De onde vem a calma

5 de abr. de 2012 |


Se você está lendo este texto é porque felizmente não considerou o vídeo acima uma afronta, muito obrigado e parabéns! Explicando brevemente o que tem a ver a música com as imagens do vídeo e com o contexto  que elas representam, é o seguinte: sou fã da banda Los Hermanos (Sim amigo(a), ouço música "secular", blz?), ouvi esta música diversas vezes, mas na última segunda-feira aconteceu algo especial, eu prestei atenção da letra de uma forma diferente e quando fui buscá-la pra compartilhar uma de suas partes encontrei o vídeo acima e confesso que assisti bastante emocionado.

Estou estudando novamente os evangelhos, e, a cada vez que leio sobre Jesus, fico mais impressionado com Ele. Diferente do que é pregado nos dias de hoje, que nós temos que ser prósperos, bem-sucedidos, renomados e um tanto de outras coisas que uns "pastores" e "apóstolos" andam inventando por aí, Jesus não teve nenhuma destas pretensões. Quando percebia que a empolgação por seus milagres e ensino tomava o povo a ponto deles começarem a querer exaltá-lo demais, Ele dava um jeito de sair daquele lugar e ir para outro; assim foi até o dia em que Ele fez sua entrada triunfal em Jerusalém, montado num jumento, que foi emprestado, diga-se de passagem. Realidade bem diferente da de muitos dos "pastores", "apóstolos", "profetas", etc, nos dias de hoje.

Amanhã é sexta-feira santa, o dia em que lembramos de forma especial que Jesus foi julgado e crucificado séculos atrás. É impressionante que, em momento algum, Jesus reivindicou seus direitos nem usou seu poder para poupar-se da dor que havia de sofrer. O interessante é que Ele poderia simplesmente não aceitar morrer por aquele povo que, o tempo todo, o envolvia em intrigas, mentiras e planos para matá-lo; mas Ele sabia que a vontade de quem o enviara era maior que qualquer coisa.

Eu nunca me aproximei de uma ovelha, mas a comparação que a bíblia faz de Jesus com este animal é perfeita. É um animal que não oferece risco algum a ninguém, inofensivo, não resiste à morte, se cala e a aceita. Foi assim que Jesus agiu: simplesmente calou-se diante da vontade soberana de seu Pai, obedeceu, cedeu, abriu mão de seus direitos, abriu mão de seu conforto, glória, majestade; foi humilhado, desprezado, espancado, cuspido e, pra não estender mais a lista de afrontas que Ele recebeu, foi crucificado. E, se não bastasse, morreu diante de pessoas que zombavam dele dizendo coisas como: "Salvou os outros, mas não é capaz de salvar a si mesmo! E é o rei de Israel! Desça agora da cruz, e creremos nele." [Mateus 27:42].  

"Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca." [Isaías 53:7]

De onde veio a calma de Jesus? De onde veio essa determinação em fazer a vontade de seu Pai mesmo que isso lhe custasse a própria vida?

A motivação de Jesus em obedecer a Deus vinha do fato de saber que o mal teria fim, que seríamos reconciliados com Deus, etc. 

"Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si." [Isaías 53:11]

"Eu não vou mudar não / Eu vou ficar são / Mesmo se for só / Não vou ceder / Deus vai dar aval sim / O mal vai ter fim / E no final assim calado / Eu sei que vou ser coroado rei de mim." [De onde vem a Calma - Los Hermanos]

Se este texto te pareceu confuso até este momento, quero que fique em sua memória que a dedicação de Jesus em calar-se e submeter-se à Deus, abrir mão de seus direitos e simplesmente aceitar tamanha injustiça, o tornaram digno de receber a glória, honra e exaltação que este mundo jamais daria a Ele. E nada daquilo que podemos conquistar aqui pode ser comparado com aquilo que Jesus conquistou por nós, pois tudo neste mundo e existência é passageiro, mas a vida que aquele que morreu e ressuscitou no terceiro dia após sua morte nos oferece é eterna. 

Feliz páscoa, Deus te abençoe!

Forte abraço!

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O poder em minhas mãos!

22 de mar. de 2012 |


Muitos falam sobre como usar redes sociais e outros meios de forma construtiva, edificante, coerente, etc. A Talitinha, outro dia, escreveu um texto muito bacana sobre este assunto e a Lili também já postou algo a respeito. Não quero entrar diretamente neste assunto, mas acho que podemos levar a conversa de hoje pra este lado também.

Eu tenho o poder em minhas mãos! Em relação a quê?! Em relação a este blog por exemplo! Eu posso tirá-lo do ar a hora que eu quiser! Assim como posso escrever nele aquilo que vem à minha cabeça! (Concordam, senhores revisores?!)

Ah, mas isso pode parecer soberba! Não, não é. É uma observação, somente! Eu tenho o poder em minhas mãos; posso fazer várias coisas com este blog ou deixar de fazer. Posso usar um espaço como este para edificar vidas, trazer um conteúdo interessante ou, num momento de raiva, usá-lo pra denegrir a imagem de alguém ou até mesmo mandar aquelas [in]Diretas características de redes sociais. Posso fazer? Sim, tenho poder pra isso. Mas o que eu devo fazer de fato?!

Como seres humanos, normalmente tomados por nossas fortes emoções, somos tentados a agir de acordo com nosso humor em determinados momentos. Quando descontentes, damos indicações disso em nossas redes sociais, faces (face mesmo, rosto), voz, etc. Ahhhhh, mas quando estamos feliiiiiiizes... Nem preciso dizer o que costuma rolar, né? \o/ :D 

Enfim, o que quero dizer com tudo isso?! Podemos, do verbo poder, fazer tudo que vier em nossa cabeça; tudo bem que, pra algumas coisas, o nosso dinheiro não dá, mas enfim... 

Eu posso ouvir uma história e repassá-la sem buscar as fontes originais e, não só repassar uma mentira, como aumentá-la. Já perceberam os desastres que tais atitudes geram na vida das pessoas que são os personagens centrais da história?! 

Aquela pessoa que todos acham um boçal, eu posso achar um cara gente boa e vice-versa. Posso me enfiar em conversas com motivações ruins, posso fazer pré-julgamentos das pessoas... enfim. Eu tenho o poder em minhas mãos! Isso é muito sério! E, neste momento, mesmo tendo diversos versículos bíblicos pra usar, gostaria de usar uma citação muito famosa do tio do Homem-aranha: "Grandes poderes trazem grandes responsabilidades!"

Viver em sociedade é uma grande responsabilidade! Às vezes os atos mais bem intencionados são interpretados da forma mais absurda possível e uma pessoa ótima se torna escrota. E ai, a pessoa ótima tá com o nome na boca do sapo, pra não dizer outra coisa, no outro dia! Sendo comentada como a pior pessoa do universo. Tudo bem que este foi um exemplo ridículo, mas olha quantas coisas sérias acontecem só porque alguém que tem influência sobre outras pessoas emite suas opiniões sobre algo/alguém sem medir as palavras e sem analisar as situações com amor e justiça!

E sabe quem é que faz algo assim acontecer?! Pessoas que não exercem seu poder de respeitar o próximo. Pessoas que fazem pouco caso do seu poder de amar. Pessoas que têm o poder em suas mãos de serem diferentes e não o usam. Acabam iguais a todos os outros e praticando aquilo que, muitas vezes, elas mesmas condenam. 

Temos o poder em nossas mãos, para fazer o bem ou o mal. Temos que fazer o bem a qualquer custo! Não tentar! Em relação a fazer o bem a qualquer custo, deixo uma reflexão pra você que está lendo este texto e, principalmente pra mim, mais uma citação:

"Não! Tentar não. Faça ou não faça. Tentativa não há!" - Mestre Yoda, Star Wars.

Forte abraço,

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Post do Leitor #002 - Do direito nosso de cada dia

24 de fev. de 2012 |


 Vi, no Facebook, uma foto de um garotinho com o corpo coberto de tatuagens e piercings, com a seguinte legenda: “Piercings, tatuagens, alargadores, cor do cabelo, opção sexual... Sociedade, isso não muda o caráter de ninguém!”
Ora... Como assim? Falar em caráter, usando como exemplo uma criança de uns cinco anos, no máximo, que ainda, não sabe fazer escolhas e que certamente retrata não o que a criança é, mas sim uma caricatura de algum adulto que imprimiu no corpo dela marcas indeléveis? 

Falar de opção sexual e cor de cabelo como se fossem coisas similares e com o mesmo peso e usando crianças como exemplo é, no mínimo, inadequado. Pra mim, é ainda mais: é CRIMINOSO. Crianças são frágeis, influenciáveis e não deveriam servir de exemplo em nenhum desses assuntos, porque é claro que, se elas querem se tatuar, usar cabelo colorido ou mesmo beijar na boca alguém do mesmo sexo, elas viram, conviveram e admiraram alguém com estas características e querem imitar as outras pessoas. Como dizia a minha avó, criança é mico de circo: adora imitar. 

Acho que o caráter pode, não só ser mudado, como MANIPULADO. E, infelizmente, é o que mais acontece hoje em dia. A nova geração nunca foi tão manipulada pela mídia, pelos grupos ditos minoritários, por ideologias que querem se impor a todo custo, pelo que dita o mercado...

Mas o fato é que, embora certos comportamentos possam ser detectados desde a primeira infância (como o homossexualismo que, por isso, é visto como intrínseco ou natural por certos grupos), o caráter de qualquer pessoa não nasce junto com ela, prontinho, mas é formado por um conjunto de fatores que são genéticos, comportamentais, sociológicos, educacionais, etc. 

Ou seja, o ser humano não é um ser pronto ao nascer, mas está sempre em formação e é influenciado pelo meio em que vive. O caráter, pois, é formado. E está sendo muito mal formado nos dias de hoje, em que encontamos, cada dia mais, pessoas solitárias presas nos sites da internet, sujeitas a milhares de informações, nem sempre adequadas à sua idade, condição psicológica ou perceptiva; à televisão que mais deforma que informa; por figuras públicas que têm cada vez mais visibilidade e dinheiro e menos sabedoria para aplicar bem seus recursos financeiros; atletas e artistas que não sabem preservar o físico, caindo nos vícios e se perdendo de si mesmos e dos outros, através de escolhas que nem sempre são as melhores...

Já que ninguém nasce com caráter formado, as nossas opções, erradas ou certas, podem mudar o caráter em formação, pra melhor e pra pior. Ninguém nasce bom ou mal, inteligente ou não (a não ser os casos de má formação dos cromossomos ou deformidades no cérebro, etc), homo ou hetero, honesto ou picareta. Nenhuma criança, portanto, é capaz de escolher se tatuar ou escolher “assumir sua homossexualidade” (SE aceitarmos que ela é natural ou intrínseca, o que não foi provado cientificamente também... ou seja, não existem genes homossexuais, nem um terceiro sexo) ou mesmo de “querer” coisa alguma em termos de decisões que sejam duradouras ou que venham a ser determinantes em suas vidas... 

Enfim, fiz uma grande introdução para chegar à conclusão de que POBRE é esta geração que PENSA que pode ser o que quer sem arcar com as consequências de suas escolhas... e que essas escolhas podem SIM, incluir a não aceitação do restante da sociedade. O homem é um ser SOCIAL e tem que aprender a ter um determinado padrão de comportamento, a aceitar regras (às vezes injustas, claro, mas quase sempre lógicas e que fazem parte de um senso comum), a aceitar que o outro não tem a obrigação de concordar que piercing é legal, que cabelo azul é bonito ou que o homossexualismo seja natural e, hoje em dia, praticamente obrigatório! O empregador tem direito de escolher que seus funcionários se vistam de acordo com o perfil da empresa e os pais têm direito de não querer que uma babá homossexual esteja dia e noite influenciando (talvez até sem perceber) os seus filhos que vão, com certeza, imitar trejeitos e formas de se vestir, por exemplo... E todos essas minorias deveriam perceber que isto não é discriminação, mas sim o mesmo direito de escolha que elas tiveram (se é que se pode chamar de escolha esta foto, por exemplo). 

Amados, a foto dessa pobre criança é PATÉTICA, isso sim! Assim como é PATÉTICA a foto dos dois menininhos (de, no máximo, seis anos, portanto, sem percepção das consequências que essa escolha acarreta), se beijando, que tem aparecido na rede e que seria parte de uma cartilha do governo a ser distribuída na rede pública para crianças do ensino fundamental... e que não funcionam, é claro, como meio de se coibir o preconceito, mas sim como uma quase apologia ao homossexualismo. 

Todos nós, cidadãos, temos direito de escolha e isto deve ser respeito amplamente! Digo sempre, citando Voltaire, que posso não concordar com nem uma letra do que as pessoas dizem ou fazem, mas defendo até à morte o seu direito de dizer ou ser o que quiserem. Mas, como cidadã que também sou, defendo que não se deve impor a ninguém uma conduta ou uma opção de vida. Tenho por verdade que respeito também não se impõe, mas se conquista. 

Fala-se de violência contra homossexuais. Isto de fato ocorre e é INACEITÁVEL, assim como também é inaceitável qualquer outro tipo de violência. Então, a violência, tem que ser inibida de todas as formas. O preconceito se ABOMINA e se criminaliza e eu concordo plenamente com isto! Preconceito é uma mancha, uma falha de caráter, uma lepra social que não podemos aceitar de jeito nenhum.

Mas essas campanhas contra o “preconceito” e esse tipo de foto e propaganda governamental são pura MANIPULAÇÃO. É trocar o preconceito de lado. É dizer que um religioso, ou uma dona de casa, ou um empregador não têm controle sobre seu rebanho, sobre sua prole, sobre seus funcionários. É dizer que crianças podem fazer o que querem, invertendo os papéis em casa, que os adolescentes podem bater em professores, invertendo os papéis na educação, é dizer que as ovelhas não precisam de exortação, mas os profetas devem se calar, invertendo o papel da religião; é dizer que as famílias não precisam mais ser mais biológicas, mas “do coração”, invertendo o papel do homem e da mulher e anulando o plano de Deus (“Crescei e multiplicai-vos”) para a humanidade. 

Não quero julgar ninguém, nem dizer que sou contra ou a favor de tatuagens, de piercings, mechas coloridas nos cabelos, e muito menos contra homossexuais. Pelo contrário. Sou uma pessoa tolerante, amorosa, aceito ou procuro aceitar as pessoas como elas são, tenho amigos e convivo com pessoas de várias tendências filosóficas ou religiosas, procuro ouvi-las e entender seus motivos e escolhas. Mas... Quero controle sobre minha ideologia agora! 

Quero ter direito de pensar e de discordar, de debater e reivindicar, de decidir sobre quem vai me ajudar a construir o caráter dos meus filhos e das crianças e adolescentes do meu país. Depois de adultos, tudo bem que a pessoa “saia do armário” ou decida colocar um alargador na orelha até se passar a mão por ela, como uma pulseira. Acho ridículo, acho horroroso, mas respeito. Acho que os homossexuais escolheram errado, que estão na contra-mão da natureza que precisa de ambos os sexos para procriar e que separa biologicamente os aparelhos reprodutor e excretor que têm funções específicas, que fazem com que outra forma de uso cause doenças e outras consequências... que têm funções planejadas de forma perfeita por um Criador perfeito... mas respeito quem prefere viver assim. Porém, já basta de se usar crianças como bandeira de reivindicações fajutas. Já basta de tentar moldar a cabeça em formação dos nossos adolescentes, fazendo-os acreditar que podem ser completamente livres para ser e fazer o que quiserem... Depois de adultos, vão descobrir que ser o que a mídia disse não era tão verdadeiro assim... 

Sabem? Decidi que podem me chamar de radical, de fanática religiosa, o escambau. Não quero parecer boazinha nem ser politicamente correta. Quero ter o direito de dizer que a sociedade está DOENTE. E que as pessoas estão sendo “doutrinadas” de acordo com um não-evangelho pregado o tempo todo em qualquer mídia social... Quero DENUNCIAR que nós - religiosos, cristãos, mães e pais “tradicionais”, cidadãos comuns que também pagam impostos e têm o mesmo direito à livre expressão citada na Carta Magna - estamos sendo impedidos de exercer o pátrio-poder, de denunciar situações de manipulação ideológica por algumas ditas minorias, que estão usando as nossas crianças para engrossar as fileiras dos que empunham as bandeiras do “tudo pode” e “nada está errado”.

Amanhã pode ser tarde demais para salvar esses jovens que usam cabelos coloridos, têm a mente confusa e o corpo marcado, drogado, alcoolizado, doente... que optaram por uma forma de sexo estéril e triste e, por tudo isso, estão morrendo cada vez mais cedo e vivendo cada vez mais infelizes.

Quero pregar o evangelho da restauração. Quero dizer que Jesus transforma! Quero ter o direito de dizer isto, alto e bom som ... sem sofrer o preconceito de ouvir que sou religiosa homofóbica. Não sou e jamais serei, porque o evangelho do Amor pregado por Jesus não me permite deixar de acolher nenhum pecador, seja homossexual ou hetero, assassino ou simples mentiroso contumaz. Mas quero ter o direito de falar que não concordo com a ideologia homossexual. Nem vou permitir que manipulem meus filhos, meus netos, ou as crianças inocentes pelas quais me considero responsável também.

Que Deus nos ajude a sermos sal e luz em meio a esta geração corrompida e perversa.

Abração



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