Post do Leitor #008 | Mais religião amor

5 de out. de 2012 |



Com certeza você já conheceu aquele tipo de pessoa que adora discutir religião, frequentemente cita passagens bíblicas e versículos diante de uma situação e, sempre que encontra uma brecha, reforça aquilo que tanto defende (com palavras, objetos e até mesmo atitudes).

O tipo de pessoa que “espiritualiza” tudo e todos. São rígidas na forma com que o cristão deve se portar e, quando surge um contra argumento às suas palavras, são rápidas para desconfiar e criticar. É comum nos depararmos com aquele que se assenta na cadeira de juiz para falar de idolatria, mas, diariamente, vive idolatrando seus líderes, pastores, cantores, ministérios e a si mesmo (meus projetos, meus sonhos, minhas decisões... acima de qualquer coisa); Jesus já não é o centro na vida de muitos que o dizem.

Talvez conheçamos alguém com algumas dessas características (ou, talvez pior, nós tenhamos algumas delas). Infelizmente, a maioria dessas pessoas se dizem livres, porém, são completamente controladoras de si mesmas e vivem se escondendo por trás de uma “capa de super- herói”;  dúvidas, inseguranças e crises que virão à tona e as surpreenderão, já que é algo normal na vida de qualquer ser humano.

Pessoas que dizem ter uma vida totalmente entregue a Deus, porém, vivem por controlar e ditar a vida dos outros. Lamentavelmente, alguns utilizam a religião para encobrir conflitos, ao em vez de usá-los para se ligar mais a Deus. Usam os padrões religiosos para se sentirem melhores e eles acabam se tornando um vício garantindo-lhes um falso poder, uma falsa paz e uma falsa sensação de estabilidade espiritual.

Quando Jesus advertiu a forma com que os escribas e fariseus se comportavam, usando sua religiosidade para parecerem mais íntegros, Ele não poderia ser mais claro. Para Ele a sinceridade, baseada em relacionamento e comunhão, era muito mais importante do que aquela baseada em dogmas. Ele falava de sinceridade e compromisso e não  de utilitarismo. Não estamos mais debaixo do insuportável peso da Lei; esse fardo não nos pertence; não precisamos agir como se o carregássemos.

E isso nos leva à seguinte pergunta: “onde está o verdadeiro amor? Amor pelo próximo, pelo evangelho genuíno, pela comunhão, pelo respeito, pela obra na qual estamos inseridos? Por que perdemos tempo com tanta bobagem e nos desviamos dele?”. ...Alguns insistem em deixá-lo pregado na cruz..Precisamos voltar àquilo que o Mestre veio nos ensinar, princípios que, por vezes, deixamos de lado para aceitarmos o farisaísmo (se é que podemos dizer assim) em nossas vidas. ....A íntima comunhão, a sinceridade e o amor a Deus precisam prevalecer em nós. “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” [1Co 13.13]

Forte abraço,

BIO: Meu nome é Lara (A pequena, Larinha, Laranafe..), como quiserem! Tenho 21 anos, sou de Caratinga- MG. Sou mais uma que se esforça para agradar a Deus.
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Uai! Existe gripe espiritual?

2 de jul. de 2012 |


Tenho que admitir uma coisa pra vocês: gosto de falar de coisas difíceis. Adoro discutir sobre temas complexos e tenho certo prazer quando vejo o desencadear lógico e formal dos argumentos.

Mas... sempre que leio os evangelhos fico um pouco em crise. Pois nele vejo Deus manifestado em carne - Jesus - fazendo justamente o contrário. Ao invés de partir das coisas complexas para chegar às simples, ele tem uma tendência interessante em falar de coisas super complexas e profundas com uma linguagem simples e acessível, utilizando-se de exemplos do cotidiano, da natureza, da vida.

Pois bem, acordei hoje com uma baita gripe. Minha cabeça dói, está difícil respirar e o ânimo para fazer qualquer coisa está lá em baixo. Todos os meus sentidos estão prejudicados; sinto como se estivesse meio lerdo pra fazer qualquer coisa.

Foi justamente neste contexto, que percebi que havia um tema que estava incomodando meu coração. E entendi que Deus estava me incentivando a compartilhar: será que não estamos “gripados espiritualmente”? O que seria, afinal de contas, “gripe espiritual”? Será que é quando nós não estamos animados a ir ao louvorzão ou estamos com preguiça de acordar para a Escola Dominical? Acredito que pode até ser; mas, hoje, gostaria de abordar outra dimensão da nossa “gripe espiritual”.

Para tal, vamos ler o texto de Tiago 1.27 que nos ajuda a pensarmos sobre este tema: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.”

Lendo este texto bíblico fico a pensar em quantos momentos vejo a injustiça e o sofrimento ao meu redor e nada faço para, pelo menos, tentar transformar ou amenizar aquela situação. Muitas vezes, estou tão confortável no culto de que participo, tão agradado pelas belas músicas e pregações interessantes que ouço, que nem me preocupado em ver quem está jogado nas ruas no meu caminho para a igreja. Às vezes, estou tão ocupado com minhas próprias preocupações e demandas que mal dá pra olhar quem está ao meu redor. Meus sentidos ficam prejudicados pela “gripe espiritual”.

Então lhe pergunto: será que você também não está sofrendo de alguma espécie de “gripe espiritual”?

Alguns sintomas podem te ajudar a percebê-la e vou abordar apenas um deles. Você ainda consegue perceber que as questões que envolvem a resolução e superação de injustiças fazem parte integrante do DNA de nossa fé? Logicamente, existem muitas outras coisas que poderiam ser citadas como reflexos de nosso estado de letargia. Mas gostaria de enfatizar esse tema porque observo que esta é uma das primeiras, se não a primeira mesmo, áreas que nós esquecemos na vivência de nossa fé cristã.

Precisamos restaurar em nossos “sentidos espirituais” a imagem de um Deus de amor, compaixão e justiça, que se importa com os detalhes da vida de toda a sua criação e não apenas com parte dela, que se reúne semanalmente nos templos.

Por fim, lembro-me de outro texto bíblico que me ajuda a pensar neste tema: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.1,2).

Que Deus nos ajude a vivermos uma vida na qual sejamos livres da “gripe espiritual”, para que possamos entender qual seja a vontade de Deus, buscando ajudar nosso próximo e vivendo de forma que o evangelho de Cristo Jesus seja personificado por meio de nossas ações, que são fruto da nossa fé em movimento.

Adoremos e busquemos a Deus por meio dos mais diversos momentos que a vida na igreja nos possibilita ter, vivamos de forma que a nossa fé leve outras pessoas a conhecerem a mensagem transformadora que há na cruz de Cristo, mensagem de salvação e libertação. Mas... nunca nos deixemos dominar pela “gripe espiritual” que não nos deixa mais perceber as situações e pessoas que estão ao nosso redor, clamando por ajuda e justiça.

Que Deus esteja conosco sempre! Amém.


Lucas Andrade Ribeiro
Lucas Ribeiro
Sou Lucas Andrade Ribeiro, natural de Ipatinga/MG. Formado em Filosofia pela Unicamp e atualmente estuda Teologia na Fateo/Metodista.
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Uma oportunidade IMPERDÍVEL pra você...

20 de jun. de 2012 |


Título: Uma oportunidade IMPERDÍVEL pra você, meu amigo, meu irmão...

Assistindo TV, fiquei cheia com tantas propagandas de promoções e mais promoções tentando vender as mais diversas coisas: móveis, imóveis, carros, viagens, comidas, roupas, perfumes, maquiagens, etc. E os comerciais aparecem principalmente quando surge uma diminuição no preço ou em datas especiais, como o dia dos namorados, um exemplo mais recente. Relembrando: próximo a essa data, lojas de perfumes utilizaram comerciais em diversos meios de comunicação para atrair clientes com seus produtos como sugestão de presentes aos amados. Ou seja, os comerciantes tentam atrair nossa atenção, mostrando que NECESSITAMOS daquilo, ou que, mesmo sem necessitar, aquilo está tão barato que podemos aproveitar.

Tudo bem, pode parecer uma super viagem, mas isso me fez pensar em como as pessoas são "atraídas" às igrejas, hoje. Luzes, fogos, brindes, promoções, grandiosos efeitos especiais, cantores e mensageiros da modinha e mil coisas que vão satisfazer o nosso 'eu,' por gastar pouco com isso e ter um prazer momentâneo que depois podemos achar que nem fez diferença realmente em nossas vidas.

Mas, sabe? Eu acho, no máximo, esquisito, mas não sou duramente contra as inúmeras formas usadas para atrair as pessoas, mesmo nas igrejas.

O que me preocupa é o evangelho vivido e transmitido de forma enganosa. Acredito que nós, seres humanos, temos a capacidade de pensar e aí podemos analisar se naquele lugar está sendo falado mesmo o que está na Bíblia; acontece que há aqueles com mais dificuldades em enxergar a enganação. Também não acredito em igreja perfeita - isso só quando estivermos no céu - já que todas são formadas por homens que, mesmo que busquem e se empenhem em fazer a vontade de Deus, estão sujeitos a falhar. A congregação da qual participo não é perfeita, mas sei que busca e ensina o que Deus ordena; além disso, não posso ficar presa apenas a ouvir, no domingo ou terça-feira, o pastor falando; também devo ler e buscar os ensinamentos de Deus na minha casa.

E aí eu tenho certeza que o que define se a pessoa volta ou não à "loja" é muito mais a qualidade, o atendimento, do que realmente o "preço e as promoções atrativas". E o que melhor define o atendimento e a qualidade, pra mim, é o amor (acho até que essa é uma das palavras-chave mais citadas em todos os textos já publicados aqui no blog). Como Jesus disse:

"Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amos uns aos outros." (João 13.35)

Junto com o amor, tudo o que é fruto do Espírito: alegria, benignidade, bondade, o domínio próprio, a fidelidade, longanimidade, mansidão e paz (Gálatas 5.22-23). Porque a respeito desses, não se pode enganar, imitar, fingir.

Vejo que uma grande dificuldade atual é as pessoas permanecerem nas igrejas. Talvez a falha seja essa: como mostramos Jesus nas nossas vidas; se o fruto está em nós; se o amor está em nós. E pra quem está com sua vida com Deus e servindo junto a uma congregação, também deve cuidar para que não caia, não é verdade? Aí, além do que já foi dito, devem (ou devemos) permanecer firmes em Deus e não em nomes de congregação, de cantores, levados por eventos, promoções, querendo ter vantagens pessoais.

Bom, acho que nunca uma propaganda de TV me fez pensar tanto... rsrs. Que você também pense, reflita, volte e/ou permaneça na "loja" pelo que é constante: o atendimento, a qualidade; e não por atrativos que não têm um sentido verdadeiro.

Abraço







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Deus é Mais

29 de mai. de 2012 |


Existe já há algum tempo uma força enorme para acabar com o cristianismo; desde séculos passados homens como Voltaire gostam de maldizer o cristianismo e sua santidade e autenticidade. Existe também o gnosticismo, que é, como diz o filósofo Olavo de Carvalho, uma revolta contra o nosso Deus.

Mas o meu medo maior, hoje, é a ideia: "a religião é o ópio do povo". Esse discurso é muito comum em universidades principalmente, mas também entre os marxistas em geral. Até existem marxistas bons e eu conheço um, que é um grande amigo meu, embora entremos em conflito quando se fala de política.

Qual é o grande problema dessas pessoas com Deus? Bom, eu tenho uma opinião, que pode não ser a verdadeira mas é a que Deus me deu. Bom, a verdade é que a existência de um ser como nosso Deus, que é bom infinitamente, para marxistas e comunistas é absurda, porque o mundo é mau, o capitalismo é mau e a religião é ópio do povo.

Uma verdade sobre essas pessoas é: elas todas sofrem muito com o que existe no mundo; elas sofrem e, portanto, um Deus bom sobremaneira é impossível. E confesso, eu mesmo já caí muito nesse discurso e só Deus sabe do meu arrependimento e vergonha ante essa coisa toda. Graças à Sua graça sem fim eu pude ter a bênção de mudar de opinião e, consequentemente, mudar de vida.

A verdade é que toda revolta contra Deus nunca faz bem para a pessoa que odeia; ódio não é um bom sentimento e, se a pessoa quer agir com o ódio para criar algo de bom, ela já está equivocada desde o princípio. Hoje, por exemplo, vivemos uma época de marxismo total no Brasil e na América Latina; um marxismo ao qual é dado o nome de marxismo cultural.

E no que consiste esse tipo de corrente? Em mudar gradativamente o modo de pensar das pessoas no seu íntimo. Então é comum, já que esse tipo de revolução deve ter começado no Brasil com os livros de Antonio Gramsci, que teve seu primeiro livro publicado no Brasil em 1964. E fazer a revolução cultural, com a desconstrução dos valores cristãos, é muito efetiva; com isso nós teremos pastores e padres comunistas. E, veja bem, eles não são pessoas más, só estão sendo levadas por um tipo de pensamento diabólico sem fim.

Então, o que é que podemos fazer quanto a isso, se a escola não ensina mais? Ensinemos nós mesmos, nas igrejas, que Deus é absoluto e maravilhoso e que transforma vidas (para o ódio completo de muitas pessoas, infelizmente). A boa-nova de Jesus Cristo transforma vidas! Vidas imundas se tornam vidas santas e com sede de verdade e Verdade, conhecimento e bondade. E de vontade de fazer o bem pelo bem e não pela luta armada, como era com os marxistas anteriores e hoje é na cultura, para os gramscianos.

Cuidado com as ideias! O lugar por onde nosso inimigo maior, satanás, vai atacar, é no plano das ideias, fazendo com que suas ideias fiquem todas tortas e que sua vida, consequentemente, fique torta; e ele vai colocar na sua cabeça que não existe verdade e que o bem e o mal não existem. Satanás é o enganador, enquanto Jesus é a luz que traz a verdade que liberta.

Na verdade, nada desse mundo deve nos levar a nada; nenhum pensamento mundano, no sentido cristão da palavra, vai nos levar a lugar nenhum. A Palavra de Deus, essa sim, transforma; e, para glória total do nosso Senhor Jesus Cristo, ela me transformou e pode transformar a todos. Basta que nós deixemos Deus agir em nossas vidas, o que não é algo difícil; é, na verdade, algo demasiado simples.

E é essa a confusão do mundo: não achar que as coisas podem ser simples. Muita coisa não iremos compreender e não devemos ter raiva disso; por mais que tentemos e nos esforcemos, não entenderemos muitas coisas... mas, deixe com Deus que Ele sabe de tudo. Entregue sua vida a Ele e Ele o resto fará.


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Crise de credibilidade

6 de dez. de 2011 |



A “crise de credibilidade” na religião é um dos efeitos que a secularização trouxe para o homem. Entende-se que secularização é a consequência do processo de racionalização, onde tudo o que existe pode ser explicado pelo conhecimento racional.


A secularização trouxe com ela um colapso da plausibilidade (ou seja, da aceitação) das definições religiosas. Pode-se dizer então, que a secularização nos conduziu a uma situação de pluralismo religioso.

Em nossos dias, somos assediados por várias tentativas de definições da realidade religiosa, que, a meu ver, nos traz mais confusões do que esclarecimentos. Penso que essa crise não é devido à falta de definições religiosas, mas sim devido à variedade delas.

Esse vídeo demonstra muito bem a difícil situação plural e confusa em que estamos inseridos. Meu desejo é que este vídeo desafie você. Desafie a pensar como podemos ser jovens cristãos, relevantes para essa cultura à nossa volta. E não somente nos alienarmos e fecharmos os olhos para ela.

Minha oração é que Deus ilumine e direcione nossa caminhada neste tempo de grande confusão.
Deus nos abençoe e dê sabedoria para testemunharmos o Seu amor e a sua verdade.




http://www.juvemetodista.com.br

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