Pão novo

21 de mai. de 2012 |


- Dona, tem pão velho? Eu, ainda bocejando, baixei os olhos pra poder encarar o menino, de uns oito, nove anos, olhos vivos, descalço e com um cabelo loiro escuro cacheado e sujo...

- Tenho não, garoto – respondi, apenas pra que ele fosse embora logo e eu pudesse voltar pro aconchego de minha cama.

- E roupa que seu filho não usa mais, tem?

- Meus filhos já são grandes – suspirei... as roupas deles não serviriam em você. - Então me dê um copo de leite... leite tem?

- Não, não tenho... respondi, já um tanto impaciente. Mas o garotinho não desistiu. - Um copo d’água... pronto! Isso tem que ter!

Me dá um copo d’água? Cansada e louca pra me ver livre do garotinho, respondi, já com uma ponta de rispidez. - Não, não tem! A água acabou, justo hoje!

O garotinho, com um jeitinho irônico, olhou pra mim firmemente e disse:

- Ô dona! Intão vem pedi cum eu!

Espantada com a pronta resposta do garoto e com o ar de galhofa dele, estourei numa gargalhada. 

Abaixando-me, olhei nos olhos do garoto e perguntei:

- Você não tem família? Deveria estar em casa a uma hora dessas. Ainda está escuro.

Passavam dez minutos das seis horas, horário de verão, e o sol ainda não tinha dado as caras. Além do mais a manhã estava abafada e com o céu nublado... Decerto, choveria mais tarde.

- Tenho casa sim, dona... e é looonge!

- E o que você está fazendo aqui, tão longe?

- Minha mãe não tem comida em casa. Então, tenho que sair andando e pedir. E perto da minha casa, todos são pobres também.

- E o seu pai?

- Meu pai foi embora e deixou nóis tudo sozinho.

- Não vai à escola?

- Vô não... num temo dinheiro pra comprar caderno.

Prestando atenção no olhar do garoto, consegui enxergar, lá no fundo, a tristeza, o abandono, a falta de amor.

- E você fica todos os dias na rua?

- Fico sim, dona. Se não pedir comida, fico com fome. E ainda tenho que conseguir alguma coisa pros meus irmão menô... Tem um que é bebê ainda, purisso pedi o leite. Ia virá aqui e levá, olhe...

E tirou de uma sacolinha uma garrafa de refrigerante vazia, com um bico de borracha, já bem gasto, no gargalo. Abaixei-me e passei a mão na cabeça do garoto. Ele sorriu largamente.

- Vou buscar o pão, espere um pouco. Serve pão novo?

– Meu marido tinha deixado o pacote da padaria, com pão novinho, em cima da bancada da cozinha, antes de sair para o trabalho. E sorri para ele também. Afinal, já havia mesmo perdido o sono. Alargando ainda mais o sorriso, o garoto, pra minha surpresa, disse:

- Precisa não, dona... a senhora já conversô cumigo! Ninguém pára pra conversá cumigo e isso foi legal.
A resposta do menino mexeu comigo.

- Vou buscar um lanche, mesmo assim – falei – E, enquanto caminhava até à cozinha, pra fazer um café reforçado pro garoto, pensei em como uma simples conversa pode fazer diferença na vida de alguém.

Aquele menino tinha fome e precisava de tantas coisas básicas, como leite para o irmão, uma camisa pra substituir a rasgada e suja que usava...Precisava de pão e de carinho... mas ele se contentou com uma conversa! Com a atenção de alguém que, mesmo de má vontade a princípio, parou para escutar o que ele tinha a dizer. Alguém que se abaixou para olhar diretamente nos seus olhos e que lhe fez um ligeiro afago nos cabelos.

Como um raio, absorvi toda a solidão e tristeza daquela criança; a falta de amor e de aconchego, a falta de abraço e de carinho. Aquela criança não tinha boa alimentação, não tinha brinquedos, não tinha livros e cadernos, não tinha roupa adequada para a estação. Não tinha pai, a mãe não marcava presença e ainda se julgava responsável pelos irmãos menores. Não tinha sonhos, não tinha alegria. E uma simples palavra amiga encheu de luz a sua manhã, fez brilhar os seus olhinhos castanhos, muito claros, e colocou um sorriso nos seus lábios.

Como doeu, amados, aquela resposta: “Precisa trazer mais não... a senhora já falou comigo!” Que mágico condão tem a palavra! Que poder maravilhoso tem o gesto amigo. Que faculdade de mudar uma situação tem o ouvir com amor! Hoje, ainda tocam em minha casa, de vez em quando, para pedir pão velho. E eu continuo não gostando de atender, tendo preguiça de preparar uma refeição, principalmente se for de manhã, porque gosto de dormir e de acordar tarde. Mas aprendi com aquela criança a espantar a preguiça e má vontade e a repartir o pão. Não só o pão dormido com café ou leite, mas o pão novo. Não o pão quentinho da padaria, mas o pão novo da Palavra que transforma e anima.

O Pão Vivo partilhado em pequenos diálogos, o Pão que alimenta através de gestos simples e afetuosos, de olhares de compaixão, de acolhimento e amor. E esse pão jamais fica velho, porque ele se renova a cada manhã; porque ele é, a cada dia, posto a assar na fornalha amorosa do coração de todos os que creem n’Aquele que é o Pão Vivo que desceu do céu; n’Aquele que disse: “EU SOU O PÃO DA VIDA. O que crê em mim, jamais terá fome”. É isto, amados. Aprendi a repartir, sempre, Jesus Cristo: o Pão da Vida!

Lisieux Souza
Pastora, mãe da Anna Elisa e Revisora do Juvemetodista BLOG. 
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Será que foi escolha?

9 de mar. de 2012 |


Essa semana li uma matéria em um jornal que contava histórias de crianças e adolescentes que passam o dia na rua e, à noite, vão para casa. Eles passam a manhã toda e parte da tarde pedindo dinheiro ou roubando para comprar tiner ou crack. O curioso é que a matéria dizia que elas escolheram "por livre e espontânea vontade" estar ali e que, nesse tempo, acabam sendo aliciadas por adultos que as usam para fazer pequenos furtos ou para pedir algum trocado, supostamente para comer.

O que me veio à cabeça e fez com que eu escolhesse esse tema para escrever foi: SERÁ?! Será que crianças que estão indo para as ruas com seus 7 ou 8 anos têm capacidade de escolher o que será melhor para elas? Ou será que foram as circunstâncias que certamente elas enfrentam em casa que as OBRIGARAM a isso? Penso que TALVEZ, se não todas, a maioria dessas crianças não tiveram escolha, diante de uma casa onde o pai bate na mãe, ou são abusadas, ou os responsáveis estão desempregados e/ou não têm o que comer, ou os pais não deram limites desde que eram bem pequenininhas ou, até mesmo todas essas coisas, e mais um pouco, juntas.

Trabalhei durante um ano em um projeto de extensão da faculdade na qual me formei (PUC Minas) que consistia em oficinas de comunicação para crianças e adolescentes de um dos maiores morros de Belo Horizonte, o Morro das Pedras. Lá pude ver de perto a realidade de crianças como essas da reportagem. Lembro-me de um deles, o meu preferido: dezesseis anos, inteligente, criativo, esforçado, bom aluno. Não conhecia o pai, mãe desempregada, irmão muito doente e não conseguia emprego. Certo dia ele me disse que tinha saído da escola e eu lhe perguntei o que que ele pretendia ser, se não estudasse.

Ele me respondeu: "Querer eu quero ser muita coisa...MAS..." Eu o interrompi e falei: "Não vai mexer com venda de droga não, hein Fulano!"; ao que ele me respondeu: "Ih 'fessôra, 'cê' é play boy, não sabe o que é ser da favela e o que que 'nóis passa!'". Eu simplesmente me calei. Era verdade; eu não sabia nada e ainda não sei. Pouco tempo depois que saí de lá, fiquei sabendo que ele tinha sido preso por venda de drogas.

Quando estamos distantes, no nosso conforto, fora do problema, é muito fácil julgar e dizer que eles ESCOLHERAM ou estão POR LIVRE E ESPONTÂNEA VONTADE nessa vida. Não estão! Há sempre uma explicação, um histórico por trás de cada "escolha". O que é triste é saber que o incentivo é muito maior 'do lado de lá'. O número de gente e de circunstâncias que os empurram para o pior é tristemente maior do que o número dos que tentam fazê-los crescer.

Ah... mas o quê que eu posso fazer? Vou escrever uma matéria com algumas baboseiras pra um jornal ou... sei lá. Quem sabe escrever um texto para algum blog?



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Post do Leitor #002 - Do direito nosso de cada dia

24 de fev. de 2012 |


 Vi, no Facebook, uma foto de um garotinho com o corpo coberto de tatuagens e piercings, com a seguinte legenda: “Piercings, tatuagens, alargadores, cor do cabelo, opção sexual... Sociedade, isso não muda o caráter de ninguém!”
Ora... Como assim? Falar em caráter, usando como exemplo uma criança de uns cinco anos, no máximo, que ainda, não sabe fazer escolhas e que certamente retrata não o que a criança é, mas sim uma caricatura de algum adulto que imprimiu no corpo dela marcas indeléveis? 

Falar de opção sexual e cor de cabelo como se fossem coisas similares e com o mesmo peso e usando crianças como exemplo é, no mínimo, inadequado. Pra mim, é ainda mais: é CRIMINOSO. Crianças são frágeis, influenciáveis e não deveriam servir de exemplo em nenhum desses assuntos, porque é claro que, se elas querem se tatuar, usar cabelo colorido ou mesmo beijar na boca alguém do mesmo sexo, elas viram, conviveram e admiraram alguém com estas características e querem imitar as outras pessoas. Como dizia a minha avó, criança é mico de circo: adora imitar. 

Acho que o caráter pode, não só ser mudado, como MANIPULADO. E, infelizmente, é o que mais acontece hoje em dia. A nova geração nunca foi tão manipulada pela mídia, pelos grupos ditos minoritários, por ideologias que querem se impor a todo custo, pelo que dita o mercado...

Mas o fato é que, embora certos comportamentos possam ser detectados desde a primeira infância (como o homossexualismo que, por isso, é visto como intrínseco ou natural por certos grupos), o caráter de qualquer pessoa não nasce junto com ela, prontinho, mas é formado por um conjunto de fatores que são genéticos, comportamentais, sociológicos, educacionais, etc. 

Ou seja, o ser humano não é um ser pronto ao nascer, mas está sempre em formação e é influenciado pelo meio em que vive. O caráter, pois, é formado. E está sendo muito mal formado nos dias de hoje, em que encontamos, cada dia mais, pessoas solitárias presas nos sites da internet, sujeitas a milhares de informações, nem sempre adequadas à sua idade, condição psicológica ou perceptiva; à televisão que mais deforma que informa; por figuras públicas que têm cada vez mais visibilidade e dinheiro e menos sabedoria para aplicar bem seus recursos financeiros; atletas e artistas que não sabem preservar o físico, caindo nos vícios e se perdendo de si mesmos e dos outros, através de escolhas que nem sempre são as melhores...

Já que ninguém nasce com caráter formado, as nossas opções, erradas ou certas, podem mudar o caráter em formação, pra melhor e pra pior. Ninguém nasce bom ou mal, inteligente ou não (a não ser os casos de má formação dos cromossomos ou deformidades no cérebro, etc), homo ou hetero, honesto ou picareta. Nenhuma criança, portanto, é capaz de escolher se tatuar ou escolher “assumir sua homossexualidade” (SE aceitarmos que ela é natural ou intrínseca, o que não foi provado cientificamente também... ou seja, não existem genes homossexuais, nem um terceiro sexo) ou mesmo de “querer” coisa alguma em termos de decisões que sejam duradouras ou que venham a ser determinantes em suas vidas... 

Enfim, fiz uma grande introdução para chegar à conclusão de que POBRE é esta geração que PENSA que pode ser o que quer sem arcar com as consequências de suas escolhas... e que essas escolhas podem SIM, incluir a não aceitação do restante da sociedade. O homem é um ser SOCIAL e tem que aprender a ter um determinado padrão de comportamento, a aceitar regras (às vezes injustas, claro, mas quase sempre lógicas e que fazem parte de um senso comum), a aceitar que o outro não tem a obrigação de concordar que piercing é legal, que cabelo azul é bonito ou que o homossexualismo seja natural e, hoje em dia, praticamente obrigatório! O empregador tem direito de escolher que seus funcionários se vistam de acordo com o perfil da empresa e os pais têm direito de não querer que uma babá homossexual esteja dia e noite influenciando (talvez até sem perceber) os seus filhos que vão, com certeza, imitar trejeitos e formas de se vestir, por exemplo... E todos essas minorias deveriam perceber que isto não é discriminação, mas sim o mesmo direito de escolha que elas tiveram (se é que se pode chamar de escolha esta foto, por exemplo). 

Amados, a foto dessa pobre criança é PATÉTICA, isso sim! Assim como é PATÉTICA a foto dos dois menininhos (de, no máximo, seis anos, portanto, sem percepção das consequências que essa escolha acarreta), se beijando, que tem aparecido na rede e que seria parte de uma cartilha do governo a ser distribuída na rede pública para crianças do ensino fundamental... e que não funcionam, é claro, como meio de se coibir o preconceito, mas sim como uma quase apologia ao homossexualismo. 

Todos nós, cidadãos, temos direito de escolha e isto deve ser respeito amplamente! Digo sempre, citando Voltaire, que posso não concordar com nem uma letra do que as pessoas dizem ou fazem, mas defendo até à morte o seu direito de dizer ou ser o que quiserem. Mas, como cidadã que também sou, defendo que não se deve impor a ninguém uma conduta ou uma opção de vida. Tenho por verdade que respeito também não se impõe, mas se conquista. 

Fala-se de violência contra homossexuais. Isto de fato ocorre e é INACEITÁVEL, assim como também é inaceitável qualquer outro tipo de violência. Então, a violência, tem que ser inibida de todas as formas. O preconceito se ABOMINA e se criminaliza e eu concordo plenamente com isto! Preconceito é uma mancha, uma falha de caráter, uma lepra social que não podemos aceitar de jeito nenhum.

Mas essas campanhas contra o “preconceito” e esse tipo de foto e propaganda governamental são pura MANIPULAÇÃO. É trocar o preconceito de lado. É dizer que um religioso, ou uma dona de casa, ou um empregador não têm controle sobre seu rebanho, sobre sua prole, sobre seus funcionários. É dizer que crianças podem fazer o que querem, invertendo os papéis em casa, que os adolescentes podem bater em professores, invertendo os papéis na educação, é dizer que as ovelhas não precisam de exortação, mas os profetas devem se calar, invertendo o papel da religião; é dizer que as famílias não precisam mais ser mais biológicas, mas “do coração”, invertendo o papel do homem e da mulher e anulando o plano de Deus (“Crescei e multiplicai-vos”) para a humanidade. 

Não quero julgar ninguém, nem dizer que sou contra ou a favor de tatuagens, de piercings, mechas coloridas nos cabelos, e muito menos contra homossexuais. Pelo contrário. Sou uma pessoa tolerante, amorosa, aceito ou procuro aceitar as pessoas como elas são, tenho amigos e convivo com pessoas de várias tendências filosóficas ou religiosas, procuro ouvi-las e entender seus motivos e escolhas. Mas... Quero controle sobre minha ideologia agora! 

Quero ter direito de pensar e de discordar, de debater e reivindicar, de decidir sobre quem vai me ajudar a construir o caráter dos meus filhos e das crianças e adolescentes do meu país. Depois de adultos, tudo bem que a pessoa “saia do armário” ou decida colocar um alargador na orelha até se passar a mão por ela, como uma pulseira. Acho ridículo, acho horroroso, mas respeito. Acho que os homossexuais escolheram errado, que estão na contra-mão da natureza que precisa de ambos os sexos para procriar e que separa biologicamente os aparelhos reprodutor e excretor que têm funções específicas, que fazem com que outra forma de uso cause doenças e outras consequências... que têm funções planejadas de forma perfeita por um Criador perfeito... mas respeito quem prefere viver assim. Porém, já basta de se usar crianças como bandeira de reivindicações fajutas. Já basta de tentar moldar a cabeça em formação dos nossos adolescentes, fazendo-os acreditar que podem ser completamente livres para ser e fazer o que quiserem... Depois de adultos, vão descobrir que ser o que a mídia disse não era tão verdadeiro assim... 

Sabem? Decidi que podem me chamar de radical, de fanática religiosa, o escambau. Não quero parecer boazinha nem ser politicamente correta. Quero ter o direito de dizer que a sociedade está DOENTE. E que as pessoas estão sendo “doutrinadas” de acordo com um não-evangelho pregado o tempo todo em qualquer mídia social... Quero DENUNCIAR que nós - religiosos, cristãos, mães e pais “tradicionais”, cidadãos comuns que também pagam impostos e têm o mesmo direito à livre expressão citada na Carta Magna - estamos sendo impedidos de exercer o pátrio-poder, de denunciar situações de manipulação ideológica por algumas ditas minorias, que estão usando as nossas crianças para engrossar as fileiras dos que empunham as bandeiras do “tudo pode” e “nada está errado”.

Amanhã pode ser tarde demais para salvar esses jovens que usam cabelos coloridos, têm a mente confusa e o corpo marcado, drogado, alcoolizado, doente... que optaram por uma forma de sexo estéril e triste e, por tudo isso, estão morrendo cada vez mais cedo e vivendo cada vez mais infelizes.

Quero pregar o evangelho da restauração. Quero dizer que Jesus transforma! Quero ter o direito de dizer isto, alto e bom som ... sem sofrer o preconceito de ouvir que sou religiosa homofóbica. Não sou e jamais serei, porque o evangelho do Amor pregado por Jesus não me permite deixar de acolher nenhum pecador, seja homossexual ou hetero, assassino ou simples mentiroso contumaz. Mas quero ter o direito de falar que não concordo com a ideologia homossexual. Nem vou permitir que manipulem meus filhos, meus netos, ou as crianças inocentes pelas quais me considero responsável também.

Que Deus nos ajude a sermos sal e luz em meio a esta geração corrompida e perversa.

Abração



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Aprendendo com quem nós ensinamos...

24 de jan. de 2012 |


Durante essas férias tive a oportunidade de rever meu queridinho afilhado Ryan, que mora em Caratinga, MG. E, a cada vez que o revejo, me surpreendo com o crescimento e o desenvolvimento dele, ainda mais que durante esse tempo tive a oportunidade de vê-lo dando seus primeiros passinhos. Confesso a vocês que foi uma experiência muito gostosa e divertida.

Porém, uma atitude do Ryanzinho, em especial, me chamou a atenção. Apesar dele já conseguir dar seus primeiros passos ele sempre me chamava dizendo: "Tio Gege; mão!", pedindo a minha mão para acompanhá-lo, quando ele percebia que não conseguia fazer algo sozinho. Vendo isso, várias vezes eu pude enxergar que o Ryanzinho não tinha dificuldade nenhuma em se humilhar e reconhecer que ele não conseguia fazer certas coisas sozinho, e, ainda mais, em reconhecer que ele necessitava de alguém ao lado dele para guiá-lo e lhe dar segurança.

Assistir a esse gesto me fez lembrar o texto bíblico de Marcos 10.15 (Tradução NVI): “Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele”, texto em que Jesus usa uma criança, que era um sinal de humilde dependência em seu tempo (Segundo a tradição judaica o valor religioso da criança é ainda menor que o da mulher), para representar como devemos receber e viver em seu Reino. 

Contudo, uma pergunta martelou a minha cabeça: Como nós temos recebido o Reino de Deus? 

Percebo que, muitas vezes nos frustramos e caímos, porque insistimos em viver confiando nas nossas forças. Se não bastasse isso, ainda vivemos com o medo de reconhecer a nossa limitação e fraqueza, porque o mundo e, às vezes, até a igreja, declara em alto e bom som que o mundo é somente dos vencedores e fortes e os fracos não têm vez, gerando uma ideologia triunfalista que nos deixa mais e mais vulneráveis e propensos a cair.

Essa ideologia triunfalista tem gerado muitas crianças; mas crianças mal criadas, que vivem caindo e caindo, porque a ideologia não as deixa entender que no Reino de Deus existem momentos em que é preciso fazer como o Ryanzinho; se humilhar e pedir a mão para ser guiado em segurança. Para receber o Reino de Deus é preciso entender que é na fraqueza que somos fortes. No Reino de Deus a ideologia triunfalista não entra, porque só entra quem está disposto a ser o menor. Quem está disposto a ser uma criança dependente e humilde.

A minha oração é que eu e você possamos, cada dia mais, diminuir e reconhecer que precisamos da mão de Deus, para que Ele possa sempre guiar nossos passos em segurança.
Desafio você a se humilhar; e aprender com quem nós ensinamos.


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Pão aos Filhos, porque deles é o Reino dos Céus

8 de dez. de 2011 |


"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer." [Albert Einstein]


O projeto Pão aos Filhos tem por objetivo entregar material escolar para as crianças do interior do Pernambuco.


A ideia é conseguir 470 kits de material escolar que serão destinados às crianças da Escola Municipal João Bosco de Sena, em Santo Aleixo – Jaboatão dos Guararapes/PE. Cada kit custa somente R$28,71 e, com esse pequeno valor, você ajuda uma criança a ter um material escolar de qualidade durante um ano letivo! 

Esse projeto vai ajudar a melhorar a educação no Brasil e a expandir o Reino de Deus, pois junto com esses kits, serão enviados livros cristãos infantis e/ou Bíblias.
O PAF conseguiu até agora, 39 kits, ou seja, precisam ainda de 431 kits. Você pode doar de três maneiras: Depósito em conta bancária, boleto ou com o cartão de crédito pelo PagSeguro.

Entre no site, saiba tudo sobre o projeto e doe:

"Sempre que puder, ajude os necessitados. Não diga ao seu vizinho que espere até amanhã, se você pode ajudá-lo hoje." [Provérbios 3:27-28]

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