Ah, é pra Deus! | Parte 05 - Final | Artes

24 de mai. de 2012 |


E aí, pessoal, tudo bem?! Antes de qualquer coisa, quero pedir perdão pela demora absurda em publicar a continuação da série "Ah, é pra Deus!". Quero agradecer também a todos vocês que estão acompanhando esta longa série; tenho recebido muitos feedbacks, e isso é muito importante e motivador!

Hoje, o assunto é o que talvez seja o mais polêmico de todos que já levantei durante esta série. Vou começar com uma pergunta:

Existe arte cristã?
Quais os critérios que podemos usar pra dizer que uma manifestação artística é cristã ou não? Sabe-se que alguns acordes chegaram até a ser chamados de "acordes do diabo" pela igreja medieval, e tantas outras manifestações artísticas ao longo da história, foram proibidas ou marginalizadas por não expressarem conceitos ou ideias claramente cristãs. (Inevitavelmente citarei mais casos ligados à música, por motivos óbvios. Não tenho muitos argumentos sobre outras manifestações artísticas, mas isso não quer dizer que estas coisas não se apliquem a tudo!)

Hoje, o sentido da exclamação que nos acompanha desde o primeiro post, talvez fique um pouco diferente. O "Ah, é pra Deus!", até então, servia pra enfatizar a ideia de fazer algo desleixadamente, por acreditar que Deus aceita qualquer coisa feita de boa vontade; mas hoje, nossa frase será usada num contexto um pouco diferente, agregando, portanto, outro significado.

Anos atrás, conheci a história de um baixista que era "levita" (sério que ainda tem gente que usa esse termo? Isso é errado,galera!) na sua igreja, mas era fã do bom rock nacional dos anos 80/90. Ele era um músico aplicado e possuía seu próprio instrumento; o fato curioso na história deste rapaz é exatamente este: o instrumento. Ele possuía um instrumento consagrado, que só usava pra tocar na igreja e músicas cristãs e um instrumento não consagrado, que era usado pra tocar músicas seculares.

A inquietação que esta história gera em mim é a seguinte: Esse cara tinha 2 pares de mãos também? Dois corações? Duas mentes?

Deixo claro que não estou chamando o cara de hipócrita ou algo do tipo. Infelizmente, muita gente aprende muita coisa errada na igreja e muitos dos que deveriam ensinar de forma correta não se preocupam muito com isso. Proibir sempre foi mais fácil que orientar. O problema são as consequências.

Vamos pensar um pouco sobre isso:

"Joãozinho era um jovem incomum... das mãos dele, pingava tinta azul. Tudo o que ele fazia com as mãos ficava colorido de tinta azul. Nem precisava pensar muito pra descobrir quem tinha deixado a torneira aberta, ou tirado a roupa do varal. Também era fácil saber quem havia sentado na carteira da classe escolar. Tudo em que Joãozinho tocava, ficava manchado de azul." [Estorinha besta que acabo de inventar]

Fazendo uma ligação da história do Joãozinho, com a história do baixista e o tema do post, gostaria de fazer outra pergunta:

Existe a possibilidade de um cristão produzir arte sem que ela contenha resquícios de sua fé?

Existe uma ideia muito difundida que faz da arte uma prisioneira de momentos litúrgicos e evangelísticos. Como se fosse uma especie de pecado mortal, um sujeito cristão fazer arte pela arte.

Mas... "Ah, é pra Deus!", tem que ter o nome de Jesus na letra da música, tem que dançar música com letra evangélica, tem que fazer teatro só representando textos bíblicos, tem que escrever poesia que fale sobre Deus... e por aí vai...

Será mesmo? Cristãos, pessoas que realmente conhecem a Deus e têm uma fé genuína e verdadeira, conseguem dissociar sua fé daquilo que desenvolvem? Será mesmo que precisamos rotular a arte entre cristã, secular, pagã, religiosa, demoníaca, etc?

Se olharmos para a música popular brasileira, veremos vários artistas que não se declaram umbandistas, budistas, espíritas, etc; Mas, após poucos minutos de contato com o que desenvolvem, nós conseguimos identificar que sua arte é ligada à sua fé. Mas, se você entrar numa loja de CDs (isso ainda existe?) não vai encontrar categorias de música umbandista, budista, espírita... a única arte que faz questão de se separar é a considerada cristã. E, sejamos sinceros: se nós tirarmos a letra de músicas rotuladas como seculares e colocarmos uma letra que fale de Deus, esta música é considerada cristã por qualquer idiota ser humano. E se fizermos o contrário também.

Qual é o foco da nossa vida?! Tudo o que fizermos, inevitavelmente, fará referência a isso. Então, por que não libertar a arte?

Conclusão:

Muito poderia ser dito sobre vários temas relacionados a tudo que pode ser desenvolvido pra Deus, independente da área de atuação. Como disse no primeiro post, compartilhei um pouco sobre o eu vivenciei até hoje e espero realmente que estes textos tenham servido como forma de esclarecimento e/ou reafirmação de conhecimentos que você já tinha. Se alguém me pedisse pra resumir esta série em poucas palavras, usaria apenas 1 versículo:

" ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’." [Lucas 10:27]

O amor a Deus, sua criação e às pessoas que Ele criou, deve ser a maior motivação quando pensarmos em desenvolver o que quer que seja. Agindo assim, inevitavelmente faremos o melhor, mesmo que pra isso precisemos investir tempo nos especializando em algo! 

Deus se importa, sim, com qualidade; porém, se ela vier dissociada de um coração submisso à vontade d'Ele, não resolve muita coisa. Pra tudo deve haver equilíbrio. Técnica, aliada ao amor a Deus e obediência à sua vontade é o melhor caminho pra que se desenvolvam ótimos trabalhos para Deus, seu Reino ou para a igreja local. 

Forte abraço, muito obrigado por acompanhar esta série! Gostaria de saber o que você achou. Por favor, deixe sua opinião nos comentários! 

Leia mais

Ah, é pra Deus! | Parte 04 | Comunicando

3 de mai. de 2012 |


Olá! No post anterior da série "Ah, é pra Deus!", tratei um pouco sobre a comunicação e hoje gostaria de acrescentar mais algumas observações sobre este tema! Desde já, obrigado por estar acompanhando esta série e o Blog Juvemetodista!

No início do terceiro post, eu usei uma frase do livro A arte não precisa de justificativa de H. R. Rookmaaker, e no começo deste post trago-a novamente, mas com um complemento:

"Com muita frequência criamos barreiras à comunicação do evangelho porque pregamos que nos importamos com as pessoas e que este mundo é de Deus, mas não agimos por esses princípios. Nossa falta de cuidado demonstra que na realidade não nos interessamos pelas pessoas ou pela criação de Deus." H. R. Rookmaaker

Além da falta de cuidado no desenvolvimento de cartazes ou panfletos, é bastante comum percebermos erros ortográficos e gramaticais em textos, placas, convites, etc. O fato é que é muito comum encontrarmos materiais ruins sendo produzidos por cristãos; se você quiser se divertir um pouco, recomendo que dê uma passada na sessão "Propaganda é a alma do negócio" do Profetirando. Lá, você vai encontrar várias pérolas que vão exemplificar muito bem a minha afirmação.

Ano passado, tive o imenso prazer de produzir, a pedido de uma igreja, a identidade visual, cartazes e vídeos de um projeto que eles estavam desenvolvendo para os jovens. Eles pensaram em tudo pra tornar aquele evento um momento agradável e relevante para os jovens da igreja, mas estavam empenhados em trazer visitantes pra ter uma experiência nova, ter contato com o cristianismo de um modo não tão formal quanto na maioria dos cultos e reuniões das igrejas. E, muito antes de fazerem o primeiro culto, estava no planejamento deles, inclusive, contratar alguém para desenvolver a divulgação. Isso é, acima de tudo, cuidado e carinho para com as pessoas! Zêlo pelas coisas de Deus! E são pequenos detalhes como estes que podem facilitar muito nossas vidas ou dificultá-la imensamente!

Além das formas escritas ou impressas de comunicação, qual é a outra muito comum?! Se você está lendo este texto provavelmente deve conseguir ler o que está escrito aqui em voz alta, certo? Tente ler em voz alta: inconsticionali... hehe... brincadeira! Mas a fala é um dos meios de comunicação dos mais importantes! Vamos pensar que alguém recebeu o convite pra participar de algo numa igreja e, ao chegar lá, encontrou um irmãozinho cheio da unção, porém, vazio de vocabulário e sem nenhuma noção de concordância verbal e de tantas outras matérias que são essenciais para que falemos de forma clara. Agora, vamos mais adiante: vamos pensar que, além não saber falar de forma clara e inteligível, esse irmão é fã de um desses grandes pregadores do evangelho que têm DVD, CD, livro, posteres, site, fã clube, cargo político, etc; e, durante sua pregação, o irmãozinho inspirado nos trejeitos do seu pregador preferido, começa a imitá-lo. Conseguiu imaginar a mesma cena bizarra que eu?!

Sei que muitos que lerão o parágrafo acima, vão pensar que eu estou julgando os irmãos que fazem isso e que eu sou um zé mané e tudo mais... mas sei que você não está pensando isso agora, né?! Mas o que acontece é que, se comunicar a palavra de Deus é a principal função da igreja, e aqui cabe igreja como instituição e igreja como corpo de Cristo, e se durante uma reunião, evangelismo, evento, etc, a palavra de Deus é comunicada de forma ruim, o principal papel da igreja não é cumprido. Ah, mas a palavra é de Deus e nunca volta vazia. Ok! Concordo! Se Deus quiser usar uma mula pra falar com alguém Ele usará! O poder do evangelho não está ligado à capacidade intelectual ou à graduação de quem O proclama, porém, isso não pode ser desculpa pra que pessoas que são tidas como "ungidas" tenham sempre a oportunidade de pregar sem terem nenhum tipo de preparo para fazer isso.

A comunicação falha da palavra de Deus ao longo dos anos e, mais especificamente nos dias em que vivemos, tem gerado muita confusão na cabeça das pessoas. Teologias insanas são criadas em cima de pretextos gerados por textos bíblicos descontextualizados e isso desgraça a vida de pessoas a quem a graça de Deus é ofertada através do sacrifício de Jesus.

A comunicação da palavra de Deus é uma grande fatia da missão da igreja na Terra, mas quem pensa: "Ah, é pra Deus! O Espírito Santo de Deus completa aquilo que eu não conseguir..." e deixa isso se tornar uma regra e, por isso, não se preocupa em ler mais pra melhorar seu vocabulário ou estudar um pouco sobre regras gramaticais e ortografia pra escrever e, consequentemente, falar melhor, mostra que não se importa com a obra de Deus, com as pessoas e com uma das principais missões deixadas por Jesus para a igreja: o anúncio de Sua palavra.

Mas a mensagem do evangelho é transmitida de outras formas, concorda? Não é só falando, escrevendo ou desenvolvendo cartazes, panfletos, blogs, etc; muita gente usa a arte pra desenvolver coisas pra Deus. E, por isso, eu informo neste momento que esta série continua!

Em nosso próximo encontro vou tratar um pouco sobre a arte dentro deste contexto abordado pela série "Ah, é pra Deus!". Espero que você, que está acompanhando a série, esteja curtindo e peço que deixe sua opinião nos comentários! É muito importante saber quais as suas considerações sobre os assuntos levantados! Até a parte 5, se Deus quiser!

Forte abraço!

Leia mais

Ah, é pra Deus! | Parte 03 | Comunicação

23 de abr. de 2012 |


Chegamos então à terceira parte da série "Ah, é pra Deus". Muito obrigado por me acompanhar nesta viagem (escolha o sentido). 

"Com muita frequência, criamos barreiras à comunicação do evangelho porque pregamos que nos importamos com as pessoas e que este mundo é de Deus, mas não agimos por esses princípios." H. R. Rookmaaker

A frase acima foi retirada do livro "A arte não precisa de justificativa" e tem bastante a ver com o que pretendo escrever neste post. A parte mais espiritual da conversa toda, se é que dá pra separar, creio que tenha ficado nos últimos dois posts; hoje, pretendo trazer algo mais prático!


Comunicação

A comunicação é algo essencial para a nossa vida em sociedade e, obviamente, pra todas ou grande parte das tarefas que desenvolvemos no nosso cotidiano. Sabemos que a fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus, certo? Então, a comunicação se torna um elemento importante no serviço, não sendo, em alguns casos, o principal, mas, sem dúvida, é algo que pode facilitar bastante as coisas, se for usada de forma correta, obviamente. 

Vale a pena deixar claro que eu não estou escrevendo este texto como designer. As coisas que vou escrever aqui, eu já pensava muito antes de pensar em me especializar e encarar esta profissão. 

Penso que a comunicação é uma das coisas mais importantes quando pensamos em organizar ações em uma igreja local ou quando pretendemos fazer algo pra Deus, seja onde for. É através das diversas formas de comunicação existentes que nós teremos nosso primeiro, e talvez último, contato com a maioria das pessoas. Se esta comunicação for eficiente, os resultados tendem a ser melhores (perdão por fazer você ler algo tão óbvio).

Qual é a função do cartaz de um evento? Aliás, qual é a função deste evento? O evento é só pro pessoal da igreja? Vai ser uma espécie de "clubinho de crentes"?! A ideia é despertar o interesse de pessoas que aindanão são cristãs, pro evento?

Penso que eventos públicos que só visam oferecer "pão e circo" para cristãos, não servem pra nada. Mas o assunto de hoje não é esse (Droga! Tinha tanta pra falar sobre isso, quem sabe outro dia né?).

Mas então, vamos supor que um(a) irmãozinho(a) está organizando um "louvorzão" (odeio esse termo)... convidou uma boa banda, chamou um cara descolado(hein?) pra pregar, arrumou uns aparelhos de iluminação, pegou umas coisas emprestadas pra dar um reforço no som da  igreja e agora chega a parte em que muita gente pensa: "Ah, pagar alguém pra fazer? Que nada! Dá cá, eu mesmo faço!".  E essa parte, normalmente, é a comunicação. 

Normalmente, o resultado são cartazes, panfletos, imagens pras redes sociais, etc; que comunicam tudo, menos o que devem comunicar. Acredito que entre todas as informações que uma divulgação deve conter, existem 3 que são as mais importantes; e elas são as respostas das seguintes perguntas:

- O que é? - Nome do evento e do que se trata;
- Quando é? - Data e horário;
- Onde é? - Endereço, de preferência com pontos de referência.

E, qualquer outro tipo de divulgação que responda a estas três perguntas, de forma clara e em poucos segundos, está correta.

Vejo, com frequência, pessoas divulgando eventos da seguinte forma:

"Sábado na IXBAODPRAYZ, 7h, louvorsão dos adolescentes."

Claro que, normalmente, as frases de divulgação têm mais erros de português que a  frase acima. Esta frase respondeu às três perguntas lá de cima? Se eu tivesse contato com a divulgação deste evento, não fosse cristão e estivesse procurando algo pra fazer no sábado à noite, me interessaria?! Talvez sim! Mas como faço pra chegar lá? Aonde é? E o que vem a ser "IXBAODPRAYZ"? Poxa, 7 horas da manhã num sábado é bem cedo, não acha?

E esta divulgação, extremamente errada, talvez tenha sido a única oportunidade que quem a desenvolveu teve de convidar uma pessoa. O possível visitante fica confuso com a informação (que não existe neste caso) e perde o interesse no evento.

Tá vendo como a coisa é séria?! Lembra da imagem do primeiro post desta série?! Bem bizarra né?! Pensa comigo, se você fosse convidado pra um evento com um cartaz que lembre aquela coisa horrível, você teria interesse em ir?! 

Comunicação é uma coisa em que só se tem que usar a lógica: "Ah, é pra Deus! Não sei fazer, mas tô fazendo de coração..." - e uma pessoa (ou muitas) pode deixar de ir a um evento que pode marcar sua vida, porque alguém resolveu fazer uma economia burra em não contratar um especialista pra desenvolver o material de divulgação. Agora eu pergunto: vale a pena?!

A frase de Rookmaaker que citei no início deste post é genial por conta disto. Nós enchemos nossa boca pra falar que amamos a Deus e que amamos as pessoas, mas não nos preocupamos com detalhes simples que mostram muito mais sobre nós do que os detalhes maiores com que tanto nos preocupamos e nos importamos. 

Um cartaz não tem que ser uma obra de arte; tem que informar, de forma clara e eficiente. Mesmo que ele seja preto e branco e não tenha nenhuma imagem, se as informações estiverem organizadas e claras, ele cumpriu seu papel principal. E um cartaz bem feito mostra para as pessoas que você, sua igreja, seu ministério, seu projeto missionário, seu projeto social, etc... se preocupa com as pessoas que terão acesso a ele, e que você quis se comunicar de forma de clara. Isso é EXTREMAMENTE importante.

Mas a comunicação não acontece só em materiais impressos, concorda?! Então peço um pouco mais da sua atenção e paciência, pois esta série vai continuar!

Por favor, deixe suas opiniões ou dúvidas nos comentários... e até nosso próximo encontro, se Deus quiser!

Forte abraço,

Leia mais

Ah, é pra Deus! | Parte 02

19 de abr. de 2012 |


Olá! Esta é a segunda parte da série: "Ah, é pra Deus!". E, como vocês podem ver, está tudo certo com a imagem do post! A imagem do primeiro post foi uma brincadeira e não acredito que você se surpreenderia se eu afirmasse que não fiz nada nela que nunca tenha visto em cartazes produzidos para eventos evangélicos. Claro que exagerei muito pra que ela ficasse bastante bizarra!

Mas, enfim, vamos ao que interessa!

Você já percebeu que, em muitas situações, as pessoas pensam que, por estarem realizando algo para Deus, podem ter como único medidor de qualidade a boa vontade que há em seus corações. É... isso mesmo que você leu! Por exemplo: "- Ah, é pra Deus! O que importa é se foi feito de coração!".

Será que é necessário apenas ter boa vontade ou uma boa intenção quando pensarmos em realizar/desenvolver algo pra Deus?!

Gosto sempre de começar pelo começo, com o perdão do pleonasmo, quando penso neste tema e, a primeira coisa que penso é em Gênesis, mais especificamente em Caim e Abel. A história destes dois caras começa no versículo 1 do capítulo 4 do primeiro livro da bíblia. Eles eram filhos de Adão e Eva e foram gerados depois do que os títulos da minha bíblia chamam de "A queda do homem".

O fato é que esses sujeitos, um dia, apresentaram a Deus suas ofertas, que entendo que eram voluntárias; e a de um deles foi aceita e a do outro rejeitada! A bíblia deixa claro em outros textos que Abel era reto, ou melhor, justo, e Caim não! Só pelo fato dele ter tratado a situação da forma que tratou até chegar ao extremo de assassinar seu irmão, já dá pra nós percebermos que a índole do cara não era das melhores. 

Será que Deus teria aceitado a oferta de Abel se ele não fosse um cara justo?! Certamente não! Posso estar enganado, mas reafirmo que eles faziam isso voluntariamente, afinal, eram ofertas. E ofertas são voluntárias! Certo?! A não ser que você pregue a teologia da prosperidade. Então, neste sentido, sim, creio que Deus se importe mais com a intenção do coração do que com o "produto". Um ótimo exemplo disso é quando Jesus está com seus discípulos próximo ao gazofilácio e vê uma viúva ofertando 2 moedas, enquanto os ricos ofertavam grandes quantias. Ele afirma que ela havia depositado muito mais que os demais por ter dado tudo o que tinha para seu sustento, enquanto os outros davam o que lhes sobrava. 

Mas, lembra que eu comecei a conversa falando de realizar/desenvolver?

Pois então, até onde meu conhecimento bíblico limitado me deixa afirmar, normalmente, quando Deus pedia que algo fosse feito para ele, eram deixadas várias instruções; e para realizar estas coisas ele especificava, inclusive, os conhecimentos/habilidades que a pessoa que realizaria a tarefa deveria ter. No próximo post, trarei alguns textos que fundamentam a minha afirmação anterior. 

E, pra finalizar esta segunda parte desta série, gostaria de dizer que: sim, Deus sonda nossos corações quando estamos realizando/fazendo/desenvolvendo algo para ele; porém, em muitos casos, além de um coração bem intencionado, precisamos ter habilidades especificas para realizar determinadas tarefas. Você lembra das perguntas do post anterior? Normalmente, nas igrejas, pessoas que não têm capacidade para desempenhar determinadas funções, são aceitas por terem boa vontade e/ou boa intenção(ou por não ter mais ninguém pra fazer). Porém, isso não basta! E é sobre isso que vamos falar no próximo post! Até lá pessoal, se Deus quiser!

Abraço, 

Este post faz parte da série: "Ah, é pra Deus!". Conheça outras séries do JuveMetodistaBLOG clicando aqui.

Leia mais

Ah, é pra Deus! | Parte 01

17 de abr. de 2012 |


Antes de começar a despejar sobre você um monte de informações, que peço que sejam analisadas de acordo com a bíblia, quero informar que este post terá continuações. A intenção é tratar sobre o complicado assunto que é desenvolver algo para Deus, abordando temas relacionados a situações que já presenciei. 

A propósito, a imagem deste post é uma pequena sátira, então, amigos designers, relaxem! Eu não fiquei maluco! 

Além da bíblia, vou utilizar dois livros que recomendo que você leia. Eles são voltados para arte, mas tenho certeza que acrescentarão muito em sua caminhada ministerial seja em qual área for. Os livros são: A arte não precisa de Justificava - H. R. Rookmaaker e A arte e a bíblia - Francis A. Schaeffer. 

Gostaria de fazer umas perguntas que se você responder nos comentários vai enriquecer bastante esta série:

- Você atua em um ministério no local onde congrega?
- Você trabalha de que forma para a edificação do Reino de Deus? 
- Como você encara a capacitação(estudar) para desempenhar trabalhos específicos em sua comunidade de fé, é uma necessidade? 
- Qual a importância da técnica? 
- O que é unção pra você? 

Não sei quais serão suas respostas, mas gostaria de expor minha opinião sobre alguns dos assuntos levantados nas perguntas acima. Penso que existem dois tipos de trabalho: para a instituição religiosa igreja e para o Reino de Deus. Isso é algo que aprendi depois de muita observação: participar das atividades de uma instituição religiosa, na maioria das vezes, não tem nada a ver com fazer de fato a vontade de Deus. 

Então, pode ter muita gente perdendo tempo pensando que está fazendo a vontade de Deus e na verdade está trabalhando em prol dos interesses que são apenas de uma instituição religiosa?! Sim. É isso mesmo!

É uma infelicidade, mas existem instituições que falam em nome de Deus, realizam coisas em nome dEle, dizem representá-lo, mas estão muito distantes dos propósitos bíblicos para a vida do ser humano e mais distantes ainda da doutrina deixada por Jesus para os apóstolos e que graças a Deus chegou até nós!

Mas, alegre-se, existem muitos casos que o ato de participar das atividades de uma instituição está diretamente ligado a fazer a vontade de Deus. Apesar de não ser sobre isso especificamente que tratarei nos próximos posts, gostaria de expor minha opinião sobre esta diferenciação que faço entre os tipos de serviço. Julgo que seja importante que você saiba minha opinião sobre isto pra que o que escreverei fique mais claro. 

Antes de me despedir, recomendo um texto meu, escrito em 2010 se não me engano, que fala mais especificamente sobre este assunto. Caso se interesse está no seguinte link: Rótulos que mudam conteúdos.

Bom, por hoje é só, até o nosso próximo encontro que será na próxima quinta-feira se Deus permitir!

Forte abraço!

Leia mais
Próxima Página