Até que um entenda

23 de ago. de 2012 |

Aprendemos durante nossa vida de “crente,” que aceitar Jesus como Senhor e Salvador é repetir uma reza decorada: “Eu aceito Jesus como Senhor, arrependo-me dos meus pecados, creio com meu coração que Ele ressuscitou dos mortos.” Por que nós crescemos acreditando que isso é suficiente pra Jesus entrar no coração de uma pessoa? Por que acreditamos que isso, verdadeiramente, salva a pessoa?

Já escrevi uma vez sobre esse assunto e o meu foco hoje é outro. Quero, através deste texto, chegar a um entendimento sobre essa teologia porca e manipulativa que aprendemos.

O que é missão? O que é evangelismo? O que é discipulado? As respostas a essas três perguntas nos levarão a entender o que Jesus tentou ensinar, durante três anos, e poucos entenderam. 

O que é missão? Ultimamente, quando falamos de missão, pensamos logo em base missionária e desafios transculturais, quando, na verdade, os que estão no campo simplesmente entenderam o que é entregar a vida pra Jesus. Qual o propósito de você não ser arrebatado quando, verdadeiramente, você entrega sua vida pra Jesus? O propósito é puro e simples: você deve viver pras pessoas quando isso acontece! Deus não quer sua adoração de boca; Ele não quer suas belas canções; Ele quer VOCÊ! Ele quer seu corpo como sacrifício vivo e agradável.

O que é evangelismo? Jesus passou três anos na Terra, única e exclusivamente evangelizando. Ele entregou sua vida ao Pai em prol do outro, em prol de pessoas como Pedro e como Paulo... e, enquanto Pedro não entendeu a mensagem, Jesus não concluiu seu ministério na Terra; então, podemos dizer que Pedro só entregou sua vida pra Jesus, verdadeiramente, quando Jesus apareceu pra ele em João 21. Nesse momento Pedro foi salvo e viveu uma vida sendo discipulado pelo próprio Deus e sendo base pra o que eu e você somos hoje.

O que é discipulado? O discipulado começa quando a pessoa entende que não é capaz de controlar a própria vida e, através da amizade, nós somos capazes de ajudar o nosso próximo a viver em paz em meio às dores da renúncia. Discipulado não é essa coisa mecânica que aprendemos: que, uma vez por semana, eu ministro alguns estudos pros meus discípulos... você só é um discipulador quando você não é capaz de controlar a sua vida; o que faz de você um bom discipulador é você entender que não é melhor do que a outra pessoa; é você entender que precisa dela, mesmo ela sendo uma nova convertida. Não sou capaz de guiar ninguém e muito menos guiar minha própria vida.

Até que um entenda, vamos viver uma vida miserável onde as pessoas não têm referência nenhuma do que, ou quem é Deus. Estamos nesta Terra passando tempo e deixando nossas necessidades falarem mais alto que a nossa convicção em Deus. O que é prioridade pra você: as coisas ou as pessoas?

Até que um entenda, o nosso país não mudará a corrupção, não será um país justo, pois você está tão ligado às suas necessidades que vota por conveniência, entregando, ,sua cidade nas mãos de pessoas iguais a você, que estão entrando no governo por pura conveniência; que estão entendendo que suas necessidades são mais importantes que os interesses de uma nação.

Voltemos ao evangelho e trabalhemos ATÉ QUE UM ENTENDA!

Juninho Porto
Juninho Porto
Olá, meu nome é Juninho Porto, tenho 27 anos e sou missionário da JOCUM (Almirante Tamandaré) Curitiba/PR. Trabalho com o "SIGA"(Equipe Móvel de evangelismo).
Leia mais textos de Juninho Porto |
Juninho Porto no Facebook!
Juninho Porto no Twitter!

Leia mais

A Igreja e a política

31 de jul. de 2012 |


Estamos em ano de eleições municipais. Com as eleições, vem o tortuoso período de propaganda eleitoral de todas as espécies, em que pessoas se apresentam capazes de representar você na Câmara e na Prefeitura de sua cidade. Alguns, são capazes (o que não quer dizer que são todos idôneos), mas, na grande maioria, vejo grandes aventureiros buscando uma oportunidade confortável e cheia de benefícios, subsidiada pelo Estado.

Longe de mim defender uma corrente política ou um partido, até porque não os tenho, mas desejo, na minha humilde e superficial leitura dos fatos, pedir um grande favor a todos: cuidado com o seu voto. Escolheremos pessoas que vão nos representar politicamente e uma escolha mal feita pode martelar em sua mente durante quatro anos, caso você leve seu voto a sério.

Um segundo cuidado, que para mim é o mais importante: cuidado com os candidatos que se dizem cristãos, apresentando-se como representantes dos bons costumes, do evangelho e dos valores da Bíblia. Aprenda uma coisa: o EVANGELHO NÃO PRECISA DE REPRESENTAÇÃO POLÍTICA. Antes de ser um político defensor do valor cristão, ele tem de ser um bom homem, capaz de assumir tal postura perante a sociedade lá dentro da prefeitura, câmara, senado, ou que for... caso seja eleito. Ele tem de ser um cidadão de verdade, sendo ele cristão ou não. Que seja capaz de sofrer todas as agruras, isolamentos e sabotagens que o sistema político possa lhe imputar, apenas por querer ser justo, não somente para a Igreja, mas também para a população de toda a cidade ou nação. O evangelho não precisa ser representado politicamente; somente por Jesus, pelo Espírito Santo e por nós mesmos, pela nossa pregação e testemunho.


A igreja precisa orientar os seus fiéis quanto à responsabilidade do voto, mas não é função dela indicar nomes. O próprio Deus nos deu o livre arbítrio nas nossas escolhas e Jesus nos pediu que “déssemos a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”; logo, não podemos fazer da casa de Deus espaço de divulgação ou pedestal para César e a liderança da igreja não pode interferir na escolha de seus fiéis em prol de interesse próprio.

Apresento agora uma postura pessoal: não voto em pastores (http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/02/noticias/a_gazeta/politica/1121650-pastores-se-articulam-para-a-eleicao.html). Se o mesmo sente que tem vocação política, então que abandone seu ministério e se dedique a uma só causa. Não é a toa que muitos “pastô” fazem vergonha quando assumem cargos políticos; porque não levam nenhum das atividades a sério e acabam não sendo excelentes em nenhuma das duas funções.

Não é meu interesse ser um reacionário político ou criador de um movimento, mas simplesmente sou alguém que está farto de ver muitos representantes políticos cristãos se mancharem e os espaços estatais se tornarem um circo eclesial. A igreja só precisa de pessoas comprometidas com o Reino e que queiram abalar o mundo. No mais, ore em todo este processo, pedindo intervenção divina nas nossas escolhas e consciência dos céus em todos os candidatos.










Leia mais
Próxima Página