2012 |


Essa música tem um significado forte para mim, desde a primeira vez em que a ouvi. Curto muito o trabalho da banda Palavrantiga e, em especial, o Marcos Almeida, pelo qual tenho grande admiração, pelo pouco que conheço dele através da internet.



Voltando à música, sempre que a escuto sou envolvida por muitos pensamentos sobre minha condição de vida, meu relacionamento com Deus, minha dependência d'Ele e, muitas vezes, minha ignorância de pensar que tenho algo além d'Ele (tudo passará). Dessa vez, gostaria de compartilhar o que me ocorreu.

Logo no início da música, ouvimos “Não tenho um tom, não tenho palavras, não tenho um acorde que me socorra agora. Tudo foi embora; só tenho você!”. Naturalmente, lembrei-me de situações em que eu me sentia assim. Sem forças, sem nada, somente com uma vontade enorme de que Deus me ajudasse a recuperá-las de alguma maneira. Envolvida por essa necessidade de auxílio, eu sentia minha fé gritando, como se ela tivesse dado um sinal de vida. Percebia que, nos momentos de fraqueza, eu me sentia mais próxima de Deus... afinal de contas, parecia ser a única alternativa.

Depois de pensar nessas coisas, fiz uma pergunta ao Luiz (lindo!): porque é mais fácil o ser humano se sentir próximo de Deus nos momentos de fraqueza? A resposta foi simples e objetiva: “É nessas horas que nós, momentaneamente, reconhecemos que não podemos fazer nada sem Ele. Depois, voltamos a viver por nossas forças.”

Entendi que dependemos de Deus de uma maneira muito egoísta. É fácil buscá-lo quando estamos angustiados por algo e nossa condição humana não consegue processar de imediato. Quando estamos bem, esquecemos que não seríamos nada sem o amor e o favor imerecidos de Deus.

Erramos ao fazer de Deus nosso amuleto da sorte, ao nos rendermos a simbolismos supersticiosos, quando O buscamos quando nos convém. Nossa condição humana nos leva a esses comportamentos.

Quando, finalmente, eu percebo essas minhas falhas como humana, o refrão desta música faz todo o sentido pra mim. Não por eu estar passando por momentos difíceis na vida, mas por reconhecer que, em qualquer situação que eu estiver, sem Deus, eu sou errante sempre.


"Eu canto pra ti
Sei onde estou
Olhando pra mim posso saber
Que nada sou

Eu grito pra ti oh Deus
Vem me socorrer
Olhando pra mim posso saber
Que nada posso fazer"

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