Deixe-se afinar

30 de ago. de 2012 |


“Minha vida é uma canção, onde Ele é o refrão!”
Ele ouve a minha voz – Lucas Nobuo.

Imagine que você está assistindo a um culto e se inicia o momento do louvor. O ministério de música preparado para a primeira canção. Todos são grandes instrumentistas, de capacidade indubitável, o que deixa a igreja certa de que uma música bem executada soará aos seus ouvidos. Ao começar a música, percebe-se a guitarra totalmente desafinada: o pobre do guitarrista, extremamente constrangido, lembra-se de que não se atentou para a afinação. A feição da igreja muda e toda a canção ficou comprometida. O guitarrista, muito competente, está dando o seu melhor; porém, em vão, pois o instrumento está desafinado. O guitarrista terá de parar sua performance para afinar o instrumento, tensionando cada corda. Para os demais instrumentistas, há duas opções: ou se para tudo até a devida afinação, ou continuam a canção sem a participação da guitarra, proporcionando certo vazio à música.

Fazendo uma analogia, muitas vezes nós somos esta guitarra desafinada, fazendo parte da canção que é o Reino de Deus. Deus, o grande guitarrista, insiste em contar conosco nesta execução, mas nós somos instrumentos teimosos, que têm vida própria e, muitas vezes, não nos deixamos afinar. O pior de tudo é que muitos irmãos ao nosso lado, são instrumentos de qualidade e excelentemente afinados, mas o nosso desajuste acaba por comprometer o trabalho deles também.

Se você está se enxergando neste cenário, tenha em mente uma simples coisa: você não é a melhor guitarra que Deus tem, mas é com você que Ele quer executar certas canções. A única prerrogativa é: DEIXE-SE AFINAR. Mesmo que a tensão aplicada às suas cordas doa um pouco, DEIXE-SE AFINAR, pois a música que sai da sua vida pode contagiar o mundo. Quando você se deixa ser tocado por Deus, a melodia que sai de suas palavras impacta o ambiente em que você está inserido e, junto com os seus outros irmãos, você poderá fazer o concerto mais perfeito, executado e regido pelo nosso Criador, maior cantor, compositor, instrumentista e poeta de todos os tempos.

No entanto, se você estiver desafinado, a música que sai de você, além de extremamente desagradável, de nada valerá!

Pergunte hoje para Deus: Qual será o som que sai de mim?









Leia mais

Uma Noite em 67 - #02: A Marcha contra Guitarra Elétrica.

15 de mar. de 2012 |


Estamos no meio de uma série de textos sobre o documentário “Uma Noite em 67”, que trata do Festival de Música Popular Brasileira, realizado pela TV Record no ano de 1967. Como citado no post anterior da série, devido a alguns acontecimentos, esse festival foi especial em relação a outros. 
Neste post tratarei de um momento histórico da música popular brasileira, na verdade, mais polêmico do que histórico. Trata-se de um movimento organizado por músicos da “Mpb” que eram contra a introdução da “guitarra elétrica” em suas músicas, alegando que, junto com esse instrumento “americanizado”, viriam muitas outras coisas que tirariam o caráter “nativo” dessa música.

No dia 17 de julho de 1967, dois meses antes do festival, vários artistas, entre eles, Elis Regina, Jair Rodrigues, Gilberto Gil, foram para as ruas protestar. Contra a ditadura militar? A favor do direito de expressão artística? Não,. Pasmem, mas foi contra a guitarra elétrica. 

Muitos foram contra esse movimento, que particularmente acho que foi totalmente desnecessário, próximo ao ridículo. “Caetano Veloso” foi um deles, e mais do que isso, no festival ele contou com a participação de um grupo de jovens argentinos, músicos de rock, os “Beat Boys”, que introduziram no arranjo de sua canção “Alegria, Alegria”, o som das guitarras elétricas. 

Confiram alguns depoimentos extraídos do documentário e a execução de “Alegria, Alegria” de Caetano:




O caso que considero mais inexplicável foi o de “Gilberto Gil”. Antes de qualquer coisa eu quero deixar claro que o considero um dos maiores músicos do mundo; o cara é genial, sua contribuição para a música brasileira é indiscutível, porém, fez um papel que considero lamentável. Participou da Marcha contra a guitarra elétrica e, dois meses depois, participou do festival concorrendo com sua canção “Domingo no Parque” com a participação dos “Mutantes”, que, como sabemos, é uma banda de “Rock Brasileiro”, e usou guitarra elétrica nessa ocasião. Confesso que essa do Gil eu não entendi... enfim, sua arte é maior que isso tudo e prefiro me apegar a ela a esses acontecimentos isolados.

Confiram: 





Abraços,

 

Leia mais
Próxima Página