Hayao Miyazaki

17 de fev. de 2012 |


Hayao Miyazaki é um dos maiores e mais famosos diretores de cinema de animação japonesa. É o diretor do filme “A Viagem de Chihiro”, que eu já postei aqui no blog. Hayao nasceu em Tóquio, durante a Segunda Guerra Mundial. Sua família e sua infância têm uma relação muito importante com as histórias de seus filmes. Durante boa parte dela, sua mãe esteve hospitalizada com tuberculose, o que é bem familiar ao filme “Meu Vizinho Totoro”, no qual a mãe de Mei e Satsuki está na mesma situação. Em 1958, Miyazaki assiste seu primeiro filme de animação colorido no Japão. Entra no curso superior em Ciências Políticas e Econômicas e só depois de sua conclusão começa a se envolver com o mundo dos desenhos animados.

Em 1962, começa a trabalhar na Toei Animation, especializada em “tokusatsu” (aquelas séries japonesas como Jaspion e Kamen Rider), e também o próprio estúdio que produziu Dragon Ball Z (que todos nós conhecemos, mas não necessariamente na mesma época do Miyazaki, é claro). Foi nesse estúdio que Hayao conheceu duas pessoas importantes: sua esposa e um de seus maiores parceiros na produção dos seus filmes, Isao Takahaka. Em 1971, ele sai do estúdio Toei e continua o trabalho já iniciado anteriormente à sua saída, “Prince of the Sun”.

Ao mesmo tempo em que Miyazaki trabalhava em alguns filmes, ele produziu uma de suas principais obras, a série “Nausicaä do Vale do Vento”, que fez tanto sucesso que conseguiu fazer com que o diretor criasse o Studio Ghibli, junto com Isao Takahaka.

O Studio Ghibli é responsável pela produção dos mais famosos filmes de animação japonesa. Entre os filmes de Hayao Myiazaki (produzidos neste estúdio) estão “Princesa Mononoke”, “Porco Rosso”, “Ponyo” e é claro, “A Viagem de Chihiro” e “Meu Vizinho Totoro”.

Como já pude anteriormente escrever sobre um de seus filmes, Miyazaki consegue colocar neles toda uma cultura extremamente diferente da nossa, fala sobre o comportamento humano, guerras e até ecologia. Seus filmes são ricos em ensinamentos de valores, colocados de formas tão naturais. Eu diria que seus filmes podem ser comparados com os contos de fadas. Sabemos, por história, de que eles serviam primordialmente para dar ensinamentos às jovens da corte real, de forma “diferente”. Consigo enxergar em seus filmes a mesma vontade de ensinar, sem precisar usar imperativos. Além disso tudo, são filmes extremamente ricos em cores, formas e trilhas sonoras encantadoras.

Curiosidades: Hayao Miyazaki recebeu o Leão de Ouro na Mostra de Arte Cinematográfica de Veneza em 2005. Também foi premiado com o Urso de Ouro, no Festival de Berlim em 2002, e o Oscar de melhor filme de animação em 2003, ambos com o longa “A Viagem de Chihiro”.


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A Viagem de Chihiro

9 de dez. de 2011 |



A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no Kamikakushi/Spirited Away) é um filme de animação japonês dirigido por Hayao Miyazaki, um dos maiores nomes da animação japonesa. É um filme muito famoso por ter ganhado prêmios como o Oscar de Melhor Animação em 2003.


O filme conta a história de uma menina chamada Chihiro, que está mudando de cidade junto com seus pais. Ela é jovem e mimada, e é o estereótipo da garota moderna. Quando a família chega em sua nova cidade, o pai de Chihiro se perde no caminho para a casa nova, e entra num atalho, que o leva à um prédio vermelho, com um túnel imenso, o que desperta a curiosidade de todos.


Ao caminharem pelo túnel, chegam à uma cidade misteriosa e deserta, com muitos restaurantes, muita comida, e ninguém por perto. Em seguida, os pais de Chihiro começam a devorar a comida, enquanto a menina os deixa por um instante, para conhecer melhor a cidade. Um jovem, Haku, a encontra, e misteriosamente a pede para que ela saia dali o mais rápido possível antes que anoiteça, e quando ela volta a encontrar seus pais, vê que eles se transformaram em porcos.

Sozinha, Chihiro deve encontrar uma maneira de trazer seus pais de volta, mas ao mesmo tempo em que anoitece, a cidade se vê cheia de espíritos, monstros e deuses, e é Haku quem a ajuda. Ela tem de trabalhar no mundo dos espíritos, abandonar seu egoísmo e seu mimo, se quiser ter seus pais de volta.

O filme é enorme, mas é lindo. Conta com muito da cultura japonesa tradicional, muitas cores, muita delicadeza. É um filme completamente diferente de outros, chegando até a ser um pouco estranho para nós, ocidentais. Não estamos acostumados com a cultura oriental, seus credos nem suas tradições, e este é um ótimo filme para que passemos a conhecer. É também um filme que trata de lembranças, mudaças de atitude, deixar de lado as diferenças e vontades próprias para um bem maior.




Uma observação pessoal é que, se puderem assistir ao filme em japonês com legendas em português tudo fica mais bonito :) É bem bonitinho ouvi-los falando em japonês, e falo isso em comparação com outro filme, também do Miyazaki, que assisti em português.
ATUALIZADO EM 09/12, 15:50 - Uma observação, pra quem estiver afim de assistir o filme e depois acabar não entendendo direito sua mensagem. Como é um filme cheio de símbolos da cultura japonesa, encontrei uma dissertação sobre a tradução das metáforas do filme. Fica a dica aí, encontrado no site Nipocultura, este é o link.



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