Hinologia Cristã, um movimento [HCC]

22 de fev. de 2012 |


HINÁRIO PARA CULTO CRISTÃO

PREFÁCIO

"O cântico reflete a fé, as tradições, os valores, as preferências, as doutrinas, os rumos e a espiritualidade de cada um de nós. Nosso cântico reflete quem somos e onde estamos, na peregrinação cristã. Um hinário é uma coletânea de cânticos que, além de refletir quem somos, indica o estágio em que nos encontramos nessa trajetória cristã. Além disso, prevê quem seremos e medirá, no percurso, nossa estatura espiritual. O formato, o estilo, e a disposição do conteúdo de um hinário definem os dias e a época de seu uso.

A Comissão que compilou o Hinário Para o culto Cristão procurou levar em conta quem somos, procedendo de extensa pesquisa dos hinos mais cantados em nossas igrejas, examinando a histórica revisão de 1958 do Cantor Cristão e utilizando o acervo da hinódia brasileira.

Cânticos hinologicamente históricos se encontram junto a hinos inéditos. Textos de grande valor, mas até agora pouco cantados, têm maior atração por causa de suas novas melodias. Há muitas músicas novas e outras muito antigas. Há inovações melódicas, rítmicas e harmônicas. Grandes lacunas de assuntos foram preenchidas com hinos sobre a Trindade, a Bíblia, o Espírito Santo, a Ceia e o Batismo. Este hinário contém hinos também para ocasiões especiais como Apresentação de Crianças, Dedicação de Templos, Casamento e Aniversários. 

Ao trabalho árduo de coletar, escolher, documentar e organizar o material do hinário, somou-se a busca espiritual da vontade de Deus quanto ao seu conteúdo. Quem seremos e como cresceremos espiritualmente ao usá-lo? Lembramo-nos, também, que Deus deseja que o adoremos “em espírito e em verdade” (Jo 4.24), que cantemos “com o espírito, mas também com o entendimento” (1Co14.15), adequando-nos e sabendo que ele é Deus (Sl 46.10), buscando a sua face (Sl 24.6).

As passagens bíblicas, que acompanham o título de cada hino, têm o propósito de provocar a reflexão sobre o conteúdo da letra. As leituras bíblicas ajudarão a congregação a expressar, a uma só voz ou alternadamente, grandes verdades relacionadas aos assuntos dos hinos. Tanto as leituras quanto as letras poderão ser usadas para a prática da devoção pessoal, familiar, ou em grupos maiores.

Os índices serão úteis a todos, especialmente aos que planejam ordens de culto.

As mudanças em letras de hinos já conhecidos foram feitas seguindo critérios linguísticos, gramaticais, poéticos, hinológicos e teológicos.

Essas mudanças podem ser analisadas, comparando-se o antigo texto com o novo, lendo-os em alta voz e procurando compreender a nova forma. A Comissão espera que este hinário seja revisto, possivelmente a cada dez anos, para mantê-lo atualizado e útil.

Todos que contribuíram para o preparo do Hinário Para Culto Cristão agradecem a Deus o privilégio de participar desse grande empreendimento. Sentimos a responsabilidade de refletir quem somos e discernir quem seremos, através das mensagens cantadas e lidas. O objetivo da Comissão é ver a Igreja crescer em sua adoração a Deus, em seu conhecimento espiritual, em seu fervor evangelístico e em seu ministério na vizinhança, no país e no mundo.

“Escreva-se isto para a geração futura, para que um povo que está por vir louve ao Senhor”
(Sl 102.18).

Pela Comissão do Hinário para Culto Cristão,

Joan Larie Sutton, Coordenadora Geral."

Este artigo faz parte da série "Hinologia Cristã, um movimento" para saber mais sobre o assunto leia também: Parte 01, Parte 02, Parte 03, Parte 04 e Parte 05.

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Hinologia Cristã, um movimento ["Cantai ao Senhor"]

20 de fev. de 2012 |


O hinário Adventista “Cantai ao Senhor” traz, em seus textos de apresentação, a preocupação laboral das obras musicais. Nada feito a “toque de caixa” ou tirado de detrás da orelha. Muito pelo contrário. Assim como a comissão do Hinário Evangélico, a comissão do hinário Adventista teve muito trabalho e, enfim, chegaram ao produto final de grande qualidade musical.

Deste movimento, mais uma vez vale ressaltar, a preocupação com a Música, com a Literatura, tudo isso levado em conta. Lendo este seguinte texto dá para se ter noção do que estou falando. Aproveitem e se inspirem sobre como encarar o trabalho de músico.

Hinário Adventista “Cantai ao Senhor”, Primeira Edição – 1963.
PREFÁCIO
“O valor do Ministério de Música na Igreja é uma convicção de magnitude que atinge a maturidade. Pela carência maior de serem ampliadas as possibilidades musicais da Igreja, a Comissão do novo Hinário acaba de concretizar este trabalho que, por certo, não teve similar no passado em lugar nenhum, pois cada hino que contém foi cuidadosamente estudado sob a luz das leis que regem a Fraseologia Musical (assunto raramente estudado, mesmo nos maiores centros de cultura musical); este estudo depende diretamente das leis da melodia, contraponto, harmonia, compasso e ritmo; por esta razão surgem, com frequência,correções nas fórmulas de compasso, no ritmo, e, por vezes, na própria melodia e harmonia dos hinos. A seguir, toda letra foi colocada obedecendo às leis da Prosódia Musical. Conseguiu-se, portanto, um acordo relativamente perfeito entre a música e a letra.

Foram anotados os membros da frase musical com sinais que separam as células, ou os motivos musicais; as meias frases musicais; frases inteiras; e de conclusão do período musical.

Para ser mantida, como padrão de referência, a unidade de tempo de cada compasso, nos andamentos mais lentos foi colocado o limite lento do metrônomo, embora a execução possa ser ainda mais lenta, conforme exigir o caráter e a construção do hino.

Empreendemos esta complexa obra de vulto, cuja dificuldade só é inteiramente conhecida pelos que nela trabalharam, levados unicamente pelo zelo e desejo de que nossa Igreja, ao cantar perante um Deus perfeito, o faça com hinos que se aproximem da perfeição – apanágio dos hinos celestes.”

A comissão.
Duas Palavras dos Editores

“Cantai ao Senhor foi o nome escolhido, após consulta a várias organizações e obreiros de destaque, para o hinário que vem substituir o Hinário Adventista. Como verão, figura nele boa parte dos hinos deste, modificados para satisfazer às leis da Prosódia Musical, conforme explica a Comissão, no Prefácio. Acrescentou-se, além disso, bom número de hinos novos, inéditos em português. O critério seguido pela Comissão, de evitar melodias leves, de caráter popular, explica a omissão de alguns dos cânticos do hinário antigo.

Os membros da Comissão do “Cantai ao Senhor” fizeram-se credores do sincero reconhecimento desta Editora, a qual pede vênia para destacar o nome de seu presidente, Prof. Flávio Araújo Garcia, e seus proficientes coadjuvantes, Dario Araújo e Tércio Simon. A estes, coube a tarefa insana de revisar os hinos antigos e traduzir os novos, adaptando a letra de uns e outros aos exigentes requisitos anotados no Prefácio.

À direita dos hinos aparece o nome do autor da música e, à esquerda, o da letra original, cuja versão para o português foi, em alguns casos, alterada, em virtude das modificações técnicas determinadas pela Fraseologia e Prosódia Musicais, já expostas no Prefácio.

A todos os que nos concederam licença para inclusão de seus hinos em nosso hinário, ou de qualquer modo colaboraram para sua publicação, nossos agradecimentos.

Possa “Cantai ao Senhor” ser uma grande bênção a todos os que dele fizerem uso, aproximando-os mais do celestial Criador da Música e de tudo quanto existe de belo e sublime”.
Os Editores.

Este artigo faz parte da série "Hinologia Cristã, um movimento" para saber mais sobre o assunto leia também: Parte 01, Parte 02, Parte 03, Parte 04 e Parte 05.

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Hinologia Cristã, um movimento [Hinário Evangélico]

3 de fev. de 2012 |


Este hinário traz a contribuição de poetas e músicos de vários séculos e é fruto do trabalho cuidadoso da Confederação Evangélica do Brasil, que, por meio da vida e dedicação de muitos pastores, pastoras, professores, professoras, poetas, poetisas, músicos, maestros, maestrinas, tradutores, linguistas, autores, autoras, compositores e compositoras organizou essa valorosa coletânea. Para manter a memória do que foi realizado, resgatamos a história da concepção deste Hinário Evangélico.

“Na primeira edição, parcial, mencionaram-se alguns dos nomes que estão indelevelmente ligados a este empreendimento. Já agora, é imperativo fazer-se referência mais ampla a essa contribuição de talentos, tempo e perseverança, postos consagradamente a serviço da valiosa iniciativa.

A Comissão de Hinário, que cuidou do preparo das letras, foi inicialmente integrada pelo rev. Matatias Gomes dos Santos, que, por longos anos, exerceu a sua presidência, rev. prof. Otoniel Mota e dr. Henrique Jardim, todos de saudosa memória, e os reverendos Epaminondas Melo do Amaral, Franklin T. Osborn, Jaime Sanderland Cook e Antônio de Campos Gonçalves. Posteriormente, o rev. Manuel da Silveira Porto Filho sucedeu ao dr. Henrique Jardim. 

Na parte final dos trabalhos, a Comissão de Hinário foi constituída pelo rev. Rodolfo Garcia Nogueira,rev. Antônio Campos Gonçalves, que participou dos trabalhos desde o início, em dezembro de 1935, até o final, em outubro de 1961, e rev. prof. João Marques da Mota Sobrinho, que exerceu a sua presidência durante sete anos, pondo em todos eles não só a sua cultura e os seus talentos, como o coração e a alma ao serviço da hinologia evangélica, compondo hinos, traduzindo e adaptando letras, consagrando dias e meses, em anos consecutivos, a esse empreendimento, aprimorando a obra, corrigindo senões, cuidando da forma e do conteúdo e zelando pela beleza e pela unção espiritual do cântico evangélico. 

A Comissão de Música foi, a princípio, integrada pela maestrina Henriqueta Rosa Fernandes Braga e professores Alberto Ream, dr. Darcy Araújo Prado e srta. Hora Diniz Lopes, que concorreram com seu talento e a sua dedicação para a escolha da músicas dos primeiros 230 hinos, da edição preliminar do Hinário Evangélico. 

A seguir, foi organizada nova Comissão de Música, formada pelos professores João Wilson Faustini, P. Inglada e A. Zimmermann, que não só escolheu músicas para as letras restantes, como procedeu ao reestudo de todo o Hinário, apontando tônicas deslocadas, substituindo algumas músicas, fazendo novas composições e harmonizações, enriquecendo, por essa forma, a hinologia evangélica. 

Aos professores Inglada e Zimmermann foi confiada a tarefa de organizar o Hinário e preparar cinco índices, a saber: (1) dos assuntos, (2) do primeiro verso, tanto da primeira estrofe como do coro, este com grifo, (3) do metro musical, (4) do título das músicas e (5) dos compositores, autores e tradutores. 

(...) Na companhia destes se alinham outros, não menos consagrados, quer produzindo hinos sacros e concorrendo para a escolha de músicas, quer sugerindo mudanças e observando senões, ou cedendo o uso de músicas, ou de letras, à semelhança do que se deu com o hino de nº 15, Nossas Almas Jubilosas, letra original do prof. Otoniel Mota, cedida pela profª Henriqueta Rosa Fernandes Braga, para a primeira edição, parcial, deste Hinário, ainda antes de publicado em Cânticos de Natal, para o qual foi especialmente preparado. 

Se longo foi o período requerido para a conclusão da obra, proveitoso terá sido, por outra parte, porquanto cada letra e cada música puderam ser vistas e revistas, examinadas e reexaminadas, e até onde foi dado às duas comissões, alcançou-se labor aprimorado, com perfeita coincidência de tônica, e a apresentação de letras novas e novas músicas vem enriquecer a hinologia brasileira. 

Em face da impossibilidade de se excluírem de hinários evangélicos brasileiros músicas reconhecidamente tradicionais, embora não caracteristicamente sacras, a Comissão de Música teve o cuidado de escolher, preferencialmente, para a primeira e segunda partes do Hinário, para as Secções sobre a Vida de Cristo e a Igreja e Meios de Graça, músicas boas, livres de ritmos menos sacros, incluindo, entretanto, na terceira parte, sobre a Vida Cristã, músicas que, embora não perfeitas no aspecto técnico-religioso, merecem figurar em uma coletânea de letras e músicas das Igrejas Evangélicas em nossa pátria, pela aceitação que tiveram e por estarem sendo reclamadas, ainda agora, pelo Evangelismo, em geral. 

A classificação dos hinos obedeceu a novo critério, mais condizente com tendências latinas, e as músicas novas, incluídas, não poderiam, por sua natureza, deixar de figurar em um Hinário Evangélico de Igrejas como as que operam valorosamente em nossa terra. 

A quantos concorreram para que esta obra viesse a bom termo, o sincero agradecimento da Confederação Evangélica do Brasil. Que Deus abençoe o esforço feito, para que o louvor ao seu Santo Nome seja entoado pelos filhos de Deus, destes rincões do Cruzeiro do Sul, com mais perfeição, com mais ardor, com expressão espiritual e unção religiosa.” 

Texto retirado da “Apresentação” do Hinário Evangélico, 3ª edição.




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Hinologia Cristã, um movimento [o 1º hinário no Brasil]

25 de jan. de 2012 |


Pra compreendermos a existência do primeiro hinário protestante no Brasil, é necessário entender a chegada dos primeiros protestantes ao nosso país, oriundos do Metodismo americano.

O metodismo no Brasil se dá por consequência do Norte Americano, que teve sua organização denominacional feita, basicamente, pelo seguinte motivo (politicamente falando): “A falta de uma estrutura eclesiástica própria, que gerava a dependência de ministros anglicanos para a ministração dos sacramentos, foi razão suficiente para a organização do movimento metodista como igreja independente” (SILVA, Gercymar Wellington Lima e. Caminhos e Descaminhos da Graça).

Concluindo a assinatura do tratado de Paz de Paris, em 1783, John Wesley designou Asbury como seu “assistente geral para a América”. Mas porque John tinha voltado para a Inglaterra, os Metodistas da América do Norte tiveram frustradas suas expectativas de obter ajuda de John quanto à ordenação de pastores na América.

As igrejas Metodista, consequentemente formadas no Sul e no Norte dos Estados Unidos, tiveram o mesmo cisma do plano político. Surgiram, assim, a Igreja Metodista Episcopal do Sul (IMES) e Igreja Metodista Episcopal do Norte. No entanto, o metodismo Estadunidense vive ainda hoje.

Mas vir para Brasil foi complicado, já que o Catolicismo era a religião oficial. Porém, uma fresta foi aberta por causa do acordo comercial, Tratado de Comércio e Navegação, que Portugal fez com a Inglaterra; foi liberado o culto protestante em terras brasileiras devido ao grande número de pessoas que chegavam aqui no Brasil, da Inglaterra. O culto protestante Anglicano, embora permitido, não tinha trabalhos missionários. Era um trabalho de assistência religiosa aos imigrantes aqui instalados.

“Em 1836, foi enviado o missionário Justin Spaulding para o estabelecimento da missão no país. Logo que chegou, Spaulding organizou uma congregação no Rio de Janeiro, capital do Império, com cerca de 40 pessoas. Muitos outros missionários foram enviados ao Brasil pela Igreja Metodista Episcopal – EUA para ajudar Spaulding. Dentre eles o casal Cyntia e Daniel Kidder” (SILVA, Gercymar Wellington Lima e. Caminhos e Descaminhos da Graça).

Ocuparam-se, inicialmente, com uma escola diurna para crianças brasileiras e estrangeiras aberta na Rua do Catete. A missão cristã Metodista no Brasil foi intensificada e a instalação se deu também por ajuda da elite política, por exemplo, a de imigrantes que foram para Santa Bárbara D’Oeste, na região de Piracicaba. A instalação maior de imigrantes franceses, ingleses, holandeses, alemães, entre outros, fizeram o protestantismo e a cultura anglo-saxônica ganhar certa força. Era admirável sua cultura aos olhos dos brasileiros. Aqui no Brasil os imigrantes Metodistas dos Estados Unidos faziam acontecer a educação regular protestante, entendendo que esta educação seria responsável pelo desenvolvimento sócio-cultural da América do Norte.

Houve um investimento grande das denominações Metodistas Norte Americanas aqui no Brasil, e acabava pendendo para a cultura religiosa americana, com tendência em se manter como contracultura em solo brasileiro, fazendo com que o movimento ficasse fora do compasso com a cultura brasileira distanciando-se das lutas sociais do povo.

Em 1886, a missão metodista no Brasil organizava a primeira Conferência Anual da Igreja Metodista, com a finalidade de legalizar o registro dos bens móveis e imóveis da missão, até então, em nome do missionário Ransom. Com o advento da República, em 1889, a missão Metodista brasileira alcançou reconhecimento do governo, passando a figurar como Associação da Igreja Metodista. Os anos posteriores a 1889 foram marcados pela era republicana brasileira, pelo crescimento e amadurecimento do protestantismo brasileiro. O Metodismo reforçava sua ênfase no binômio evangelização-educação, fórmula da fé civilizatória. Estabelecida a Associação Metodista do Brasil, em todas as regiões do Brasil pelas igrejas norte americanas, o Metodismo criou raízes no Brasil.

O protestantismo no Brasil, com o trabalho de Robert R. Kalley e de Ashbel G. Simonton, passou a ir de encontro ao catolicismo romano. Torna-se evidência disso a unidade teológica do protestantismo brasileiro, com a utilização de uma única coleção de hinos para culto cristão protestante em português: o hinário Salmos e Hinos, editado por Robert e Sara Kalley. Este ensaio analisa a inserção e o desenvolvimento do Salmos e Hinos, primeiro hinário protestante disponibilizado no vernáculo, ainda no Brasil Império. Seu pioneirismo, bem como sua interessante forma de distribuição, a colportagem, possibilitou que esta obra se tornasse conhecida e fosse utilizada pelas diversas missões que se instalaram no país a partir da metade do século XIX. A forma didática da compilação dos hinos da missionária inglesa Sarah Poulton Kalley, transformou este hinário num verdadeiro manual de culto, com presença constante na gênese dos diversos protestantismos de missão no Brasil. Para Sarah os hinos eram mensagens cantadas, elaborando a partir deste conceito, letras de interessante conteúdo teológico.

Pulando datas até 1945, a Confederação Evangélica do Brasil publica o Hinário Evangélico que, de 232 hinos da primeira edição, chegou a 500 nas útimas, a partir de 1977. A base do Hinário Evangélico é o hinário Salmos e Hinos. A Igreja Metodista o adota para sua liturgia cúltica.

A Comissão que criou o Hinário Evangélico tinha como principal objetivo melhorar a poética e gramática dos hinos e notam-se nele alguns pontos positivos, quanto à sua distribuição litúrgica: a redução do número de estrofes, na maioria dos hinos cujo cântico congregacional muito longo tornava-se monótono e desviava o ritmo litúrgico; traz um índice dos hinos pela natureza dos assuntos; 57 antífonas para leituras bíblicas responsivas, até mesmo para dias especiais para o ano litúrgico. A edição do Hinário Evangélico pela Igreja Metodista ainda tem instruções para o culto, modelos de ordem de culto, orações, etc.

“De qualquer maneira, o Hinário Evangélico praticamente pertence ao passado. Não conseguiu permanência nas igrejas e mesmo a única que o adotou oficialmente, a Igreja Metodista, já se movimenta para substituí-lo.” (MENDONÇA, Antônio Gouveia e FILHO, Prócoro Velásques. Introdução ao Protestantismo)

Este artigo faz parte da série "Hinologia Cristã, um movimento", leia os artigos anteriores: Parte 01, Parte 02, Parte 03.

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