Pra frente Brasil: Olimpíadas 2012

30 de jul. de 2012 |


Há duas semanas escrevi um texto intitulado Pra frente Brasil que remetia à saudosa seleção de futebol da Copa do Mundo de 1970. Hoje, gostaria de refletir acerca do que está na mídia e na cabeça de milhões, talvez bilhões, ao redor do mundo: as Olimpíadas de Londres.

Sabem? Fiquei admirado ao assistir a abertura dos jogos Olímpicos. Foi impressionante a superprodução de cinema que fizeram acontecer dentro do estádio. Ver a verdadeira rainha Elizabeth II contracenar com James Bond, o 007, e o Mr. Bean tocando teclado com uma orquestra de verdade, não tem preço! Outra coisa que me chamou a atenção nesta abertura, mas que, creio, fugiu à observação de grande parte das pessoas, foi quem estava sentado logo atrás da rainha, em um lugar de super-honra: o arcebispo da Cantuária, Rowan Willians. Ele é o líder máximo da Igreja Anglicana, igreja oficial da Inglaterra e da qual John Wesley, fundador do metodismo, fez parte até sua morte.

Admito que ver este lugar de proeminência que uma liderança cristã tem naquele país, gerou-me um sentimento duplo, pois, ao mesmo tempo em que este fato marca a forte influência do cristianismo naquela sociedade, ao longo de séculos, também me lembro da apatia religiosa que varre boa parte da Europa, em nosso século, incluindo a protestante Grã-Bretanha, com seus grandes templos e catedrais que estão virando museus, que guardam a lembrança daquilo que foram outrora, mas que não são mais. Oremos pela Europa, pois aqueles que foram responsáveis por boa parte do crescimento do cristianismo ao redor do mundo estão precisando de nossa ajuda para redescobrir a fé em Jesus Cristo.

Mas, voltando às Olimpíadas de Londres, vamos ver, nas próximas semanas, uma avalanche de notícias, imagens, jogos, transmissões ao vivo e reprises das mais diversas modalidades esportivas. Talvez você mesmo esteja vendo algum jogo ou lendo alguma notícia sobre, ela enquanto lê este texto. Independente da modalidade disputada, todos têm o mesmo objetivo: vencer! Atletas do mundo inteiro estarão em disputa para ver quem é o melhor do mundo e, aqueles que vencerem, serão coroados de honrarias, o que, com certeza, lhes trará muitos ganhos materiais.

Muito se fala sobre vencer uma competição como esta, porém, poucos estão aptos ou a fim de se submeterem às condições de treino, alimentação e disciplina que estes atletas têm. Conversando com um amigo meu, que trabalha com atletas de alto nível, alguns dos quais estão nas Olimpíadas, ele me disse que, em média, até um atleta chegar à condição de ganhar uma medalha olímpica, ele investe de 10 a 15 anos de sua vida, tendo a disciplina e as muitas exigências como companheiras constantes; e todos eles fazem isso por um objeto, que podemos pegar e cunhar, chamado medalha de ouro.

Neste momento penso, quanta dedicação por um pedaço de metal! Não estou desmerecendo todos que se dedicam para ganhá-la, pelo contrário, estes homens e mulheres são muito valorosos. Porém, gostaria de fazer uma reflexão para nós cristãos, será que temos vivido nossas vidas para Cristo com a mesma dedicação que os atletas vivem em função das Olimpíadas? Será que vivo lembrando de que a salvação que recebi de Jesus é muito mais valiosa do que uma medalha de ouro? Será que me aplico com toda a dedicação e disposição para espalhar as boas novas do Evangelho?

Gostaria de recorrer a um texto do apóstolo Paulo para nos ajudar nesta reflexão: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar.” (1 Coríntios 9.25,26).

Sigamos a Jesus; vivamos buscando ser iguais ao Mestre; espalhemos as boas novas de salvação, levemos outros a conhecerem o grande Amor de Deus que existe por toda a humanidade e que está disponível em Cristo.

Se um atleta se dedica com tanta disciplina e afinco para ganhar uma medalha, eu quero viver com mais afinco e dedicação ainda, para ser achado digno da grande salvação que Deus me concedeu. Quero, com todas as minhas forças, ajudar pessoas a conhecerem a Cristo, e O terem como Senhor e Salvador de suas vidas, pois sabemos que não lutamos ou corremos por aquilo que é passageiro... nossa corrida tem a linha de chegada na eternidade.

Eu quero correr esta maratona. Você quer corrê-la também?! Que Deus esteja conosco a cada nova corrida que tivermos...


Lucas Andrade Ribeiro
Lucas Ribeiro
Sou Lucas Andrade Ribeiro, natural de Ipatinga/MG. Formado em Filosofia pela Unicamp e atualmente estudo Teologia na Fateo/Metodista.
Leia mais textos de Lucas Ribeiro |
Lucas Ribeiro no Facebook!

Leia mais

Quero amar

16 de dez. de 2011 |











“Quero amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo...”.

Ultimamente tenho pensado muito em: a quem Deus se referia quando disse para “amarmos ao PRÓXIMO como a nós mesmos?”. Afinal de contas, quem é o nosso próximo? Tenho, cada vez mais, chegado à conclusão de que o referido próximo é quem está realmente próximo de nós, como nossa família, amigos e igreja. E, puxa! Não há nada mais difícil do que amar verdadeiramente e o tempo todo quem convive com você! 


Não estou falando que é fácil amar aquele bêbado que sempre entra na igreja atrapalhando o culto, muito menos dizendo que é possível amar facilmente aquele ‘simpático’ ser que coloca o som do celular alto dentro do ônibus, tampouco afirmando que podemos morrer de amores por um pivete que roubou sua bolsa. Mas o caso é que essas pessoas passam rapidinho pela sua vida e, “ já, já” somem;  não precisamos conviver com elas muito tempo. E quem está sempre com você? E aquele amigo de quem você conhece todos os defeitos, sabe tudo que ele faz e vice-versa? E seus familiares que sabem exatamente quem é você? Como é difícil amar seu irmão (de sangue) que come o seu doce que estava escondido na geladeira; como é difícil amar e honrar sua mãe que sempre fala, fala e fala, muitas vezes até sem razão!  Como é difícil amar seu pai que ronca alto e não deixa você dormir! E na igreja, então? Dificílimo amar aquele irmãozinho que pisa no seu calo, que fofoca com o seu nome e que magoa você profundamente. 

Tenho pensado tanto nisso que, muitas vezes, me desesperei! Certo dia, conversando com uma amiga, falei com ela algo de que estava quase convencida: não sou capaz de amar de verdade! Esse amor cristão, sem medidas, sem preconceitos, amor incondicional, esse eu não sei nem como é! E ela, sabiamente me disse: você realmente não é capaz! Isso não vem de você! É Dom do próprio Deus e, que lindo, é o maior deles! N’Ele você pode amar!

É difícil? É sim! Mas é desafiador, e quando alcançável, é maravilhoso!

E, cá pra nós, que graça tem um desafio alcançado sem esforço e luta?

Lutemos... amemos, pois!


Leia mais
Próxima Página